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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dar à luz, trazer à vida, dar vez ao outro, isso é Partejar!


A Arte de Partejar

"Precisamos ensinar à próxima geração de crianças, a partir do primeiro dia, que eles são responsáveis por suas vidas. A maior dádiva da espécie humana, e também sua maior desgraça, é que nós temos livre arbítrio. Podemos fazer nossas escolhas baseadas no amor ou no medo". (Elizabeth Kubler-Ross)

“Já é consenso o fato de que não há pai, mãe ou responsável que não queira o bem para o seu filho ou filha, bem como, de que todo o professor quer o melhor para seus alunos. Portanto, está entre as intenções do ‘adulto responsável’, aumentar as possibilidades de vida e de felicidade daqueles que se quer educar. 


Mas o que vem a ser ‘querer o bem’, ‘querer o melhor’ em relação ao outro? O verbo partejar, título deste artigo, traz em sua essência os indicativos para compor essa resposta. Significa dar à luz, trazer à vida, dar vez ao outro que, exatamente por ser diferente, ser ‘outro’, tem o direito, ao longo da sua história, de crescer e formar-se por meio das relações que ele estabelece com aqueles que convive. Tem o direito de projetar a sua energia particular, produzindo luz própria.



Enquanto se irradia a energia gerada pela vida, de forma recíproca, num processo de captação e transferência entre as pessoas, persegue-se um objetivo comum: ser feliz, o que, curiosamente, é um horizonte que não se consegue construir sozinho. Identifica-se, portanto, uma das principais características humanas: a interdependência, ou seja, a necessidade da presença do outro na vida de cada um. A origem latina da palavra feliz remete à fertilidade, à capacidade de despertar em si e no outro a vida fulgurada (reluz, brilha). Assim sendo, felicidade tem relação direta com o sentimento de vida fértil.

Quando falamos em ‘adulto responsável’, podemos tomar como exemplo aquele que vê em seu filho, ou aluno, o que o pintor e escultor Michelangelo enxergou em um pedaço de pedra, antes de esculpir sua célebre obra, Davi. A sua arte concentrou-se, apenas e tão somente, em retirar os excessos de pedra, para que todos pudessem apreciar a obra que estava contida em sua visão. Isso é trazer à luz, tornando real o que já existia potencialmente, pela energia de um “sopro” carregado de expectativa positiva. É acreditar, desde o início, na possibilidade vislumbrada pelo olhar atento e generoso, ajudando o outro, por quem se é responsável, a se realizar.


Para tanto, faz-se necessário refletir em torno de alguns questionamentos que ajudam a ampliar a consciência sobre as energias capazes de se transformarem no que podemos chamar de ‘sopro de vida’. As ações daquele que educa devem revelar algo muito próximo do conceito de ‘raiz’, que nutre a planta, a alimenta e revigora, ao contrário do conceito de ‘âncora’, que imobiliza e aprisiona, transformando-o em ídolo para o filho ou aluno. 

Os atos de quem educa devem se concentrar não apenas no que é possível, mas sim, no ‘tornar possível’ o que é necessário. Suas atitudes devem promover a fertilização, ao invés da esterilização do potencial humano daqueles com os quais se relaciona. Será que o filho, ou o aluno, tem ciência do ‘lugar de valor’ que ocupa na vida dos pais ou do professor, e das suas expectativas em relação ao seu potencial?
Pertencer ao projeto de vida de um educador é salutar e indispensável para o desenvolvimento das potencialidades da criança e do jovem. Esse sentimento de pertencer, uma vez existente, precisa ser cultivado pela ‘qualidade’ do tempo e da energia investidos em todas as oportunidades de relacionamento


Cada vez mais se constata que esse sentimento se apresenta como a base para a realização do projeto de vida dos filhos ou dos alunos, que quando assumidos com a devida importância em nossas vidas, são cativados e acabamos por nos tornar responsáveis por eles, como bem disse Saint-Exupéry, em O pequeno príncipe”. (baseado no texto de Acedriana Sandi).


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Arte de Viver a Vida!


Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.


Autor: Augusto Cury 
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