Páginas

sábado, 19 de novembro de 2011

Ciência busca relação entre corpo, mente e doenças!


Os médicos recorrem à ciência para explicar quais atitudes e sentimentos desestressam o organismo e que efeitos trazem ao corpo.

Folhapress - Em seus 84 anos de vida, Maria José Vasconcelos mal se lembra das poucas vezes em que ficou doente. O mérito pela boa saúde ela entrega a Deus, mas suspeita de que a forma como encara o mundo deve ajudar. "Estou sempre assim, rindo, feliz. Comigo não tem tempo ruim", diz, entre uma gargalhada e outra. "Acho que por isso também estou sempre saudável".

Essa filosofia de vida, dona Cotinha, como é conhecida pelos amigos da periferia de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde mora, transmite às pessoas que atende como benzedeira. Para ela, a melhor bênção é aprender a encarar as dificuldades do mundo com serenidade: "Ficar choramingando não adianta nada". Encarada com algum grau de ceticismo, a receita de vida saudável de dona Cotinha desandaria em algo próximo da crendice ou do misticismo não fosse a ciência ter enfiado a colher nesse caldo.

"Há pouco tempo deparávamos com situações clínicas que não compreendíamos, como pacientes obtendo resultados fantásticos apenas por acreditarem firmemente que iriam melhorar. Hoje compreendemos que existe uma interação clara entre as células do sistema imunológico e o cérebro, e que o estado de humor interfere em tudo isso", afirma José Roberto Leite, professor da Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e um dos pioneiros no estudo da relação mente-corpo no Brasil.

Câncer a Aids
Estresse, ansiedade e depressão já receberam seus certificados de vilões da vida moderna. No lado oposto na escala do humor, a felicidade ocupa agora o posto de mistério a ser desvendado. Uma série de estudos recentes associam otimismo, esperança, bom humor e fé a uma melhor resposta do sistema imunológico a diversas doenças, que vão de uma simples gripe ao câncer e Aids. Pesquisadores têm posto à prova práticas que até então viam com maus olhos, como meditação e relaxamento.

"Se me perguntassem há alguns anos, eu diria que meditação era uma besteira, mas pus o preconceito de lado e fui testar. Hoje posso dizer que ela tem eficácia", afirma Leite, que liderou uma das pesquisas na área.
Ele submeteu 33 voluntários, selecionados após divulgação em jornais, a práticas de meditação e técnicas respiratórias de relaxamento por três meses. Ao final do estudo, constatou a diminuição dos níveis de ansiedade, depressão e da pressão arterial. "Hoje eu defendo que o comportamento e as emoções deveriam ser a preocupação central da medicina".

Reação fisiológica
A premissa que dá a partida a todas essas pesquisas não diz respeito só à modalidade escolhida para encontrar equilíbrio, e sim à forma como a pessoa interpreta uma determinada situação. É isso que determinaria sua reação fisiológica. Indivíduos diferentes podem passar pelos mesmos traumas, mas alguns desenvolverão problemas psicológicos e de saúde e outros não. Assim como o estresse crônico pode debilitar o sistema imunológico, pressupõe-se que, ao reagir a situações estressantes de um modo mais equilibrado, é possível impedir tais efeitos maléficos. "A partir do momento em que uma doença é causada ou agravada pelo estresse, a resposta de relaxamento pode ser considerada um tratamento efetivo", explica Herbert Benson, diretor do Mind and Body Medical Institute, departamento da Escola Médica da Universidade Harvard.

Um grupo da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, nos EUA, constatou que pessoas felizes apresentam três vezes menos possibilidade de contrair resfriados. Eles utilizaram 300 voluntários que, após entrevistas, foram divididos, de acordo com traços de personalidade, em categorias positivas (felicidade, satisfação e relaxamento) e negativas (angústia, hostilidade e depressão). Em seguida, receberam uma borrifada de um vírus que causa resfriados. Os que se encaixaram nas primeiras categorias ficaram menos doentes.

Outro exemplo é uma série de estudos feita na Universidade da Califórnia com indivíduos HIV positivo. A psicóloga Shelley Taylor e Geoffrey Reed, um dos diretores da Associação Americana de Psicologia, avaliaram o impacto de diferentes situações no bem-estar dos pacientes. Notaram que acontecimentos como a morte de um amigo ou do parceiro por Aids, o preconceito enfrentado por gays e ainda um pensamento negativo em relação à doença aceleravam o aparecimento de sintomas em pacientes até então assintomáticos, em comparação com aqueles que mantinham uma visão otimista sobre seu prognóstico. Em contrapartida, aqueles que, mesmo tendo perdido um parceiro, se mantiveram dispostos e otimistas, conseguiram fortalecer seu sistema imunológico.

Felicidade e tristeza
Mas, apesar de todos esses resultados apontarem para uma relação entre as emoções e o sistema imunológico, a comunidade científica ainda não tinha conseguido testemunhar essa comunicação. Foi só em 2003 que surgiu a primeira evidência. O pesquisador Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, observou a atividade cerebral de 52 pessoas enquanto elas escreviam sua experiência de vida mais feliz e a mais intensa tristeza que já haviam sentido. Os voluntários que tinham apresentado maior atividade no lado direito do córtex pré-frontal enquanto descreviam o momento infeliz tiveram uma baixa resposta imunológica após tomarem uma vacina contra gripe. De modo inverso, aqueles que tiveram uma atividade excepcional enquanto se lembravam de momentos felizes apresentaram altos níveis de anticorpos.

O pesquisador não conseguiu explicar fisiologicamente de que modo a atitude positiva impulsionou a atividade do sistema imune, mas obteve uma pista: os indivíduos que tiveram maior atividade no lado esquerdo do córtex pré-frontal apresentaram também baixos níveis de cortisol, um dos principais hormônios liberados em situações de estresse e que inibem o sistema imunológico.

O mantra da fé
Apesar de as informações parecerem promissoras, os pesquisadores alertam para o risco de tais estudos levarem as pessoas que tendem ao pessimismo a crer que tudo está perdido.
No caso de pacientes com câncer, a psicóloga Margaret Kemeny, da Universidade da Califórnia, é enfática: "Não acredite em tudo o que você lê sobre atitudes positivas e sua relação com o câncer. É uma doença difícil e culpar-se por isso só vai piorar. Tente reconhecer e aceitar seus sentimentos e trabalhar com eles em um caminho construtivo".

O alerta também vale para os que se consideram felizes. É uma armadilha comum imaginar que ser otimista, rezar ou fazer meditação são os atalhos necessários para uma boa saúde, afirma o médico Régis Cavini Ferreira, que se especializou em psiconeuroendocrinoimunologia. "O que provavelmente acontece é que, com essas práticas, o indivíduo consegue equilibrar o seu sistema hormonal e deixar seu corpo no ponto certo para responder a futuras situações de estresse, reduzindo as conseqüências negativas".

É preciso lembrar, porém, que as doenças têm outras causas que precisam ser levadas em conta.
Benson, do Mind and Body Medical Institute, acredita que o organismo de toda pessoa seja munido de propriedades de cura que podem ser despertadas pelo relaxamento. "Funcionamos como um banquinho de três pernas: medicamentos, cirurgia e resposta de relaxamento". O psicólogo americano vai além e, contrariando a idéia de que ciência e religião não combinam, propõe também a oração para quem não se interessa por métodos alternativos. "Para conseguir uma resposta de relaxamento levamos em conta a força da repetição. E a reza é uma maneira de obter isso". Ou seja, a oração é também uma forma de relaxamento.

Independentemente da religião ou da falta dela, o que os cientistas têm percebido é que as crenças vistas aqui com o sentido de acreditar que algo de bom vá acontecer, têm um efeito muito significativo na melhora da saúde. É o que ficou conhecido como efeito placebo, situação em que o paciente toma um remédio inócuo ou faz uma cirurgia de mentira acreditando que está sendo tratado de verdade e apresenta melhora. Do mesmo modo, acreditar demais em algo negativo pode ser fatal. O psicólogo da Unifesp José Roberto Leite lembra as histórias de haitianos que, de tanto acreditarem que tinham sido vítimas de uma ação de vodu (também conhecido como vudu), morreram de causas não explicadas.

"A fé como forma de pensamento tem um poder de mobilização enorme, tanto para o bem como para o mal", defende o psicólogo Esdras Guerreiro Vasconcellos, do Instituto Paulista de Estresse e Psiconeuroimunologia. "O antropólogo franco-belga Claude Lévi-Strauss já falava há 50 anos que uma pessoa condenada socialmente pela sua tribo morre, sem que seja preciso fazer nada. Ele dizia que o sistema imunológico não resiste à condenação moral. É disso que estamos falando".

O caminho das emoções no corpo
A linha da medicina que busca compreender as interações mente-corpo trabalha com base na descoberta de que os sistemas límbico (área no cérebro responsável pelo controle das emoções) e imunológico trocam sinais químicos o tempo todo. Ou seja, as emoções atuam no corpo, e o corpo, nas emoções.

Resposta ao estresse
Em uma situação interpretada como ameaça uma discussão, um imprevisto no carro, um ato de violência, o corpo automaticamente se prepara para fugir ou lutar. Ao registrar o alerta, o cérebro libera o hormônio adenocorticotrópico (ACTH) por meio da hipófise, que ativa as glândulas supra-renais e faz com que produzam outros dois hormônios, o cortisol e a adrenalina. Essa descarga hormonal provoca o aumento dos batimentos cardíacos e do teor de açúcar no sangue (caso o corpo precise de combustível para se defender, por exemplo).

Dano à saúde
Passada a situação estressante, os níveis hormonais tendem a voltar ao normal. O problema é quando o estresse se torna crônico. O excesso de adrenalina pode causar doenças cardíacas; o cortisol, que no momento de emergência age como antiinflamatório passa a prejudicar o funcionamento do sistema imunológico (principalmente do timo, glândula responsável pela produção de algumas células imunes).

Antídoto
Pesquisas têm mostrado que algumas técnicas de relaxamento estabilizam os níveis de cortisol. Especula-se que algumas substâncias podem estar envolvidas nesse processo, caso da ocitocina, que vem sendo chamada de hormônio do amor por ser liberada durante o orgasmo, e, nas mulheres, também na hora do parto e da amamentação, e do óxido nítrico, um neurotransmissor que atua na memória e no aprendizado.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A dificuldade masculina em lidar com as próprias emoções...


Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento. (Machado de Assis)

Não há homem algum tão exclusivamente masculino que não possua em si algo de feminino. (Carl Gustav Jung)

O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros. (Confúcio)

Imagine a cena: é sábado à noite e um casal de namorados se encontra. Ela propõe um cinema e ele diz não. Ela insiste e ele mantém o não. Ela pergunta o porquê e ele continua no simples não. Então ela dispara uma metralhadora de porquês e ele perde a paciência. Está declarada uma guerra. Ela recebe uma descarga de fantasias a respeito da recusa dele em ir ao cinema enquanto que para ele esse não é pura e simplesmente um não!

O enredo até pode mudar, mas esta cena é muito frequente entre os casais modernos. Já foi constatado que homens e mulheres não falam a mesma língua.

Segundo Luiz Cushnir, um estudioso de assuntos de gêneros do Instituto de Pesquisa do Hospital das Clínicas de São Paulo, homens têm dificuldades de expressar suas emoções. Isto deve-se ao fato de que eles têm um raciocínio lógico e matemático, enquanto que as mulheres têm o raciocínio mais voltado para argumentações e questões mais subjetivas. Não podemos classificar uma forma de pensar como melhor que a outra, elas são apenas diferentes.

Em suas pesquisas nesse Instituto de São Paulo, Cushnir constatou que os homens se drogam mais e estão mais envolvidos em acidentes e mortes violentas do que as mulheres. Além disso, a taxa de suicídio também é maior entre eles. A dificuldade masculina em lidar com as próprias emoções faz com que eles se transformem em vítimas da ansiedade, depressão, doenças do humor, síndrome do pânico, fobias, pensamentos obsessivos, atitudes compulsivas e disfunções sexuais.

Tais doenças eram consideradas mais incidentes em mulheres porque o homem tem muita resistência em procurar ajuda profissional. Entretanto, como a mulher vem ganhando cada vez mais voz na sociedade, ela passou a exigir seus direitos não só como cidadã, mas também como parceira deste homem. Antigamente ela calava-se diante de uma disfunção sexual (falta de ereção e ejaculação precoce), por exemplo, mas hoje em dia ela cobra dele um tratamento sob o risco da extinção da relação. O homem passou, a procurar ajuda profissional, ainda que o faça com receio e vergonha.

Segundo Chevalier & Gheerbrant (1997), fazem parte da dinâmica feminina os sentimentos, os afetos, as intuições, a sensibilidade ao irracional e as relações com o inconsciente. Essa dimensão feminina está presente na mulher, de forma consciente e no homem, de forma inconsciente.

“A mulher está mais ligada do que o homem à alma do mundo, às primeiras forças elementares, e é através da mulher que o homem comunga com essas forças (…). Não será a mulher emancipada nem aquela que se torna semelhante ao homem que terá um importante papel a desempenhar no período futuro da história, mas sim o eterno feminino. A mulher é o futuro do homem.” (Chevalier & Gheerbrant, 1997, p. 421)

O estigma do feminino tende a afugentar quem o procura. Os homens românticos e sensíveis tendem a receber rótulos pejorativos e, gostar de discutir a relação, é um comportamento normalmente atribuído às mulheres. A imagem do homem ideal tende a ser um tanto heróica, máscula, forte e viril. Isto não quer dizer que tal imagem não possa existir, porém reduzir o homem a esse estereotipo significa polarizar a sua personalidade na dimensão masculina e ignorar o seu “feminino” que lhe é complementar.

Homens e mulheres de fato são diferentes, mas isso não significa que sejam rivais. Depois da revolução feminista dos anos 60, o homem sentiu-se desafiado pela nova mulher que surgiu. Se ambos passarem a se ver como duas faces da mesma moeda, como partes complementares de um todo, talvez encontrem a si mesmos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Por que resistimos tanto às mudanças?!

Verdades e Mentiras sobre as Mudanças
Entende-se por mudança o ato ou efeito de mudar, de dar outra direção, dispor de outro modo. Mudar é, portanto, transferir, alterar ou transformar.
Tudo está mudando da noite para o dia. Quer em nosso trabalho, quer em nossa vida pessoal, as mudanças vem ocorrendo em taxas cada vez maiores. Porém, apesar de rápidas, as mudanças não são instantâneas. Muitas pessoas desperdiçam seu tempo e energia queixando-se da velocidade das mudanças, ao invés de concentrá-los na adaptação às mesmas, ou mesmo em sua promoção.
Mudança é sinônimo de Melhoria?
Não necessariamente: mudanças erradas podem significar retrocesso. Freud, por exemplo, apoiou uma mudança no tratamento da neurastenia, introduzindo a cocaína, à qual teceu um hino de louvor e denominou de "substância mágica". Só mais tarde, porém, percebeu-se o dano que esta droga causa. Assim, apoiar entusiasticamente todas as mudanças é ingênuo.
Mudanças sempre trazem dificuldades para as pessoas?
Não necessariamente. Aceitar esta falácia universal equivaleria a deter mudanças mais positivas. Por exemplo, sustar a Revolução Industrial provavelmente evitaria a exploração dos operários, principalmente mulheres e crianças, mas também manteria as dificuldades da vida agrária que aviltavam ou escravizavam a grande maioria da população.
A mudança traz recompensas para quem a estimula?
Em parte. A inovação muitas vezes traz o conflito, seja com os defensores do status quo, seja com colegas invejosos. Além disso, nem sempre há recompensa em forma de reconhecimento ou dinheiro.
O Homem, infinitamente adaptável, pode suportar qualquer mudança?
Não é verdade: há alguns limites para a quantidade de mudanças que pode ser absorvida por um ser humano. O superestímulo psicológico pode prejudicar a capacidade humana de percepção, pensamento e decisão.
Todas as pessoas resistem a Mudanças?
Alguns pesquisadores afirmam que o homem está equipado com uma resposta de orientação que lhe permite uma reação neurológica à mudança. Seus sentidos despertam e suas batidas cardíacas se aceleram quando ocorrem mudanças no seu trabalho. Porém, nem todas as pessoas resistem à mudança: algumas progridem com ela, outras não.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de compreender o fenômeno humano da "Resistência às Mudanças": sua caracterização, os fatores que para ele contribuem e as formas de combatê-lo.

Fernanda Montenegro, faz uma narrativa brilhante e bastante reflexiva acerca das inúmeras possibilidades que temos de mudar, transformar e melhorar nosso estilo, qualidade e forma de viver e pensar. Assista o Vídeo e tire suas próprias conclusões. Boa reflexão!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (Crianças e Adultos)


Introdução
A característica básica deste transtorno é a falta de persistência em atividades que requeiram atenção. Essas crianças tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo e além de não acabarem nada, deixam tudo desorganizado. Este problema incide mais sobre meninos do que sobre meninas, sendo detectável em torno dos cinco anos de idade, ou antes, na maioria das vezes. O diagnóstico fica mais fácil depois que a criança entra para a escola, porque aí a comparação com outras crianças é natural, evidenciando-se o comportamento diferente. Mesmo aquelas crianças consideradas muito inquietas antes de entrarem para o colégio, podem ficar comportadas e participativas; somente as crianças com algum transtorno não se adaptam.

Características
Os três aspectos fundamentais são a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade.
A desatenção é caracterizada pela dificuldade de prestar atenção a detalhes ou errar por descuido em atividades escolares, dificuldade de manter a atenção mesmo nos jogos ou brincadeiras. A criança muitas vezes aparenta não escutar quando lhe dirigem a palavra, não seguir as instruções dadas e não terminar as tarefas propostas, dificuldade em organizar-se e evitação de atividades que exijam concentração, perda constantes de materiais próprios por distrair-se com facilidade perante estímulos alheios.

A hiperatividade caracteriza-se pelo constante mexer-se na cadeira, balançar as mãos e pés constantemente, abandonar a cadeira quando se esperava que permanecesse sentado, correr, escalar em demasia ou em situações onde isso seria inapropriado, falar em demasia, dificuldade de envolver-se silenciosamente em situações ou brincadeiras, dificuldade de permanecer realizando atividades mesmo que da preferência da criança como as atividades de lazer escolhidas por ele, dar a impressão de que está "sempre a mil".
A impulsividade caracteriza-se por dar respostas precipitadamente mesmo antes da pergunta ter sido completada, meter-se ou interromper as atividades dos outros e ter dificuldade de esperar a sua vez.

Crianças com déficit de atenção e hiperatividade costumam ser impulsivas e propensas a se acidentarem. Não tomam cuidado consigo mesmas nem com os outros, são socialmente desinibidas, sem reservas e despreocupadas quanto às normas sociais. Podem ser impopulares com outras crianças e acabam isoladas, sem se importarem aparentemente com isso. Como resultado da falta da persistência da atenção se atrasam no colégio e no desenvolvimento da linguagem. A hiperatividade torna-se aparente quando numa turma da mesma idade todos colaboram e a criança hiperativa acaba tendo que ser retirada por impedir o prosseguimento da atividade. Essas crianças obviamente não sabem o que se passa com elas mesmas, por isso não se justificam e ficam sendo consideradas problemáticas, indisciplinadas, mal-educadas e despertam antipatias entre as pessoas responsáveis pelos seus cuidados.


Considerações
A desatenção, a impulsividade e a hiperatividade podem resultar de problemas na vida dessas crianças e não necessariamente ser causada pelo déficit de atenção com hiperatividade, principalmente quando apenas parte dos sintomas estão presentes ou quando não se manifestam o tempo todo. O déficit de atenção se manifesta continuamente. Uma criança que se comporte inadequadamente dentro das características citadas somente em casa ou somente na escola possivelmente encontra problemas nesses locais e não apresenta o transtorno de déficit de atenção. Sistemas educacionais inadequados e problemas conjugais são as primeiras coisas a serem analisadas. Portanto, o contexto onde a criança vive, além dos sintomas, deve sempre ser considerado para o diagnóstico.

A maioria das pesquisas mostra que, em média, 67% de crianças diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) continuam tendo os sintomas quando adultos, interferindo em sua vida acadêmica, profissional, afetiva e social. A avaliação precoce e o tratamento adequado podem reduzir os sintomas significativamente. Vale ressaltar a importância de avaliarmos o TDAH em adultos, revisando-se as preocupações atuais, avaliação do nível de funcionamento na infância e no adulto, história de vida detalhada, avaliação de história de adaptação psicossocial, diagnóstico diferencial e avaliação intelectual, de comorbidades e das funções executivas.

O TDAH em adultos muitas vezes tem sido visto como uma doença camuflada, devido ao fato dos sintomas serem mascarados, ocorrendo problemas de relacionamento afetivo e inter-pessoal, de organização, problemas de humor, abuso de substâncias, ou seja, caracterizados pela comorbidade. Desta maneira, o diagnóstico se torna difícil e os adultos e, principalmente as mulheres, ficam sem diagnóstico e tratamento.

Alguns sintomas observados com freqüência no TDAH em adultos: Eles podem apresentar dificuldades com relações afetivas instáveis (separações, divórcios); instabilidade profissional que persiste ao longo da vida; rendimentos abaixo de suas reais capacidades no trabalho e na profissão; falta de capacidade para manter a atenção por um período longo; falta de organização (carente de disciplina); insuficiente capacidade para cumprir o que se comprometem; incapacidade para cumprir uma rotina; esquecimentos, perdas e descuidos importantes; depressão e baixa auto-estima; dificuldades para pensar e se expressar com clareza; tendência a atuar impulsivamente e interromper os outros; dificuldades de escutar e esperar sua vez de falar; freqüentes acidentes automobilísticos devido à distração; freqüente consumo de álcool e abuso de substância.

Alguns sintomas apesar de não constarem no manual oficial dos transtornos mentais, DSM, são vistos com freqüência, tais como a baixa auto-estima; sonolência diurna (dormir como uma pedra); "pavio curto" (mistura de impulsividade e irritabilidade); necessidade de ler mais de uma vez para "fixar" o que leu; dificuldade de levantar de manhã, de se "ativar" no início do dia; adiamento constante das coisas; mudança de interesse o tempo todo; intolerância a situações monótonas e repetitivas; busca constante por coisas estimulantes ou diferentes e variações freqüentes de humor.

Dificuldades específicas da função de atenção: Adultos com TDAH apresentam uma tendência pronunciada de distração, esquecimento, repetições de erros, além de perderem coisas, não recordarem o que acabaram de ler, de necessitarem perguntar muitas vezes o mesmo e evitarem sistematicamente toda leitura que não seja do seu interesse específico. Geralmente envolvem-se em atividades de pouca atenção e concentração por apresentarem tais dificuldades. Isso não significa não prestar atenção nunca, mas em muitas ocasiões, ou na maioria delas a pessoa está dispersa, "no mundo da lua" (Mattos, 2003).

No trabalho, custam a se organizar, permanecer atentas e terminar uma tarefa. O tempo que necessitam geralmente é muito maior do que se espera e rendem mais quando estão sozinhos. Mostram dificuldades também com a memória de trabalho, que permite os processos de comparação, processamento e emissão de uma resposta correta.

Adultos com TDAH não são críticos quanto a suas dificuldades de atenção e poucos se dão conta do problema. Isto acontece porque sempre foram dispersos e desatentos, erram repetidamente, perdem coisas, não recordam o que acabam de ler, necessitam perguntar várias vezes a mesma coisa e evitam leitura que não seja de seu interesse específico. E são capazes de dormir ou desligar diante de assuntos que não lhe interessam diretamente, indicando que são pessoas que padecem de um problema de atenção. Muitas vezes mostram uma clara dificuldade para conseguir o mínimo de concentração suficiente para manter qualquer atividade.

Ser detentor do diagnóstico de TDAH não significa que não preste atenção nunca, e, sim, que em muitas ocasiões, ou na maioria das vezes, o paciente está disperso. Em outros momentos, pode permanecer concentrado e ser constante numa tarefa. Mesmo que o problema seja crônico não quer dizer que esteja sempre presente. Isto remete ao que muitos autores colocam de que portadores de TDAH mostram a atenção flutuante: em determinados momentos são atentos e em outros não.

Para se fazer o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade no adulto é necessário que ele tenha começado na infância, tenha durado pelo menos seis meses e prejudicado de forma significativa o desenvolvimento do paciente.

Diagnóstico
O diagnóstico é estabelecido pela presença das características fundamentais tendo iniciado pelo menos antes dos sete anos de idade. Pelos critérios norte americanos, são necessários no mínimo seis sintomas para a realização do diagnóstico, mas esse número está sendo revisto podendo vir a ser reduzido para cinco ou quatro sintomas uma vez que a intensidade de poucos sintomas muitas vezes é suficiente para causar prejuízos à criança.
A (OMS) Organização Mundial de Saúde, não especifica um número de sintomas para fazer o diagnóstico.

Tipos
três tipos classificados de (TDAH) Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade.

ü      Predomínio de sintomas de atenção
ü      Predomínio de sintomas de hiperatividade / impulsividade
ü      Misto

As crianças com predomínio de impulsividade e hiperatividade costumam ter mais problemas de socialização com outras crianças, justamente por serem mais agressivas do que as crianças com os outros dois tipos. O tipo misto apresenta mais a combinação com o transtorno oposicional desafiador, além de este apresentar maior prejuízo global de funcionamento.
  
Comorbidade (quando duas ou mais doenças estão etiologicamente relacionadas)
Os estudos mostram uma alta correlação do transtorno de déficit de atenção com os transtornos de conduta e oposicional desafiante, sendo que aproximadamente 30 a 50% das crianças com déficit de atenção com hiperatividade apresentam também esses outros diagnósticos.

No Brasil foi encontrada uma taxa de comorbidade de 47,8%. Outros transtornos são também mais comuns nessas crianças, como depressivos que variam de 15 a 20% . De ansiedade em torno de 25% e transtornos de aprendizagem também 25% aproximadamente. Dentre os adolescentes com déficit de atenção há uma maior incidência de abuso de drogas principalmente quando adultos. Este fato provavelmente é dependente da ligação com transtornos de conduta uma vez que se sabe que há uma relação entre distúrbios de conduta na infância e abuso de drogas no adulto.

Tratamento
O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos (Médico Psiquiatra), orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação, na maioria dos casos, faz parte do tratamento.

A psicoterapia é indicada para o tratamento do TDAH, bem como o tratamento com fonoaudiólogo e avaliação psicopedagógica (em casos de TDAH em crianças com problemas de aprendizagem), são recomendados nos casos onde existe simultaneamente Transtorno de Leitura (Dislexia) ou Transtorno da Expressão Escrita (Disortografia). O TDAH não é um problema de aprendizado, como a Dislexia e a Disortografia, mas as dificuldades em manter a atenção, a desorganização e a inquietude atrapalham bastante o rendimento dos estudos. É necessário que os professores conheçam técnicas que auxiliem os alunos com TDAH a ter melhor desempenho.Em alguns casos é necessário ensinar ao aluno técnicas específicas para minimizar as suas dificuldades.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Feche a boca e abra os braços!


A importância de ouvir mais e falar menos...Essa atitude faz toda a diferença!
 
Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.

Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez.

Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema "Como pôde fazer isso conosco?" Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela.

Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?

Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço – com alguma frequência – quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: "Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços."

Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia.

Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.

Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido – e só então percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia.

Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços. Kim correu para eles dizendo: – Desculpa... Desculpa – repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.

– Eu também sinto muito, Kim – disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que você não se cortou. Felizmente, ela me perdoou.

O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.

Quando meus filhos eram adolescentes – todos os cinco ao mesmo tempo – me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos e ficar em recuperação.

Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, por vezes, ruidosa e unilateral. Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis. É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação atrás dela, quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.

Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, contudo. Dava para trabalharmos com "o que você acha que devemos fazer agora", em vez de ficarmos presos a "como foi que a gente veio parar aqui?"

Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família.

Um deles veio me ver há alguns meses e disse "Mãe, cometi uma idiotice..." Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha.

Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira. Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.

– Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto.

É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços.

Histórias para aquecer o coração das mães
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros
Editora Sextante

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Beleza, seu sentido e significado!


A beleza se encontra em cada detalhe da natureza, no pulsar do ritmo da vida dos animais, que nada acumulam por ganância e têm sempre a certeza que o amanhã lhes será provido.

A beleza se encontra na função de cada ser vivo na natureza, que mesmo fazendo parte de uma cadeia alimentar, tem a função de dar continuidade ao desenvolvimento e manutenção do ecossistema.

Está ainda nos rios e mares que tem a função da manutenção da vida do ser humano e dos animais na Terra.

A natureza é realmente bela e sábia e observando-a temos a plena certeza que por trás de tudo isso existe, sim, um Ser maior que planejou e concretizou cada detalhe com plena e absoluta sabedoria.

Nós, seres humanos, observamos a beleza muitas vezes, medindo-a por padrões estéticos, pré-definidos e impostos pela mídia, no entanto, em cada ser humano existe um ser essencialmente belo que pode ser despertado a qualquer momento.

Ter beleza significa ter equilíbrio!

A beleza, portanto, se traduz na ética, na ajuda ao próximo, na solidariedade, no amor incondicional e, acima de tudo, na confiança plena em um amanhã melhor.

Sim! Você pode modificar a sua vida!

A atitude de deixar as coisas como estão significa espera, e espera traz sofrimento e sofrimento não manifesta beleza.

Ser belo significa ser ético, ser responsável pelos seus próprios atos, é amar de forma incondicional as outras pessoas e demais criaturas, respeitar cada um com as suas diferenças e estados de aprendizado, contemplar a beleza da natureza e respeitá-la e viver intensamente cada momento que a vida nos oferecer, como se este fosse o único momento a ser vivido!

domingo, 6 de novembro de 2011

Cuide bem da Sua Criança Interior!

A criança dentro de cada um de nós

“Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração” (Milton Nascimento e Fernando Brant)

Leveza, despreocupação, fantasia, imaginação, brincadeira. Essas são palavras que a maioria de nós associa à infância. Outras palavras, com outro significado, também muito ligadas a esse período da vida são sofrimento, vergonha, trauma, injúria, revolta... Seja qual for o sentido que cada pessoa dá à sua infância, fato é que ninguém se torna adulto sem passar por ela e, mais do que isso, sem guardar fortes impressões dessa fase, impressões que nos impactam para o resto da vida e colorem de significado a maneira como vivenciamos nossa realidade. Todos carregamos dentro de nós uma criança, que influencia de maneira tão forte a nossa vida adulta que ouso dizer que essa criança nos rege. E muitos de nós frequentemente nos esquecemos dela, deixando-a sem atenção ou cuidados.

O Encontro entre o adulto e a criança dentro de nós

A criança é dotada de valores que normalmente deixamos para trás à medida que crescemos. Ela depende da proteção e cuidados dos adultos ao seu redor para crescer em segurança e com saúde. É frágil, vulnerável, e essa condição impõe-lhe a necessidade de confiar que receberá aquilo de que precisa, ter fé em que as coisas darão certo. É claro que nem sempre ela tem satisfeitas todas as suas necessidades e desejos – a criança começa a se frustrar, o que é natural. Há momentos em que ela se vê muito fragilizada, ferida e confusa, e então acessa a sua Espontaneidade para “dar um jeito” na situação e sobreviver emocionalmente, tocar sua vida em frente da melhor maneira que consegue. Mas fica marcada, muitas vezes cresce limitada a essa resposta que espontaneamente criou numa situação de estresse ou ameaça, usando sempre a mesma estratégia em momentos em que se vê acuada pela vida. E o adulto que surge daí tem dificuldades em enxergar que existem outras formas de resolver os problemas.

Na medida em que adentramos o mundo adulto substituímos aquelas características infantis – curiosidade, criatividade, leveza, inocência e essa fragilidade e confiança das quais falei há pouco – por valores que a sociedade nos vende e nós também criamos. Passamos a dominar o mundo das idéias e dos números e nos sentimos seguros com a estabilidade (não é assim que falamos?) que o dinheiro, um bom trabalho e uma boa imagem trazem.  OK, essas coisas são reais e muitas vezes necessárias... O grande problema é que elas acabam se tornando mais do que uma parte da vida, passam a ser valor insubstituível, ganhando a dimensão de prisão. E nós vamos nos afastando daquela magia vivida na infância, da sabedoria da criança interior, afastamo-nos do nosso verdadeiro Eu. Acreditamos que todas as coisas são controláveis com o nosso intelecto e perdemos a fé em que o mundo pode nos nutrir de coisas boas, como disse com sabedoria Gonzaguinha: “Fé na vida, fé no homem, fé no que virá”...

A criança e o adulto integrados em Duas Vidas

Na maior parte das vezes a solução para esse distanciamento de nós mesmos – assim como para tudo na vida – está nas coisas simples (e acho que as crianças sabem disso...). Uma das ações mais terapêuticas – no sentido de trazer cura – que eu conheço é encontrar, acolher e cuidar dessa nossa criança interna, como acontece no filme Duas Vidas (Jon Turteltaub,2000). Nele, Russ (Bruce Willis) é um homem de quase 40 anos que um dia recebe a visita de Rusty (Spencer Breslin), ele mesmo aos quase 8 anos de idade. Nesse encontro o adulto pode ter um novo olhar sobre algumas feridas do seu passado, relembrar seus sonhos infantis e entrar em contato com quem é, essencialmente. É um filme que vale a pena ser assistido por todos! Uma pena eu não ter encontrado o trailer legendado, mas vai aqui o link do trailer em inglês – só ver as imagens já dá uma boa dimensão desse encontro e pode estimulá-los a visitar a locadora...

Fica então o convite para integrar internamente esse Eu infantil, aceitar essa criança do jeitinho que ela é, levá-la para fazer programas que sejam do seu gosto, escutar com maturidade os seus chamados, acalentá-la e cuidar das suas feridas, dando-lhe a segurança de que precisa, e deixar que ela também lhe ajude a lembrar-se das coisas simples e ótimas que ela bem conhece. É um excelente caminho para o autoconhecimento e o equilíbrio.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

As Cinco Bolas - trabalho, família, saúde, amigos e o espírito


Imaginem a vida como um jogo, no qual vocês fazem malabarismo com cinco bolas que lançam ao ar. Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito











O trabalho é uma bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima. Mas as quatro outras, são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas. 




Entendam isso e busquem o equilíbrio na vida. Como?




* Não diminuam seu próprio valor, comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.


* Não fixem seus objetivos com base no que os outros acham importante. Só vocês estão em condições de escolher o que é melhor para vocês próprios.






Deem valor e respeitem as coisas mais queridas aos seus corações. Apeguem-se a elas como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.

* Não deixem que a vida escorra entre os dedos por viverem no passado ou no futuro. Se viverem um dia de cada vez, viverão todos os dias de suas vidas.


* Não desistam quando ainda são capazes de um esforço a mais.


* Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.


* Não temam admitir que não são perfeitos.


* Não temam enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.


 * Não excluam o amor de suas vidas dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!




* Não corram tanto pela vida a ponto de esquecerem onde estiveram e para onde vão.



* Não tenham medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.



* Não usem imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se podem recuperar. A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.


Lembrem-se: Ontem é historia. Amanhã é mistério e Hoje é uma dádiva. Por isso se chama "presente".


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...