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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Oração do Amor Próprio



Com carinho eu me cuido e me amparo a cada passo, a cada queda.

Sei que minha força se refaz no meu tempo e nele meu coração celebra.

Que eu não me critique ou me culpe, drenando assim minha própria energia.

Que eu saiba respeitar o meu tempo de florescer a cada dor, que eu possa também me permitir a alegria.


Que antes de cuidar do outro, eu olhe para a minha vida, regue o meu jardim para que a doação não me deixe um buraco e eu me sinta depois dolorida.

Que eu não abandone a mim mesma, esperando que alguém venha me salvar, ao invés disso que eu saiba me olhar com amor e me curar.

Que eu saiba primeiro me encontrar antes de me doar.

Que eu possa respeitar os meus próprios limites e aprender a dizer "não" quando essa é a minha real vontade e direção.


Nos erros que cometo, que eu possa me olhar com todo amor e compaixão, pois sei que faço e dou o meu melhor, que eu aprecie a auto gratidão.

Em cada Alegria celebro a grandeza de ser quem sou, sem querer ser uma imagem que pintaram de mim, esse tempo acabou.

Com carinho eu me curo e me amparo a cada passo, a cada queda. Sei que minha força se refaz no meu tempo e nele meu coração celebra.


“Se engana quem pensa que o amor serve para preencher as partes vazias. O amor serve pra ocupar tudo sem se preocupar com os limites”. (Ad)

“Uma das leis desse plano é que você não tem o poder de transformar o outro – você só pode transformar a si mesmo, pois o livre arbítrio é soberano”. (sri prem baba)


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Cuidar do luto e das perdas! Uma homenagem a alguém muito especial...


“Aprenda a entrar em contato com o silêncio dentro de si e saiba que tudo nesta vida tem um propósito.” (Elisabeth Kubler-Ross, Psiquiatra)


"As pessoas são como vitrais coloridos: cintilam e brilham quando o sol está do lado de fora, mas quando a escuridão chega, sua verdadeira beleza é revelada apenas se existir luz no interior...." (Elisabeth Kubler-Ross, Psiquiatra)


Pertencem, inexoravelmente, à condição humana, as perdas e o luto. Todos somos submetidos à férrea lei da entropia: tudo vai lentamente se desgastando; o corpo enfraquece, os anos deixam marcas, as doenças vão nos tirando irrefreavelmente nosso capital vital. Essa é a lei da vida que inclui a morte.


Mas há também rupturas que quebram esse fluir natural. São as perdas que significam eventos traumáticos como a traição do amigo, a perda do emprego, a perda da pessoa amada pelo divórcio ou pela morte repentina. Surge a tragédia, também parte da vida.


Representa grande desafio pessoal trabalhar as perdas e alimentar a resiliência, vale dizer, o aprendizado com os choques existenciais e com as crises. Especialmente dolorosa é a vivência do luto, pois mostra todo o peso do Negativo. O luto possui uma exigência intrínseca: ele cobra ser sofrido, atravessado e, por fim, superado positivamente.

Há muitos estudos especializados sobre o luto. Segundo o famoso casal alemão Kübler-Ross há vários passos de sua vivência e superação.

O primeiro é a recusa: face ao fato paralisante, a pessoa, naturalmente, exclama: “não pode ser”; “é mentira”. Irrompe o choro desconsolado que palavra nenhuma pode sustar.

O segundo passo é a raiva que se expressa: “por que exatamente comigo? Não é justo o que ocorreu”. É o momento em que a pessoa percebe os limites incontroláveis da vida e reluta em reconhecê-los. Não raro, ela se culpa pela perda, por não ter feito o que devia ou deixado de fazer.

O terceiro passo se caracteriza pela depressão e pelo vazio existencial. Fechamo-nos em nosso próprio casulo e nos apiedamos de nós mesmos. Resistimos a nos refazer. Aqui todo abraço caloroso e toda palavra de consolação, mesmo soando convencional, ganha um sentido insuspeitado. É o anseio da alma de ouvir que há sentido e que as estrelas-guias apenas se obscureceram e não desapareceram.

O quarto é o autofortalecimento mediante uma espécie de negociação com a dor da perda: “não posso sucumbir nem afundar totalmente; preciso aguentar esta dilaceração, garantir meu trabalho e cuidar de minha família”. Um ponto de luz se anuncia no meio da noite escura.

O quinto se apresenta como uma aceitação resignada e serena do fato incontornável. Acabamos por incorporar na trajetória de nossa existência essa ferida que deixa cicatrizes. Ninguém sai do luto como entrou. A pessoa amadurece forçosamente e se dá conta de que toda perda não precisa ser total; ela traz sempre algum ganho existencial.

O luto significa uma travessia dolorosa. Por isso precisa ser cuidado. Permito-me um exemplo autobiográfico que aclara melhor a necessidade de cuidar do luto. Em 1981 perdi uma irmã com a qual tinha especial afinidade. Era a última das irmãs de 11 irmãos. Como professora, por volta das 10 horas, diante dos alunos, deu um imenso brado e caiu morta. Misteriosamente, aos 33 anos, rompera-se a aorta.

Todos da família vindos de várias partes do país ficamos desorientados pelo choque fatal. Choramos copiosas lágrimas. Passamos dois dias vendo fotos e recordando, pesarosos, fatos engraçados da vida da irmãzinha querida. Eles puderam cuidar do luto e da perda. Eu tive que partir logo após para o Chile, onde tinha palestras para frades de todo o Cone Sul. Fui com o coração partido. Cada palestra era um exercício de auto-superação. Do Chile emendei para a Itália onde tinha palestras de renovação da vida religiosa para toda uma congregação.

A perda da irmã querida me atormentava como um absurdo insuportável. Comecei a desmaiar duas a três vezes ao dia sem uma razão física manifesta. Tive que ser levado ao médico. Contei-lhe o drama que estava passando. Ele logo intuiu e disse: “você não enterrou ainda sua irmã nem guardou o luto necessário; enquanto não a sepultar e cuidar de seu luto, você não melhorará; algo de você morreu com ela e precisa ser ressuscitado”. 

Cancelei todos os demais programas. No silêncio e na oração cuidei do luto. Na volta, num restaurante, enquanto lembrávamos a irmã querida meu irmão Clodovis e eu escrevemos num guardanapo de papel o que colocamos no santinho de sua memória: “Foram trinta e três anos, como os anos da idade de Jesus/Anos de muito trabalho e sofrimento/Mas também de muito fruto/Ela carregava a dor dos outros/Em seu próprio coração, como resgate/Era límpida como a fonte da montanha/Amável e terna como a flor do campo/Teceu, ponto por ponto, e no silêncio/Um brocado precioso/Deixou dois pequenos, robustos e belos/E um marido, cheio de orgulho dela/Feliz você, Cláudia, pois o Senhor voltando/Te encontrou de pé, no trabalho/Lâmpada acesa/Foi então que caíste em seu regaço/Para o abraço infinito da Paz”.

Entre seus papéis encontramos a frase: “Há sempre um sentido de Deus em todos os eventos humanos: importa descobri-lo”. Até hoje estamos procurando esse sentido que somente na fé o suspeitamos.

"Hoje nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...)
(...) Vamos rir, chorar e aprender. 

Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."

Leonardo Boff - Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mensagem de Alguém muito Especial para você!



Mensagem de Maria,

Amados Filhos,

Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.

Ouvi vossa Mãe e exercitai, urgentemente, o perdão, eis que ele vos purifica, vos liberta de vínculos passados – que não mais condizem com vossa realidade - e vos devolve a liberdade.

Este é um tempo em que a conquista da liberdade se faz necessária, para aqueles que anseiam transpor as portas do mundo da dualidade rumo à realidade da perfeição.

Não há, contudo, como sair do mundo da ilusão sem antes concluirdes todas as pendências que deixastes suspensas ao logo do caminho.

Vossas jornadas exigem de vós continuardes sempre em frente, e não há como seguir em frente se os “fantasmas” do vosso passado ainda assombram vosso caminho, ainda impedem que possais vivenciar novas experiências, e que possais aceitar novos desafios.

Amargastes, já por longo tempo, a dor das relações mal resolvidas, a dor das situações não esclarecidas, a dor das injustiças e das rejeições.

É hora de por um fim a esse enorme peso que carregais em vossos corpos, mentes e corações.

É hora de vos despojardes da ilusão de que um dia o passado voltará, permitindo-vos dar outros passos e tomar outras decisões.

É hora de reconhecer que os eventos passados não podem vos trazer, no presente, a felicidade e a completude que não vos ofereceram no tempo de suas realizações.

É tempo de buscardes esses eventos, para por neles um fim, e esse fim só acontece verdadeiramente se exercitado através do perdão.

Ousai, pois irdes de encontro ao vosso passado, para compreender os acontecimentos que deram origem a tanto peso em vossos corações.

Lembrai-vos que hoje sois detentores de um novo entendimento, duramente conquistado ao longo do aprendizado a que vos submetestes no mundo da ilusão.

Hoje é possível a todos vós compreender e perdoar.

Hoje é possível sim estender a mão aos que vos magoaram, para reintegrá-los em vossas vidas como mais um de vossos irmãos, irmãos que vos ajudaram – pelo amor ou pela dor – a vivenciar as experiências que se faziam necessárias, para que pudesses hoje, neste tempo, vos render ao divino do que sois, para abençoar todos aqueles que, de algum modo e em algum momento, fizeram ou ainda fazem parte de vossos processos de transformação.

Hoje sois o ser de luz que reconhece sua origem divina, e, também, reconhece a divindade existente em cada ser.

Então, amados, é tempo de dissolver a escuridão que causou tanta separação, tanta dor entre seres iguais que se imaginavam opostos e, como opostos, mergulharam em uma guerra insana onde cada um queria ser o dominador do outro para seu próprio proveito.

Não existem dominadores ou dominados no mundo que almejais adentrar neste tempo.

Assim sendo, faz-se necessário dissolver todas as pendências, para que vós - e aqueles que fazem ou fizeram parte de vossas vidas - se vejam e se reconheçam finalmente, pela força do perdão, como IGUAIS.

Só então podereis seguir em frente, só então sentireis a essência da liberdade de ser; ser um com tudo e com todos, tudo compartilhando, imbuídos do mesmo sentimento de paz, fraternidade e amor.

Bem amados, mergulhai nas águas do perdão para tudo purificar; pensamentos, sentimentos e ações puras é que vos conduzirão pela estreita senda da ascensão, onde só os justos de mente e coração têm permissão para percorrer.

Que vossas orações sejam o firme alicerce da nova rota disponível para vós e para todos os vossos irmãos.

Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe e Mãe do Filho de Deus.


Extraído de: http://br.groups. yahoo.com/ group/maemaria/
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