Você acha que tem pênis pequeno ou isso é
imaginação? O
comprimento do pênis importa mais para o homem do que para a mulher,
de acordo com um novo estudo que faz uma revisão de mais de 60 anos de pesquisas e derruba inúmeros mitos sexuais. Está
na adolescência e se preocupa com o tamanho do seu pênis? Veja o que os pesquisadores tem a dizer sobre isso e fique mais
tranquilo.
Aproximadamente 90% das mulheres em realidade
preferem pênis grosso(mais largos) do que pênis comprido, de acordo com dois
novos estudos incluídos na revisão. 85%
das mulheres manifestaram estar satisfeitas com o tamanho do pênis de seus
companheiros, comparado com apenas 55% dos homens e seus próprios órgãos.
A revisão, conduzida pelos Drs Kevan Wylie e Ian
Eardley da Porterback Clinic e no Royal Hallamshire Hospital na cidade de
Leeds, Reino Unido, combinam resultados de mais de 50 projetos internacionais
pesquisaram o tamanho peniano e síndrome
do pênis pequeno (SPP) conduzidas desde 1942.
“A questão de atratividade para as mulheres é
complexa, mas a maior parte dos dados sugere que o tamanho do pênis está mais ao final da
lista de prioridades para as elas do que questões da personalidade
masculina e aparência externa” escreveram os pesquisadores.
Entre os resultados de 12 estudos relevantes, a
revisão, que foi detalhada no British Journal of Urology International,
descobriu que o
pênis ereto médio mede entre 14 e 15,7 cm e uma circunferência média de 12 a 13
cm.
Mitos
penianos
As descobertas também acabam com outros mitos
sobre a genitália masculina. A ideia de que o tamanho peniano varia de acordo com a
raça (que negros teriam pênis grande e japoneses pênis pequeno), por exemplo, é
falsa.
Outro mito que se repete normalmente é de que
homens mais velhos possuem um pênis menor, mas Wylie e Eardley não encontraram
diferenças quando combinaram os resultados de todos os estudos juntos.
Outra descoberta surpreendente foi de que a
síndrome do pênis pequeno (SPP), também conhecida como “a síndrome do vestiário”, é muito mais comum em homens com pênis de
tamanho normal do que com aqueles que possuem os chamados micro pênis (órgãos com o comprimento flácido menores do que 6,85
cm). Uma pesquisa realizada via internet com mais de 52 mil homens heterossexuais
descobriu que 12% pensavam que seus
pênis eram muito pequenos, mesmo que micro pênis atinja apenas 0,6% dos homens.
Um estudo sugere que a Síndrome do Pênis Pequeno comumente começa na infância. 63% dos
homens com o problema disseram que suas
ansiedades começaram em comparações de pênis nas primeiras idades,
comumente com um irmão mais velho ou seus pais, enquanto 37% culpou imagens
eróticas vistas durante o começo da adolescência.
Aumento
de pênis
Pênis
grande é uma obsessão para muitos homens. A indústria dos
acessórios para aumentar o tamanho do pênis se aproveita dessa fragilidade
masculina.
A revisão também apoia estudos recentes que
descobriram que os dispositivos para
aumentar o pênis raramente cumprem suas promessas, mas podem, em alguns
casos, dar um “efeito de apoio
psicológico”.
Os autores tomam uma posição tipo: “espere para
descobrir” no caso de cirurgia de aumento peniano, que pode incluir todos os
processos desde separação parcial dos
ligamentos no pênis para que fique mais longo até injeção de gordura para
aumentar sua circunferência. Um dos procedimentos de cirurgia de aumento do
pênis mais radicais envolve cortar o pênis completamente e inserir um pedaço de
cartilagem no mesmo antes de suturá-lo novamente. “Enquanto a informação está começando a emergir
sobre o sucesso de algumas técnicas cirúrgicas, isso não é reforçado pelos dados
dos pacientes sobre a satisfação com tais procedimentos”, disse Wylie.
Os pesquisadores apontam alguns métodos antigos e
verdadeiros de aumento peniano, mas eles não são mais confortáveis. Ascetas hindus, por exemplo, usam pesos para aumentar o comprimento de
seus pênis enquanto uma tribo
brasileira encoraja cobras venenosas a picar o órgão para ganhar um aumento no
pênis que dura seis meses.
Os pesquisadores disseram que sua revisão tem o
propósito de “prover clínicos com um sumário dos muitos projetos de pesquisa
que tem sido feitos na área de tamanho peniano e síndrome do pênis pequeno”,
para que eles possam tratar melhor o problema. Quando encontram um paciente com síndrome pênis
pequeno “a abordagem inicial deveria ocorrer através de avaliações urológicas, psicossexuais,
psicológicas e psiquiátricas, possivelmente com mais de um clínico envolvido”,
eles escreveram.
“Misteriosa, inexplicável, imprevisível. Exige tratamento cuidadoso e atenção contínua. Enfim, diria Freud, uma doença que traduz a difícil natureza feminina”.
Endometriose é a existência de endométrio em outras partes do corpo - como ovários, tubas (ou trompas), parte externa e parede do útero, bexiga, peritônio (revestimento interno do abdômen), diafragma, intestino delgado e reto. E podem surgir vários focos. A cada menstruação haverá sangramento onde existir endométrio.
O nome endometriose vem do endométrio,o tecido que reveste internamente o útero, onde ficam os óvulos fecundados. Quando não há fecundação, esse tecido é eliminado pela menstruação.
A dificuldade de engravidar, as cólicas menstruais absurdas, as dores terríveis na região pélvica durante o sexo, além da ardência ao urinar são alguns dos sintomas da doença. "Muitas mulheres nem sabem que têm a doença. Os sintomas podem surgir isoladamente, associados ou nem existir", alerta o ginecologista Luiz Carlos dos Santos.
Perfil psicológico da mulher com
endometriose – por Dr. Paulo Guimarães
"Num
estudo multicêntrico, observou-se um perfil com característica comuns nas
mulheres portadoras de Endometriose independente dos estágios": iniciais ou avançados.
São
de perfil egocêntrico, perfeccionistas, apresentam uma cobrança pessoal de
sucesso, competência, e exigência de resultados. São pilares de suas famílias
ou de seus núcleos de relacionamentos, são como para-raios de problemas que
assumem para si, sofrimentos, preocupações em resolver problemas de seus
amigos, irmãos, pais, filhos, até marido e namorados.
São
exigentes em seus relacionamentos em qualidade e, impulsionam seus parceiros ao
sucesso o que nem sempre atingem o esperado trazendo frustração e acumulando
decepções.
São
pessoas de perfil estressados, ansiosas, se angustiam em qualquer situação que
dependam de terceiros. Podem possuir relação familiar instável onde muitas
vezes a figura paterna é ausente ou fragilizada por situações de desemprego,
alcoolismos e falta de ambição e determinação paterna.
Quadro
este, que colore com mais sombras as questões de tratamento que as tornam
exigentes com resultados e frustrações de difíceis gerenciamentos, necessitando
de apoio psicoterápico ou mesmo de
acompanhamentos especializados da Clinica de Dor."
(O Dr. Paulo Guimarães fundador da Gynelaser – Núcleo de Ginecologia
Avançada, idealizada e dirigida por ele, desde 1991 na cidade de Goiânia/GO. A
Gynelaser, tem o compromisso de buscar tecnologia acessível na ginecologia de
ponta e criar acessibilidade tanto para transmitir conhecimento aos médicos que
participam de cursos especializados, como beneficiar a mulher com métodos de
alta resolutividade. Hoje responsável por mais de 4.500 médicos brasileiros e
estrangeiros que participaram de seus cursos de atualização e treinamento nas
cidades de Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, Londrina, Campinas(SP), Manaus e
Fortaleza. Dr. Paulo Guimarães, formado há mais de 32 anos, dedica-se a
ginecologia moderna impregnando a Gynelaser do perfil de alta tecnologia e
acessibilidade. Nesta busca incessante de amplificar suas esferas de
atendimentos altamente qualificados, em suas quase duas décadas de existência,
foram criados núcleos de tratamento especializado para investigar e tratar
doenças de abordagem multidisciplinar como: Dor pélvica crônica e Endometriose,
Miomas uterinos,
Fatores sociais / culturais referente a Endometriose
Dizem
que é “doença moderna”, mas foi descrita em 1921, pela primeira vez. A
modernidade deve-se ao fato de que hoje as mulheres tendem a adiar a gravidez,
têm menor número de gestações e mais estresse.
Há
quatro anos aparece no Medline, maior fonte de pesquisa médica na
internet, como a doença ginecológica
mais pesquisada no mundo, com o maior número de trabalhos científicos
publicados.
O
mercado mundial da endometriose foi de aproximadamente US$ 895 milhões em 2004.
A taxa de crescimento anual deste mercado é estimada em 2,9%. Assim, em 2010 o
mercado da endometriose chegou a US$ 1 bilhão.
Endometriose
acomete mulheres com “nível alto de escolaridade”. Estudo feito no Hospital das
Clínicas de São Paulo mostrou que 56% das pacientes tinham segundo grau ou nível superior completo. Pacientes
de serviço público. Este dado corrobora a teoria do
estresse.
Epidemiologia
10
a 15% das mulheres em idade reprodutiva (enquanto há menstruação: dos 12 aos 45
+/-) sofrem de endometriose;
30
a 50% das mulheres que têm endometriose são inférteis;
40
a 50% das mulheres que fazem tratamento para engravidar têm endometriose.
Especialistas
concordam que cerca de 50% das adolescentes que sofrem cólicas incapacitantes
têm endometriose, que acaba sendo tratada sintomaticamente com anti-inflamatórios
e pílula anticoncepcional, mascarando e retardando o diagnóstico.
Segundo
estudo epidemiológico, 75% das portadoras de endometriose são mulheres brancas.
Endrometriose - Causas
Sobre as causas da endometriose, existem várias teorias, mas nenhuma é aceita como definitiva. A primeira, de Sampson, que falava da “menstruação retrógrada” – pedacinhos de endométrio provindos do refluxo menstrual – já não é aceita pela comunidade médica como única teoria, pois os tais núcleos de endometriose podem ocasionalmente ser encontrados, eventualmente, no cérebro, no pulmão e no septo nasal (haja refluxo!). A doença está associada a um desequilíbrio hormonal – estrógeno demais, progesterona de menos. O estrógeno alimenta o foco de endometriose.
O estresse é o mais aceito entre os
fatores causais da doença: uma grande porcentagem das mulheres portadoras
de endometriose apresenta sintomas de estresse emocional (daí o conceito de
doença moderna, pois a mulher hoje está mais exposta às variáveis do estresse).
Importante lembrar que o estresse
também está relacionado aos fatores imunológicos: quanto
maior o estresse, menor a imunidade.
Fator imunológico é
outro grande suspeito de culpa: mulheres que possuem focos de
endometriose podem apresentar deficiências imunológicas concomitantes: fibromialgia e
lúpus, por exemplo. O hipotiroidismo mais endometriose pode acometer
até 40% das mulheres portadoras da doença.
Outra
razão que sustenta a teoria do fator imunológico: as mulheres com endometriose
têm células
de defesa(macrófagos) não
funcionantes(células do sistema
imune que “comem” organismos invasores). Eles deveriam fagocitar (destruir ou absorver) os núcleos estranhos de
endométrio.
Teoria do fator genético: história
familiar de endometriose. A tia, a irmã, a mãe – alguma mulher da família teve
ou tem a doença.
FIQUE ATENTA - Características e Sintomas
Dores: os focos de
endométrio inflamam e menstruam todos os meses. As dores podem chegar ao ponto
do insuportável. No entanto, tem muita endometriose
que não dói. O que agrava o problema do diagnóstico tardio.
Sintomas sugestivos de endometriose: cólicas fortes,
dores durante as relações sexuais (na profundidade), alterações urinárias (dor
para urinar ou presença de sangue na urina) e alterações intestinais na época
da menstruação (dor para evacuar, presença de sangue nas fezes, intestino
solto);
De acordo com a localização dos focos
de endométrio no corpo feminino, observam-se diferentes tipos de
endometriose, com sintomas e prejuízos diferentes, exigindo tratamentos
diferentes:
As do peritônio(tecido
que reveste os órgãos internos): respondem melhor ao tratamento medicamentoso.
Boa parte dos focos de endometriose pode ser encontrada nessa região, incluindo
ovários, tubas uterinas, saco de Douglas
(região atrás do útero), diafragma.
(A
escavação reto uterina, bolsa de Douglas
ou fundo de saco de Douglas é uma
extensão da cavidade peritoneal localizada posteriormente ao útero. Separa a
parte supravaginal do colo do útero e o corpo do útero do colo sigmoide e do
reto).
As de ovários: levam à
formação de cistos, provocam intensa dor pélvica, respondem melhor ao
tratamento cirúrgico + medicamentoso.
As profundas: no
intestino, na bexiga (cerca 15% dos casos). Muita dor, problemas intestinais,
respondem mal ao tratamento medicamentoso. Às vezes é preciso retirar um pedaço
do intestino.
As “muito loucas”: focos de
endométrio que aparecem em locais atípicos: no
pulmão, no cérebro, no septo nasal. (Menos de 5% dos focos são
encontrados em locais tão imprevisíveis).
Obs.: O conteúdo desta postagem, tais como textos,
vídeos e imagens, foram pesquisados e selecionados da internet, desta forma, são
de exclusiva responsabilidade dos seus autores, cujos créditos e fontes das
pesquisas, estão identificados no final da página.
Especialista alerta para necessidade de diagnóstico precoce
e lança projeto para ampliar atendimento para mulheres na fila de espera da Santa Casa de SP, com diagnóstico de Endometriose.
Você sabe o que é endometriose?
“É uma doença
confusa. Tem de conversar bastante para entender. Ela começa no útero e vai
para outros lugares, para onde não deveria ir.” A resposta não é de uma
especialista, é da cantora e atriz Maria Bia Martins, de 31 anos. Mas ela sabe
do que está falando pois faz parte da preocupante estatística de cerca de 6
milhões de mulheres brasileiras atingidas pela doença. A moça foi operada num
estágio bem adiantado da endometriose, quando ela havia atingido o seu
intestino. Hoje, passa bem. A ginecologista e cirurgiã Helizabet Salomão
Abdalla Ayroza Ribeiro, especializada no assunto, concorda com a descrição de
Maria Bia. A confusão a que ela se refere vem da dificuldade do diagnóstico.
“Como os primeiros sintomas são cólicas, os médicos e as pacientes não valorizam
a queixa, pois ficou estabelecido que mulher tem cólica mesmo, é normal”, diz a
médica Helizabet.
Onde a endometriose ocorre?
Os
implantes de tecido endometrial ocorrem com mais frequência nos seguintes
locais:
•
Peritônio
•
Ovários
•
Trompas de Falópio
•
Na superfície do útero, bexiga e intestino
•
Fundo de saco vaginal (o espaço atrás do útero)
•
Raramente fora da pelve feminina, como no fígado, em cicatrizes de cirurgias, e
até no cérebro ou pulmões.
É
uma doença que atinge as mulheres em idade reprodutiva e que se caracteriza
pela presença de endométrio em locais fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente
pela menstruação. Existem três tipos
de endometriose: ovariana, peritoneal e profunda. Quando não tratada a
tempo, pode invadir outros órgãos da pelve, como os citados acima.
Foi
assim com Maria Bia. Ela sentia cólicas terríveis. “Só saía da cama para ir
trabalhar”, lembra. Depois de uns anos,
passou a tomar pílula anticoncepcional para não menstruar. Vinda de Brasília
para São Paulo, foi batalhar a vida e assim o tempo passou. “Como não
menstruava, não tinha cólica. Então, não liguei mais para aquilo. Até que, anos
depois, tive um cisto rompido no ovário e fui parar na emergência de um
hospital. Os médicos que me operaram disseram que eu tinha endometriose e que
ela já havia invadido o meu intestino. Precisaria procurar um
especialista.” Alguns meses depois,
Maria Bia voltou ao hospital e fez a cirurgia. “É uma operação cara e eu só
pude fazer porque tive ajuda de amigos”, conta.
A
médica Dra. Helizabet, que atende na
Santa Casa de São Paulo, pelo SUS, diz que só ali há 150 mulheres na fila esperando pela mesma cirurgia de Maria Bia: a endometriose intestinal. “A gente só
consegue operar uma por mês e mantém as outras na fila com medicamentos. Mas é
uma doença muito invasiva. A vida é limitada pela dor presente nas cólicas e na
atividade sexual.”
Mais
atendimento
Santa
Casa lança projeto para auxiliar mulheres com a doença - em funcionamento desde 21/05/2012
Em maio de 2012,
foi lançado o Projeto Social ProEndo (ou Pro-Endometriose). Esta foi uma
iniciativa do Departamento Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de São Paulo
para auxiliar mulheres portadoras da doença. A coordenadora do projeto, Helizabet Salomão Ayroza Ribeiro, diz
que o maior problema é a desvalorização dos principais sintomas. Confira os
detalhes com Patrícia Rizzo.
Helizabet diz que
a cirurgia da endometriose intestinal custa caro por causa do material usado e
de exames mais elaborados. Para ampliar o atendimento na Santa Casa/SP, ela e
outros especialistas lançaram o projeto social Pró Endometriose. O objetivo é dar
atendimento a mais mulheres e esclarecer sobre a doença. “Se ela for
diagnosticada no começo, pode ser curada só com medicamentos”, diz Helizabet. E
alerta: “Ela atinge todas as faixas etárias. É importante ir ao ginecologista e
não aceitar que cólica é normal. Se a dor não passa com analgésicos, tem de ser
investigada.”
O projeto da
Santa Casa começa capacitando ginecologistas para fazer a cirurgia intestinal,
segundo a médica, que também é professora. “Já conseguimos, para este ano,
operar dez mulheres a mais. É um começo!”
Profa.
Dra. Helizabet Salomão A. Ayroza Ribeiro, uma das idealizadoras do projeto.
Professora
Assistente Doutora, do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa
de São Paulo. Mestre em
Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da SantaCasa de São Paulo Título de
Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO Título de
Habilitação em Laparoscopia e Histeroscopia pela FEBRASGO Doutora
em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Profissional
com ampla atuação prática em endometriose, miomatose uterina e sangramento
uterino anormal
A
Profa. Helizabet terminou sua especialização em Ginecologia e Obstetrícia na Santa Casa de São Paulo no ano de 1998.
Desde então atua como professora nesta entidade na qual defendeu seu mestrado
no ano de 2006 e seu Doutorado em medicina no ano de 2010. Dedica-se à
Ginecologia Minimamente Invasiva com interesse especial à Videolaparoscopia e
Videohisteroscopia.
Atualmente
participa de estudos que investigam a interferência de diversos fatores
biomoleculares na gênese e na progressão da endometriose, bem como os efeitos
do tratamento da endometriose na Qualidade de Vida da mulheres portadoras desta
doença.
CONHEÇA O
PROENDO ou pro-endometriose
Foi lançado em 21 de maio
de 2012, em São Paulo, o projeto social PROENDO (Pró-Endometriose), ligado
ao Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de Misericórdia de
São Paulo. “Atualmente, uma paciente pode levar cinco, seis e até sete anos
para ser operada. O Proendo vai ajudar mulheres com palestras, reuniões e
esclarecendo dúvidas a respeito da endometriose.
Vamos também buscar parcerias com o setor privado para conseguir o
material necessário para as cirurgias, não fornecido pelo SUS (Sistema Único de
Saúde), fazendo com que essas mulheres possam ser atendidas mais rapidamente”,
esclareceu a professora Dra. Helizabeth Salomão Abdalla Ayrosa Ribeiro, uma das
coordenadoras da iniciativa.
A cerimônia ocorreu no auditório do Hospital Santa Isabel e teve
sua mesa composta por Dra. Helizabeth; pela vice-prefeita, Alda Marco Antonio;
pelo assessor técnico da Coordenadoria de Atenção Básica à Saúde da Prefeitura
Municipal de Saúde, Dr. Jovino Paes Junior; pelo chefe da Disciplina de
Ginecologia da Santa Casa, Dr. Vilmar Marques de Oliveira; pelo diretor médico
do Hospital Santa Isabel, Dr. Frederico Carbone Filho; pelo Diretor Clínico da
Santa Casa de São Paulo, Dr. Raimundo Rafaelli Filho; e pela editora da Agência
de Notícias da Aids, Roseli Tardelli. Alda Marco Antonio lembrou que nos anos
70 os postos de saúde do setor de saúde pública não tinham ginecologistas em
seus quadros.
“É de extrema importância um projeto voltado para a atenção à
saúde da mulher. Vocês podem contar comigo no combate à endometriose”,
declarou. Dr. Rafaelli manifestou a
sua satisfação pelo projeto ter tido sua origem na Santa Casa. “Precisamos do apoio de todos para combater essa doença que
castiga tanto, que é mal diagnosticada e mal tratada. Este projeto vai
abrandar, com certeza, o sofrimento dessa população”. “É importante que a cidade de São Paulo consiga construir uma
resposta para as mulheres com endometriose do mesmo jeito que conseguiu
construir uma resposta para as pessoas vivendo com HIV e aids”, ressaltou Roseli Tardelli.
“Queria também
convidar as mulheres com endometriose para fazerem uma manifestação, dando as
mãos em um abraço ao redor da Santa Casa para chamarmos atenção para esta
questão”, finalizou a jornalista.
O projeto foi recebido com entusiasmo por profissionais de saúde e
pacientes da Santa Casa presentes ao evento. “É uma iniciativa excelente, uma
maneira de poder atender as pacientes com qualidade e dar o tratamento
adequado. Se a paciente não é atendida adequadamente, a doença continua”,
explicou a ginecologista Catulina Bosi.
Para a Dra. Jaqueline
Alvarenga, o projeto é fundamental. “Um dos principais fatores limitadores
do tratamento da doença é o alto custo. É primordial fornecer tratamento
completo também às pacientes de menor renda”, observou. Outra ginecologista, a Dra. Karin Rossi informou “que o Brasil não deixa nada a desejar
em relação aos outros países no que diz respeito à experiência no atendimento
às mulheres com endometriose. É essencial que o diagnóstico da doença seja cada
vez mais precoce”, alertou.
Depoimento de alguns Pacientes
Maria Aparecida Gonçalves, dona de casa, contou que é a paciente
número 120 na fila para a cirurgia na Santa Casa, “o que significa que pode
demorar até oito anos para eu conseguir ser operada”, disse. “Espero que o
projeto agilize esse processo”.
Outra dona de casa, Vanda de Souza Bueno, de 43 anos, foi
diagnostica há cerca de oito anos e elogiou a iniciativa. “Tudo o que fizerem
para acelerar o tratamento é bem-vindo. Só quem tem a doença, sabe o sofrimento
que é. A dor é intensa”, relatou. Vanda descobriu que tinha endometriose quando
tentou engravidar. “Tinha parado de tomar pílulas e mesmo assim não conseguia.
Quando o médico me deu o diagnóstico, eu já não podia ter filhos nem mesmo por
inseminação artificial”.
Divina Cardoso da Silva, auxiliar de enfermagem, de 59 anos,
perdeu um rim por causa da doença. Ela teve que passar por uma cirurgia e
contou que suporta bem a dor. “Eu preciso de uma nova operação, mas preciso
aguardar seis meses para ser avaliada, para saber se realmente poderei ser
operada. O diagnóstico precoce vai ser bom pra muita gente. Se meu diagnóstico
tivesse sido feito antes, eu não teria perdido um rim.”
O público presente à cerimônia de lançamento teve a oportunidade
de assistir a uma palestra ministrada pelo Professor Adjunto e chefe da
disciplina de Ginecologia da UERJ e Chefe do Ambulatório de Endometriose do
Hospital Universitário Pedro Ernesto, Dr. Marco Aurélio Pinho de Oliveira. Ele é um dos coordenadores do MOVENDO (www.movendo.com.br), projeto similar ao PROENDO no Estado do Rio de Janeiro.
PROENDO - É um projeto
social que tem como objetivo informar, orientar e buscar subsídios para o
atendimento e tratamento das pacientes portadoras de endometriose. Existe uma
longa espera para realizar esta cirurgia. As parcerias com empresas tem
possibilitado aumentar o número de cirurgias, em 2012 foram realizadas nove
cirurgias a mais.
Para maiores
informações de como colaborar, entre em contato: