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quinta-feira, 12 de junho de 2014

DIA DOS NAMORADOS E UMA HOMENAGEM AO AMOR!

“Amor, o que é o amor?
Não creio que se possa realmente pôr em palavras.
Amor é entender alguém, se importar, compartilhar as alegrias e tristezas.
Isso pode incluir o amor físico.
Você compartilha alguma coisa, dá alguma coisa e recebe algo em troca...
Seja ou não casada, tenha ou não um filho.
Perder a virtude não importa, desde que você saiba que, enquanto viver, terá ao lado alguém que a compreenda e que não precisa ser dividido com ninguém mais.” (O Diário de Anne Frank)

Amo-te Por Todas as Razões e Mais Uma
Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem.
E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.

Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer.
E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões. 

Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.
(Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum')



Abraça-me
Abraça-me. Quero ouvir o vento que vem da tua pele, e ver o sol nascer do intenso calor dos nossos corpos. Quando me perfumo assim, em ti, nada existe a não ser este relâmpago feliz, esta maçã azul que foi colhida na palidez de todos os caminhos, e que ambos mordemos para provar o sabor que tem a carne incandescente das estrelas. Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti eu possa buscar o sentido dos sentidos, o sentido da vida. Procura-me com os teus antigos braços de criança, para desamarrar em mim a eternidade, essa soma formidável de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram.
Abraça-me. Quero morrer de ti em mim, espantado de amor. Dá-me a beber, antes, a água dos teus beijos, para que possa levá-la comigo e oferecê-la aos astros pequeninos.
Só essa água fará reconhecer o mais profundo, o mais intenso amor do universo, e eu quero que delem fiquem a saber até as estrelas mais antigas e brilhantes.
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais.
Uma vez que nem sei se tu existes.
(Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum)

Não Confundas o Amor Com o Delírio da Posse

Que a gente siga encantando aqueles que sabem criar laços. Que a gente siga se encantando só com aqueles que realmente sabem amar.” (Luzia Trindade)

Deixa eu te encantar…
Ouvir tua voz, te admirar
Sentir teus carinhos, arrepiar
Roubar teus beijos, saborear
Acariciar teu corpo, me deliciar
Sentir teu cheiro, teus desejos
Te enlouquecer de prazer
Te desejar por inteiro…
Deixa eu te envolver, te querer
Te aquecer e te acarinhar
Porque na magia da vida
Eu nasci só para te amar
(Kity Araújo)






"Enquanto houver você do outro lado, eu consigo me orientar".
(O Teatro Mágico)







"Não saber explicar o que se sente por quem você quer a todo momento, é amar." (Fernando Pessoa)





"Se o relacionamento sobreviver à verdade, será muito belo. Se morrer, isso também será bom porque um relacionamento falso acabou." (Osho)




“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.” (Dalai Lama)





Você tem exatamente um segundo pra aprender a me amar. E a vida inteira pra me devorar… (Cazuza)






“É preciso buscar o amor onde estiver, mesmo que isso signifique horas, dias, semanas de decepção e tristeza. Porque ao momento em que partimos em busca do amor, ele também parte ao nosso encontro.” (Paulo Coelho)







segunda-feira, 30 de abril de 2012

Disponibilidade para Amar, Você têm?



Valentine’s Day - Dia dos Namorados

14 de fevereiro é uma data em que se comemora, nos países anglo saxônicos, o dia da “união amorosa”, ou seja, o dia dos namorados. Somente em Portugal e no Brasil esse dia é comemorado em 12 de junho. São Valentim foi um bispo que lutou contra as ordens do Imperador Claudio II, ordens que proibiam o casamento durante as guerras, acreditando que os solteiros eram melhores guerreiros. Tempos depois, o bispo se casa secretamente. Sendo descoberto pelo Imperador, foi preso e condenado à morte. Diz a lenda que Valentim antes de sua morte teria escrito um bilhete para a filha cega do carcereiro, sua paixão, e que milagrosamente devolveu-lhe a visão. Nesse bilhete ele assinou como “seu namorado” e “De seu Valentim”. Numa outra versão, do sec.XVII, os ingleses e franceses passaram a comemorar o dia de São Valentim como o dia Dos Namorados. Anos após, essa data ficou célebre nos Estados Unidos como o Valentine’s Day.

Namorar parece um verbo muito temido hoje pelos jovens. Namorar, ao contrário do Ficar, é uma relação mais profunda, de maior disponibilidade afetiva, de intimidade e compromisso. O namoro, que na maioria das vezes acontece após uma paixão, é uma experiência idealizada necessária e fundamental para que duas pessoas exercitem seu lado afetivo.

Entretanto, requer coragem e ousadia de colocar às claras a vida dos afetos: amor, paixão, ciúme, rivalidade e principalmente capacidade de lidar com as diferenças de cada um. Namorar pode ser o prelúdio do noivado, e esse, a perspectiva de um casamento ou de uma relação estável mais duradoura. 

Acontece que o medo de amar é hoje uma marca da civilização pós moderna. Uma civilização do ter e não do ser, uma mentalidade consumista ao extremo, inclusive o consumo às pessoas, como se fossem drogas. O prazer pelo prazer é a regra atual. Ficar, ter relações casuais, fortuitas, passageiras, que promovam somente satisfação, e que não tolerem nenhum tipo de sofrimento. Parece que as pessoas jovens estão predispostas a negarem sua capacidade de tolerar a dor, a dor psíquica, a dor da desilusão, implícitas em qualquer relacionamento amoroso.

Seria uma boa reflexão, nesse Valentine’s Day ou Dia dos Namorados, o jovem entender e examinar em si mesmo como está sua capacidade inata amorosa. É claro que se possível, na vida nos afastemos da dor, mas por outro lado, a experiência dolorosa ensina, faz crescer e desenvolver o indivíduo a fazer frente aos seus conflitos. Lidar com ciúmes, por exemplo,  não como um sentimento passional da posse, e sim como um sinal do medo à perda de alguém que se ama. Tolerar as diferenças é outra capacidade interessante e imprescindível para mantermos um relacionamento. Na igualdade, na mesmice, não há conflitos e não existe muito a se fazer para expandir a relação. Na diferença sim. 

Quando encontramos ou pensamos ter encontrado o amor de nossa vida vale tudo ou quase tudo. Sim,  muitos pensam que é assim! E sob este pretexto passionalismos, brigas, discussões, ciúmes exagerados e outras  "provas de amor" passam a ser aceitas quase sempre pelo medo de um perder o outro. Ou dos dois se perderem, mutuamente. E tudo passa a ser desculpado e visto como mais um  tempero que alimenta a relação. Com ambos esquecendo que se não houver cumplicidade na relação esta poderá acabar em curto espaço de tempo. Pois a paixão não resistirá aos dias que virão. Mas, certamente isso acontece porque muitos não desejam descobrir nem aceitar que possuir de forma física e material não significa um verdadeiro amor. E pensar que se pode ser ou pretender ser dono do outro nada tem a ver com sentimentos construídos para crescerem nem durarem. Esquecem que agir como se um fosse dono ou propriedade do outro pode ser agradável para um mas, certamente, não o será para o outro! E numa relação tal comportamento pode apressar o seu final.

A diferença é inevitável, uma vez que ela vai aparecer à medida que a paixão abranda. E aí veremos se alguém gosta realmente de outro! Gostar, dizem os filósofos e psicanalistas, é também saber odiar sem destruir. É poder manter uma relação sem a obrigatoriedade de ser uma relação idealizada. É fato que procuramos o nosso ideal no outro, daí os termos, “alma gêmea”, “minha cara metade”. Entretanto, só sabendo incluir as diferenças é que podemos respeitar considerar e amar uma pessoa.

Diga-se de passagem, é claro que as diferenças precisam ser menores do que as realizações satisfatórias! No entanto, hoje em dia, as pessoas não têm paciência com o desenrolar de um namoro. À mínima frustração, ao primeiro desapontamento, a relação é desprezada, ou melhor, a outra pessoa que deveria ser um parceiro ou uma parceira, não interessa mais. “Já fui, dizem os jovens, não me interessam problemas, conflitos, frescuras de conversar sobre a relação, o importante é o prazer pelo prazer. É curtir, sair, beijar, amassar e transar”. Isso é a antítese do namoro. O namoro não despreza a sexualidade, pelo contrário, é nessa relação que se vai integrando afeto com sexualidade, corpo e alma.

 “Eu não consigo me apegar a ninguém, eu tenho medo de me envolver e me aprisionar. Sou desconfiada, sou desacreditada do amor dos outros por mim. Sinto um vazio, um vazio enorme e nada me satisfaz. Como posso mudar? Como posso sentir alguma coisa mais duradoura? Parece que não ficou nada dentro da minha pessoa desde criança.” .

Depoimento como o dessa jovem, ouvimos cotidianamente em nossos consultórios, como um grito de dor, um desabafo, de quem sente medo de se apaixonar e de que se apaixonem por ela, de quem não está disponíveis para Amar e ser Amada.

Freud afirmava que o Eu antes de tudo é um Eu Corporal, mas com o crescimento ele vai se tornando um Eu mais integrado, corpo e afeto. É isso que o namoro pede como compromisso - afetuosidade e sexualidade juntos, no sentido de desenvolver uma relação amorosa e não uma “relação vazia e sem sentido”, estritamente corporal
. 


"Estranho, sim.
As pessoas ficam desconfiadas, ambíguas diante dos apaixonados.
Aproximam-se deles, dizem coisas amáveis, mas guardam certa distância, não invadem o casulo imantado que envolve os amantes e que pode explodir como um terreno minado, muita cautela ao pisar nesse terreno.
Com sua disciplina indisciplinada, os amantes são seres diferentes e o ser diferente é excluído porque vira desafio, ameaça.
Se o Amor na sua doação absoluta os faz mais frágeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura.
Os apaixonados voltaram ao Jardim do Paraíso, provaram da Árvore do Conhecimento e agora sabem."

Lygia Fagundes Telles

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