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sexta-feira, 10 de junho de 2016

REMÉDIOS E TERAPIA

Veja o que pode ocorrer quando você só toma remédios e não faz terapia


Medicamentos são usados para estados de ansiedade, agitação, stress, insônia, TPM, Epilepsia, irritabilidade, somatizações, úlceras, gastrites, colites, doenças do coração, como potencializadores de anestésicos e de analgésicos, Síndrome do Pânico, Depressão, etc.

Você já deve ter notado que quase todos acabam com "zepam". Isso é porque quase todos são derivados do Valium (Diazepam). Este é o grupo dos Benzodiazepínicos (BZD). O fato de serem derivados da mesma substância porém, não quer dizer que todos tenham o mesmo efeito.


Que uma pessoa tome um tranquilizante e durma bem à noite de modo que tenha energia e paz de espírito para administrar tantos problemas ou que passe noites em claro pensando nos problemas, perca a concentração, passe o dia irritada, ou ainda que tenha uma úlcera ou um infarto ? Pense primeiro em resolver seu conflito e não mascarar com medicação.



Se uma pessoa abusar um Tranquilizante, ela terá o efeito oposto ao desejado:


Dependência física e psíquica
Tolerância
Desinteresse sexual
Depressão
Má qualidade do sono
Cansaço e falta de energia durante o dia
Déficit de memória recente e concentração




Exemplos de medicamentos (nome comercial e nome químico em ordem alfabética)
Nome Comercial
Nome Químico
Apraz, Frontal
Alprazolam
Lexotan, Brozepax,Somalium
Bromazepan
Frisium
Clobazam
Rivotril
Clonazepam
Psicosedin, Librium
Clordiazepóxido
Olcadil
Cloxazolam
Valium, Diazepam, Dienpax
Diazepam
Dalmadorm
Flurazepam
Rohypnol, Rohydorm
Funitrazepam
Lorax
Lorazepam
Dormonid
Midazolam
Imovane, Neurolil
Zopiclone
Lioram, Stilnox, Noctiden
Zolpidem

Abstinência de Antidepressivos:

Alguns Antidepressivos principalmente Efexor (Venlafaxina, Venlift OD, Venlaxin), Aropax (Paroxetina, Paxil CR, Cebrilin, Pondera), Cipramil (Citalopram, Denyl), Lexapro (Escitalopram), Cymbalta (Duloxetina), Anafranil (Clomipramina), Luvox (Fluvoxamina) etc., não devem ser suspensos de uma vez porque algumas pessoas podem sentir alguns dos seguintes sintomas de descontinuação ou sintomas de abstinência (o que não quer dizer dependência):

Leves dores pelo corpo.
Sensação de estarem meio aéreas, mareadas, enjoadas.
Sensação de alguns formigamentos pelo corpo.
Sensação de "choquinhos" pelo corpo.
Sensação de o cérebro balançar na cabeça

Esses sintomas, se ocorrerem, costumam passar sem tratamento entre o 3* e o 10* dia. Não costumam atrapalhar as atividades diárias da pessoa, mas algumas pessoas tem uma abstinência bem forte. O que se recomenda é diminuir a dose do antidepressivo aos poucos. Caso vc sinta abstinência pergunte ao teu médico se você pode tomar Dramin B6.

De Tranquilizantes ou Calmantes ou Benzodiazepínicos:

Esses medicamentos não devem ser suspensos de uma vez. A suspensão abrupta, dependendo da dose pode provocar:

Ansiedade
Tremores
Confusão mental
Ataques epilépticos (muito raro)

Dependência:

Antidepressivos e Neurolépticos nunca criam dependência?

Tranquilizantes podem criar dependência, depois de uso muito prolongado.

Se criar dependência, precisa fazer um programa de diminuição gradual da dose. Por maior que seja a dependência química, querendo parar, em poucas semanas isso é possível. Fale com seu psiquiatra que ele faz uma programação de retirada gradual sem dificuldade.

O uso contínuo de Tranquilizantes Benzodiazepínicos pode provocar uma diminuição passageira da memória.

 Tolerância:

Significa precisar de doses cada vez mais altas para se ter o mesmo efeito terapêutico, pode ocorrer com os Tranquilizantes e Hipnóticos a longo prazo.

Os Antidepressivos podem provocar tolerância, mas é raro. Isso ocorre mais em pessoas que melhoram, param de tomar o remédio antes da hora, têm recaída, tomam de novo, param de novo e assim por diante.

Antidepressivos são como os antibióticos: precisa tomar dose certa pelo tempo certo.

Perda de efeito:

Isso pode acontecer com qualquer remédio em qualquer especialidade da Medicina e é imprevisível. Felizmente a variedade de medicamentos hoje em dia é grande e sempre temos outras opções de tratamentos.
O uso contínuo de Tranquilizantes Benzodiazepínicos pode provocar uma diminuição passageira da memória.

Ganho ou perda de peso:

Alguns medicamentos podem aumentar o apetite para doces e carboidratos. Exemplo Remeron (Mirtazapina, Menelat), Tryptanol (Amytril, Amitriptilina), Tolvon (Mianserina), Zyprexa (Ziprazidona), Orap, Tegretol (Carbamazepina), Trileptal (Oxcarbamazepina, Oleptal), Depakote (Ácido Valpróico, Depakene), Tofranil (Imipramina), Anafranil (Clomipramina).

Alguns outros podem provocar aumento de peso depois de muitos meses de uso, por exemplo Paroxetina (Cebrilin, Aropax, Paxil CR, Aotin, Benepax), Ácido Valpróico (Depakene, Depakote), etc.

Com Efexor (Venlafaxina, Venlaxin, Venlift) e Cymbalta o ganho de peso não é frequente.
Lexapro, Exodus, Escitalopram, Cipramil, Citta, Maxapan, Citalopram, Zoloft, Tolrest, Sertralina não costumam provocar aumento de peso.

Os Ansiolíticos e Hipnóticos Benzodiazepínicos (Rivotril, Clonazepam, Valium, Diazepam, Lexotan, Somalium, Bromazepam, Lorax, Lorazepam, Olcadil, Noctal, Frontal, Apraz, Alprazolam, Dalmadorm, Dormonid, Rohypnol, Midazolam, Flurazepam, Flunitrazepam, etc.) não provocam ganho de peso.

Alguns medicamentos, se usados corretamente, podem fazer o paciente emagrecer, por exemplo Fluoxetina (Prozac, Verotina, Eufor, Daforin), Topiramato (Topamax, Amato), Bupropiona (Wellbutrin SR 150, Zetron, Zyban, Bup).

Quando o paciente é disciplinado, come menos carboidratos e mantém um programa constante de atividades física, não precisa ganhar peso.

Para quem precisa desses remédios muito tempo, a ajuda de uma Nutricionista ou Médica Nutróloga pode ser fundamental.

Também precisamos considerar: os pais do paciente são obesos? Existe tendência familiar de ganho de peso? Existem problemas hormonais paralelos à medicação?
Como o apetite do paciente reage a situações de ansiedade ou depressão? Comendo mais ou menos?

Lítio: pode provocar ganho de peso por retenção de líquidos, não por aumento de gordura. Tomar mais água e fazer exercícios em geral resolve.

Impregnação ou efeitos Extrapiramidais:

Podem ocorrer (nem sempre) com Neurolépticos (Haldol, Haloperidol, Risperdal, Risperidona, Respidon, Zargus, Geodon, Ziprazidona, Stelazine, Trifluoperazina, Melleril, Tioridazina, Orap, Pimozide, Semap, Penfluridol, Zyprexa, Olanzapina, Abilify, Aripiprazol, Neuleptil, Periciazina, etc.:

Tremor de repouso.
Muita salivação.
Pele gordurosa.
Rigidez muscular.
Torção muscular.
Vontade de andar.
Pernas Intranquilas.
Rosto meio parado, repuxado, como uma estátua.
Em casos muito fortes de impregnação, a pessoa parece um robô.

Esses colaterais passam em minutos com Akineton e quase nunca se precisa trocar o Neuroléptico por causa deles.

Piora inicial:

Pacientes que sofrem de Transtornos de Ansiedade (inclusive Síndrome do Pânico, Ataques de Pânico, Transtorno de Ansiedade Generalizada) podem ter piora dos sintomas de ansiedade no início do tratamento com antidepressivos Serotoninérgicos.

Os pacientes depressivos não costumam ter piora inicial.

Essa piora inicial é como se fosse um Ataque de Pânico dos fortes!

Essa piora inicial pode ser completamente evitada, para isso, pacientes com Transtornos de Ansiedade ou Pânico costumam tomar um Ansiolítico nos primeiros dias de tratamento com Antidepressivo.

Mas se já começou, fique tranquilo que passa dentro de alguns dias.

Solavancos musculares:

Alguns remédios podem provocar solavancos musculares, principalmente Clomipramina (Anafranil, Clo) e Paroxetina (Aropax, Paxil CR, Cebrilin, Benepax, Roxetin, Pondera), mas podem acontecer também com outros antidepressivos (principalmente) Serotoninérgicos. É mais frequentemente à noite. É um efeito colateral que não faz mal, mas incomoda então os pacientes preferem trocar de medicamento quando ele acontece. Podem passar com o tempo e/ou com a diminuição da dose do antidepressivo.

Sonhos vívidos demais:

Alguns antidepressivos, principalmente os Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (Fluoxetina, Fluvoxamina, Paroxetina, Citalopram, Escitalopram, Sertralina), podem dar a sensação que a pessoa está sonhando muito mais que o normal. Geralmente basta mudar o horário de tomar o remédio (se está tomando de manhã tomar à noite ou vice versa).

Galactorréia (produção anormal de leite):

É raro, mas alguns medicamentos podem produzir Galactorréia, ou seja, produção anormal de leite, inclusive (mais raramente) em homens. Mais comuns: Sulpiride (Sulpan, Equilid) e Risperidona (Risperdal, Risperdal Consta, Respidon), Tioridazina (Melleril). Geralmente em doses altas e por muito tempo. Mas Benzodiazepínicos e outros neurolépticos também podem, embora com frequência muitíssimo menor (mesmo ! Não crie preocupações desnecessárias em sua cabeça). Esse é um dos motivos que em tratamentos de longo prazo se pede dosagem de Prolactina.


Medicamentos Psiquiátricos e Anticoncepcional

As fontes mais indicadas para consultar com essa questão são seu Ginecologista, seu Psiquiatra ou Neurologista e o Serviço de Atendimento ao Consumidor do Laboratório fabricante de seu remédio.

De acordo com o Epocrates de 2011 (um programa americano bastante atualizado que informa sobre medicamentos, interações medicamentosas, efeitos colaterais e interações), e sem nenhuma garantia, não existe perda de efeito de Anticoncepcionais Hormonais (Pílula, DIU Hormonal e Implante Hormonal) e:

Neurolépticos ou Antipsicóticos.
Tranquilizantes ou Calmantes ou Benzodiazepínicos.
Antidepressivos
Lítio.

Estabilizador de Humor Antiepiléptico Lamotrigina (Lamictal, Lamitor), Ácido Valpróico (Depakene, Depakote, Depakote ER, Torval), Gabapentina (Neurontin).

Mas recomenda-se o uso de outro método Anticoncepcional no caso de:

Carbamazepina (Tegretol)
Ox-Carbamazepina (Trileptal)
Topiramato (Topamax, Toptil, Amato)
Fenobarbital (Gardenal)
Nesse caso, converse com seu Ginecologista


Sudorese

Vários Antidepressivos podem aumentar a sudorese, pode ser de dia ou (mais frequente) à noite. Os Antidepressivos que mais aumentam a sudorese são os Tricíclicos (Tofranil e Anafranil) e os de Ação Dupla (Efexor, Venlift, Venlafaxina, Pristiq, Cymbalta). É mais comum a sudorese aumentar quando eles estão funcionando do que quando não estão funcionando. Se a sudorese incomodar o remédio pode ser trocado mas é comum se receitar Betabloqueadores para acabar com essa sudorese aumentada

Sonolência e horário de tomar o remédio

Os tratamentos psiquiátricos costumam ser longos, portanto, os medicamentos não podem provocar sonolência. A não ser é claro, que se tome um medicamento específico para dar sono, nos casos de insônia. Mas não queremos que Antidepressivos nem Neurolépticos provoquem sonolência durante o dia nem diminuição de reflexos.

Quase todos os Antidepressivos e Neurolépticos podem ser tomados a qualquer hora, a não ser que seu Psiquiatra especifique um horário. Geralmente eles funcionam por mais de 24 horas, portanto não importa a que horas você toma teu remédio.

Alguns Antidepressivos ativadores precisam ser tomados de manhã. Outros, que mesmo em doses pequenas podem dar sono, precisam ser tomados à noite. Outros não dão nem tiram o sono, mas se recomenda tomar à noite quando eles provocam boca seca, assim incomoda menos.

Obstipação intestinal

Pode acontecer principalmente com os Antidepressivos Tricíclicos: Tofranil (Imipramina), Anafranil (Clomipramina, Clo), Ludiomil (Maprotilina), Tryptanol (Amitriptilina, Amytril), menos freqüente com Efexor XR (Venlafaxina, Venlift ODS, Venlaxin), Cymbalta (Duloxetina) e com os Neurolépticos.

Recomendação: mais caminhadas, mais água, alimentos com fibras, frutas com bagaço e se necessário fale com seu médico se pode associar um laxante natural (ou trocar de remédio, lógico).


Faça uma avaliação do que você leu. Não busque imediatamente a medicação, vá resolver o conflito, se não resolver você só vai mascarar e continuar sofrendo. Busque um psicanalista e/ou psicólogo para uma avaliação ele poderá lhe sugerir um psiquiatra.






domingo, 19 de agosto de 2012

Estresse – Conceito, Sintomas e Prevenção

"Tão bom viver dia a dia. A vida assim jamais cansa. E só ganhar, toda a vida, inexperiência, esperança. Nada jamais continua, tudo vai recomeçar!" (Mário Quintana)

Atualmente, a palavra estresse tem sido utilizada genericamente para designar condições tão diversas como fadiga, irritabilidade, esforço físico e ansiedade. O conceito de estresse (do inglês stress), quando utilizado pela física, significa tensão e desgaste sofrido por um material submetido a um esforço. Na literatura científica a palavra estresse foi utilizada pela primeira vez em 1936, pelo fisiologista e endocrinologista canadense, Hans Selye. De acordo com Selye o estresse se refere a um conjunto de reações inespecíficas e gerais do organismo frente a estímulos persistentes de natureza aversiva. O estímulo que elicia uma reação de estresse é um estressor. Um estressor é qualquer evento externo que altera o equilíbrio homeostático. O organismo reage aos estressores de forma estereotipada, ou seja, com um conjunto de alterações fisiológicas similares com a finalidade de manter a constância do meio interno (*homeostasia). Nesse contexto, o estresse é definido como sendo o resultado da ruptura dos mecanismos homeostáticos.

Hans Selye observou que organismos diferentes apresentam um mesmo padrão de resposta fisiológica para uma série de experiências sensoriais ou psicológicas que têm efeitos nocivos em órgãos, tecidos ou processos metabólicos (ou são percebidas pela mente como perigosas ou nocivas). Tais experiências são, portanto, descritas como estressoras. Estressores sensoriais ou físicos envolvem um contato direto com o organismo. Estariam incluídos nesse caso, subir escadas, correr uma maratona, sofrer mudanças de temperatura (calor ou frio em excesso), fazer voo livre ou bungee jumping, montanha russa, etc. 

Já o estresse psicológico acontece quando o sistema nervoso central é ativado através de mecanismos puramente cognitivos (que envolvem a mente), sem qualquer contato com o organismo. Exemplos de estresse psicológico são: brigar com o cônjuge, falar em público, vivenciar luto, mudar de residência, fazer exames na escola, cuidar de parentes com doenças degenerativas (como o mal de Alzheimer, que causa demência) entre outros. Um terceiro tipo de estressor pode ainda ser considerado: as infecções, vírus, bactérias, fungos ou parasitas que infectam o ser humano induzem a liberação de citocinas (proteínas com ação regulatória) pelos macrófagos, os glóbulos brancos (células sanguíneas) especializados na destruição, por fagocitose, de qualquer invasor do organismo. As citocinas, por sua vez, ativam um importante mecanismo endócrino (hormonal) de controle do sistema imunológico.

A reação do organismo aos agentes estressores tem um propósito evolutivo. É em essência uma resposta ao perigo, que Selye dividiu em três estágios. No primeiro estágio (alarme), o corpo reconhece o estressor e ativa o sistema neuroendócrino. As glândulas adrenais, ou supra-renais, passam então a produzir e liberar os hormônios do estresse (adrenalina, noradrenalina e cortisol), que aceleram o batimento cardíaco, dilatam as pupilas, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão (e ainda o crescimento e o interesse pelo sexo), contraem o baço (que expulsa mais hemácias, ou glóbulos vermelhos, para a circulação sanguínea, o que amplia o fornecimento de oxigênio aos tecidos) e causa imunossupressão (ou seja, redução das defesas do organismo). A função dessa resposta fisiológica é preparar o organismo para a ação, que pode ser de luta ou fuga ao estresse.

No segundo estágio (adaptação), o organismo repara os danos causados pela reação de alarme, reduzindo os níveis hormonais. No entanto, se o estresse continua, o terceiro estágio (exaustão) começa e pode provocar o surgimento de uma doença associada à condição estressante. O estresse agudo repetido inúmeras vezes, pode, por essa razão, trazer consequências desagradáveis, incluindo disfunção das defesas imunológicas. De modo geral, pode-se afirmar que o organismo humano está muito bem adaptado para lidar com estresse agudo, se ele não ocorre com muita frequência. Mas quando essa condição se torna repetitiva ou crônica, seus efeitos se multiplicam em cascata, desgastando seriamente o organismo.

O microbiólogo francês Louis Pasteur (1822-1895) conseguiu demonstrar experimentalmente a ligação do estresse com o enfraquecimento do sistema imunológico, foi o em um estudo pioneiro, no final do século XIX, ele observou que galinhas expostas a condições estressantes eram mais susceptíveis a infecções bacterianas (bacilo de antraz) que galinhas não estressadas. Desde então o estresse é tido como um fator de risco para inúmeras patologias que afligem as sociedades humanas.

Vivemos hoje numa época que se caracteriza pela grande aceleração dos acontecimentos e pelo excesso de competitividade na sociedade industrializada. Tudo acontece de forma vertiginosamente rápida e todos nós somos expostos a uma sobrecarga de estímulos que nos sufoca e oprime. E o estresse, de uma forma ou outra, acaba atingindo a todos nós.

As causas do estresse podem ser determinadas por fatores sócio-econômicos, idade, conflitos nas relações pessoais, separações conjugais, drogas, traumas, além da predisposição genética. O impacto social e econômico dos transtornos mentais associados ao estresse vem sendo continuamente avaliado nos últimos anos. De acordo com estudo epidemiológico recente da Organização Mundial de Saúde (OMS-2009) os distúrbios mentais estão listados entre os 10 mais relevantes problemas de saúde pública nos EUA quando se levava em conta unicamente os indicadores de mortalidade. 

Mais de 450 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtornos mentais. Cerca de metade das doenças mentais começam antes dos 14 anos. Estima-se que 20% das crianças e adolescentes no mundo podem apresentar transtornos mentais. As regiões do mundo com maior percentagem de população com menos de 19 anos de idade tem o mais baixo nível de recursos para saúde mental. A maioria dos países de baixa e média renda tem apenas um psiquiatra infantil para cada 1 a 4 milhões de pessoas.

Está estabelecido que o estresse pode estar subjacente ao início de vários distúrbios psiquiátricos, como a ansiedade, depressão e esquizofrenia. Consequentemente, condições associadas a essas doenças podem, indiretamente, vir a ser relacionadas ao estresse. Transtornos de ansiedade são altamente prevalentes na população em geral e representa um fardo pesado para muitos indivíduos e para a sociedade. De acordo com pesquisa recente da OMS cerca de 15 milhões de indivíduos da população (cerca de 10%) padecem de distúrbios de ansiedade, sendo que a prevalência considerando a vida inteira chega a ser de 25%. Outro distúrbio mental, a depressão é classificada como a principal causa de incapacidade afetando cerca de 121 milhões de pessoas no mundo.

Como recurso para a prevenção do estresse destaca-se a necessidade de uma parada em nossas atividades, sejam através de férias ou até mesmo passeios de fins de semana. Atividades de lazer, exercícios físicos e a mudança de certos padrões que já não mais são necessários em nossa vida podem também contribuir para uma diminuição desta tensão diária que vai minando, pouco a pouco, a qualidade de nossa vida.

Dicas que podem ajudar a diminuir o estresse da vida diária:

  • Identifique as suas fontes de stress
  • Elimine obrigações desnecessárias 
  • Evite a procrastinação 
  • Organize-se 
  • Planeje seu tempo
  • Não seja controlador
  • Evite múltiplas tarefas
  • Elimine os “suga-energias”
  • Evite as pessoas difíceis 
  • Simplifique a sua vida
  • Libere tempo na agenda para você
  • Diminua o ritmo 
  • Ajude os outros
  • Relaxe ao longo do dia
  • Cumprimente as pessoas
  • Simplifique a sua lista de afazeres
  • Faça um exercício físico
  • Escolha uma alimentação saudável
  • Seja agradecido
  • Crie um ambiente relaxante para você
Vídeo - 12 passos para evitar o estresse 


(*)Homeostasia é o conjunto de fenômenos de auto-regulação que levam à preservação da constância quanto às propriedades e à composição do meio interno de um organismo. O conceito foi criado pelo fisiologista norte-americano Walter Bradford Cannon (1871-1945).
  

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