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quarta-feira, 22 de março de 2017

Eu não posso progredir senão algo ruim vai me acontecer - EFT


Uma pessoa se descobre não próspera como gostaria de ser.
Curioso como muitas vão buscar crenças sabotadoras, crenças limitantes, e me procuram para com EFT ajuda-las a cancelar estes impedimentos e seguirem o fluxo da prosperidade sem bloqueios!

(O EFT - Emotional Freedom Techniques (técnica para liberação emocional ou Tapping) - batidinhas nos pontos de energia,  é um método terapêutico que além de trabalhar através da linguagem verbal, opera nos terminais dos meridianos energéticos do nosso corpo, para eliminar sintomas e incômodos emocionais, físicos e, também, para melhorar nossa performance esportiva, artística, profissional e desempenho sexual. Este trabalho é feito através de pequenas batidinhas nos mesmos meridianos usados pela acupuntura chinesa, sem a utilização de agulhas).

Geralmente estas pessoas me dizem que vem aplicando o EFT incansavelmente para todas as crenças que conseguem conceber, para atingirem a tão desejada prosperidade. E querem que eu siga aplicando com eles, porque sentem que não conseguem dissolver todas as crenças
limitantes sozinhos.

Quando a gente aprende o verdadeiro EFT, o EFT oficial e autêntico, criado por Gary Craig, estas colocações perdem o sentido.

Todos querem cancelar, anular, todas as crenças limitantes, mas as pessoas não se perguntam, por que eu construí esta crença que me autolimita no caminho da prosperidade?

Toda crença que nos limita teve uma origem, tem sua função, tem sua razão de ser na biografia desta pessoa, e não está lá por acaso. Querer eliminar a crença sem conhecê-la melhor, saber que padrão de defesa ela representa, quando e como ela se originou, e o que a sustenta, é um caminho que não leva aonde se deseja ir.

Sim, nossas crenças limitantes são defesas que criamos em momentos traumáticos, difíceis, estressantes, para poder lidar com eles da melhor maneira possível. Se não voltamos para estes momentos do passado, e trabalhamos com EFT, todos que precisamos, não tem como tirar o alicerce que sustenta a crença limitante.

A prosperidade acontece tão logo liberamos a energia presa nas defesas (sensações, emoções e crenças). Para que esta energia possa ser investida nos nossos desejos. E uma vida segura, confortável, pode ser um destes desejos. É preciso, portanto compreender como esta crença se formou, como se sustenta, e que função tem no sentido de lidar com a dor e o sofrimento oriundos de situações traumáticas.

Por exemplo, uma crença como esta: “eu não posso progredir senão algo ruim vai me acontecer”, pode estar ligada a uma situação em que o pai da pessoa estagnou por algum motivo, e o filho sente que progredir implicaria na perda do amor do pai, seria quase um desrespeito em relação a ele. Precisamos trabalhar estas situações traumáticas vividas na infância e adolescência para permitir que a abundancia seja sentida como um direito, sem culpa, sem peso, sem vergonha.

Prosperidade é uma consequência logica de uma liberdade emocional!




http://www.emofre.com.br/






sexta-feira, 6 de março de 2015

Anfetaminas - Ritalina, Sibutramina (bolinhas, rebites, bomba, Ice...)

As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “acesas”, “ligadas” com “menos sono”, “elétricas”, etc. É chamada de rebite principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos pré-determinados. Também é conhecida como bolinha por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico.

Nos USA, a metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE” C gelo).


A metanfetamina (MA) é uma droga estimulante do sistema nervoso central (SNC), muito potente e altamente viciante, cujos efeitos se manifestam no sistema nervoso central e periférico. A metanfetamina tem-se vulgarizado como droga de abuso devido aos seus efeitos agradáveis intensos tais como a euforia, aumento do estado de alerta, da auto-estima, do apetite sexual, da percepção das sensações e pela intensificação de emoções. Por outro lado, diminui o apetite, a fadiga e a necessidade de dormir.

Não há uso médico da metanfetamina. Drogas da família das anfetaminas, como o metilfenidato, são usados para tratamento de algumas doenças, como a narcolepsia, e o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade em crianças e adultos. Porém, o potencial de dependência do metilfenidato é muito baixo. A metanfetamina possui um grande potencial de dependência, e a sua utilização crônica pode conduzir ao aparecimento de comportamentos psicóticos e violentos, além de outros transtornos mentais como depressão, e principalmente, dependência química de díficil tratamento.

Outra anfetamina, metilenodióximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “Êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, com um consumo crescente nos USA.
As anfetaminas são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Não são, portanto, produtos naturais. Foi sintetizada pela primeira vez em 1887, na Alemanha. Quarenta anos mais tarde começou a ser usada pelos médicos para aliviar fadiga, alargar as passagens nasais e branquiais e estimular o sistema nervoso central. Em 1932, a droga foi lançada na França com o nome de Benzedrine, na forma de inalador indicado como descongestionante nasal. Em 1937, foi comercializada na forma de comprimido para elevar estados de humor. Durante a Segunda Guerra Mundial foi utilizada pelas tropas alemãs para reforçar a resistência e eliminar a fadiga de combate.

O controle da comercialização iniciou por volta do ano de 1970, quando as anfetaminas passaram a ser consideradas drogas psicotrópicas, por causar um estado de grande excitação e sensação de poder, dependendo da dosagem. As anfetaminas provocam dependência física e psíquica, o uso frequente pode ocasionar tolerância à droga e diante da suspensão poderá ocorrer também a síndrome de abstinência.
Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes de fantasia, temos um grande número destes medicamentos, conforme mostra a tabela.

Tabela – Nomes comerciais de alguns medicamentos à base de drogas do tipo anfetamina, vendidos no Brasil. Dados obtidos do Dicionário de Especialidades Farmacêuticas – DEF – ano 1996/1997.

Droga do tipo Anfetamina        Produtos (remédios comerciais) vendidos nas farmácias
  
Dietilpropiona ou Anfepramona              Dualid S; Hipofagin S; Inibex S; Moderine
Fenproporex                                           Desobesi-M; Lipomax AP; Inobesin
cloridrato de Sibutramina                     Reductil 
Mazindol                                              Dasten; Fagolipo; Absten-Plus; Diazinil; Dobesix
Metanfetamina                                        Pervitin*
Metilfenidato                                           Ritalina

* Retirado do mercado brasileiro, mas encontrado no Brasil graças à importação ilegal de outros países sul-americanos. Nos USA cada vez mais usado sob o nome de ICE.

As anfetaminas são facilmente encontradas em farmácias e usadas principalmente em regimes de emagrecimento e como estimulante, pois inibe a fome e proporciona euforia, maior resistência e melhor concentração, porém as farmácias são obrigadas a vendê-las sob prescrição médica.

Efeitos no cérebro

As anfetaminas agem de uma maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono) inapetência (ou seja, perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando “ligada”. Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bolinha” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou ainda uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque” estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.

A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde quando a droga já se foi do organismo; se nova dose é tomada as energias voltam embora com menos intensidade. De qualquer maneira as anfetaminas fazem com que um organismo reaja acima de suas capacidades exercendo esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia) ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois não consegue nem realizar as tarefas que normalmente fazia antes do uso dessas drogas.

Efeitos no resto do corpo

As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação (o que em medicina se chama midríase); este efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam um aumento do número de batimentos do coração (o que se chama taquicardia) e um aumento da pressão sanguínea. Aqui também podem haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem o acompanhamento médico, ou ainda que se utilizarem de doses excessivas

Efeitos tóxicos

Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez) todos os efeitos acima descritos ficam mais acentuados e podem começar a aparecer comportamentos diferentes do normal: ela fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela: é o chamado delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode aparecer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sanguíneos) e
taquicardiaEssas intoxicações são graves e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes durante a intoxicação a temperatura aumenta muito e isto é bastante perigoso pois pode levar a convulsões. Finalmente trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Este achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam destas drogas.

Aspectos Gerais

Quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta
começa a perceber com o tempo que a droga faz a cada dia menos efeito; assim, para obter o que deseja, precisa ir tomando a cada dia doses maiores. Há até casos que de 1-2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40-60 comprimidos diariamente. Este é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar ou ficar tolerante à droga. Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempos e parar de tomar, apresentaria sinais desta interrupção da droga, ou seja, se teria um Síndrome de abstinência. Ao que se sabe algumas pessoas podem ficar nestas condições em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada; entretanto, isto não é uma regra geral, isto é, não aconteceria com todas as pessoas.

Informações sobre consumo

O consumo destas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do 1º e 2º graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso frequente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes. Este uso foi mais comum entre as meninas. Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.

Ritalina (metilfenidato) é a alternativa medicamentosa mais comum para TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e hiperatividade. Uma das preocupações mais usuais quando se tem um diagnóstico de TDAH – ou mesmo quando há apenas desconfiança diz respeito ao uso de medicação. Perguntas comuns são: Vou tomar Ritalina? Preciso mesmo tomar o remédio? O remédio vicia? É para sempre?


Recentemente, tem havido diversas críticas à aumento muito elevado (mais que 1.000% de aumento no Brasil) na prescrição de medicação para crianças, especialmente Ritalina (metilfenidato). Hoje, o Brasil é segundo pais que mais consome Ritalina no mundo. Além disso, o consumo por não-portadores de TDAH, vendas ilegais pela internet, abuso por jovens em baladas ou para melhores resultados em provas ou no trabalho, já assumiram proporções muito assustadoras e assemelhadas a outras situações de tráfico de drogas. Uma simples pesquisa pelo Google mostra como é fácil comprar Ritalina pela internet.

A faixa preta sempre assusta. É uma reação extremamente comum, devido a perguntas não respondidas, medos não resolvidos, preconceitos e falta de informação. É preciso conhecer mais sobre os tratamentos, as especificidades de cada um e, no caso da medicação, as indicações e efeitos colaterais do tratamento para TDAH com Ritalina ou outros remédios para TDAH, Hiperatividade e outras das queixas associadas.

Se fizer tratamento para TDAH com medicação / Ritalina, precisarei fazer outros tratamentos?

A medicação é uma alternativa que pode trazer muitos benefícios, por atuar diretamente sobre o funcionamento cerebral. Contudo, é preciso ter claro que as complicações associadas ao TDAH, hiperatividade, impulsividade não se reduzem a estas alterações.

Habilidades, competências, hábitos e padrões comportamentais são desenvolvidos ao longo dos anos, por processos de aprendizagem e treinamentos (conscientes ou não). Devido às alterações do TDAH, esta aprendizagem - especialmente durante a infância - é comprometida. Quando se introduz a medicação, a capacidade de controle do foco da atenção e outras funções executivas melhoram. Isto, porém, não é suficiente para desenvolver todas as habilidades necessárias nem construir novos hábitos e formas de agir.

De um modo geral, tratamentos exclusivamente baseados em medicação, mesmo que tragam efeitos positivos de curto prazo, no médio e longo prazo se mostram insuficientes para atender às necessidades, especialmente com organização, planejamento, cumprimento de prazos, auto-controle, equilíbrio emocional, capacidade de relacionamentos, entre outros. Há uma expressão muito usada a este respeito: "Pilulas não ensinam habilidades".

Isto é especialmente verdadeiro no caso de crianças que são diagnosticadas após 10 ou 11 anos de idade. Muitas delas, devido à distração ou hiperatividade próprias do TDAH, tiveram seu processo de alfabetização comprometido, bem como os primeiros desenvolvimentos do raciocínio lógico-matemático e das capacidades mais incipientes de organização e realização de tarefas. Neste caso, um tratamento exclusivamente medicamentoso serviria para reduzir a agitação - facilitando assim os períodos em sala de aula e reduzindo as queixas da escola - porém não traria ganhos ao seu desenvolvimento escolar, pois o próprio aproveitamento já sofre os efeitos do déficit de conteúdos e competências. Assim, é fundamental entender as necessidades envolvidas e certificar-se que o plano de tratamento levou-as em conta.

Vou usar medicação / Ritalina no meu tratamento?

Esta é uma resposta que não pode ser dada antecipadamente. A Ritalina (metilfenidato) é uma das medicações mais comuns para TDAH - distração, hiperatividade e impulsividade, mas não é a única. A decisão em prescrever Ritalina – ou outra medicação indicada – é baseada em uma análise das particularidades do caso em questão. O tratamento de TDAH não é definido a priori, antes de uma avaliação extensa – ou, pelo menos, jamais deveria ser.

Considerando que o tratamento medicamentoso tenha sido recomendado, ainda assim esta continua sendo uma decisão pessoal. Algumas pessoas preferem não tomar medicação sempre que possível – o que não se limita à Ritalina. Pessoas assim tendem a preferir outras alternativas de tratamento, deixando a medicação como último recurso.

Cabe aos profissionais envolvidos com o cliente apresentar um leque de possibilidades, com seus prós, contras, possíveis consequências e efeitos desejados no curto e longo prazo, para que a melhor escolha possa ser feita. Se o paciente sentir-se insatisfeito ou inseguro com as prescrições e recomendações dos profissionais que o atenderem, deve procurar uma segunda (ou até mesmo terceira) opinião. O tratamento de TDAH é de longo prazo, portanto o paciente precisa estar seguro a respeito das decisões tomadas.

Departamento de Psicobiologia - Unifesp/EPM
CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas

Link para o artigo original: www.dda-deficitdeatencao.com.br/tratamento/medicacao.html - Escrito por Cacilda Amorim, Diretora Clínica do IPDA (Instituto Paulista de Déficit de Atenção).



sábado, 24 de maio de 2014

Se a vida te der limões, faça mais que uma simples limonada!

 


Imagine que você se encontre tão desanimado que não tenha mais esperança de transformar seus limões em limonadas. Nesse caso, ainda há duas razões pelas quais você deve, pelo menos, tentar…


A primeira: pode ser que você tenha êxito.
 
  
A segunda: mesmo que não tenha êxito, a simples tentativa de transformar o seu mínimo em máximo fará com que você olhe para frente, em vez de olhar para trás. Fará com que você substitua seus pensamentos negativos por pensamentos positivos...


    



Despertará as suas energias criadoras, fazendo com que você fique ocupado, que não tenha tempo nem vontade de lamentar o que já ficou para trás, o que já passou para sempre.


Certa ocasião, um violinista de fama mundial estava se apresentando num concerto em Paris, quando uma das cordas de seu violino subitamente se partiu. Ele não se perturbou e terminou a melodia com apenas três cordas.



Assim é a vida: se uma corda se parte, continue apenas com as três restantes…


Lembre-se sempre: a coisa mais importante da vida não é capitalizar sobre os nossos ganhos. Qualquer idiota pode fazer isso. O que é realmente importante é tirar proveito das nossas perdas. Isso requer inteligência e constitui a diferença entre um homem sensato e um tolo.


Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida. Ninguém, exceto tu, só tu podes fazê-lo.


Uma das trágicas coisas que eu percebo na natureza humana é que todos nós tendemos a adiar o viver. Estamos todos sonhando com um mágico jardim de rosas no horizonte, ao invés de desfrutar das rosas que estão florescendo do lado de fora de nossas janelas hoje.” (Dale Carnegie)








Dale Breckenridge Carnegie (Carnagey até 1922) (Maryville, Missouri, 24 de novembro de 1888 — Nova Iorque, Nova Iorque, 1 de novembro de 1955) foi um escritor e orador norte-americano. Autor de best-sellers como: Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas e Como Evitar Preocupações e Começar a Viver.  Graças ao sucesso obtido chegou a ser conselheiro de líderes mundiais. Escreveu colunas em diversos jornais e teve o seu próprio programa de rádio. Fundou o que é hoje uma rede mundial de mais de 2.700 instrutores e escritórios em aproximadamente 90 países em todo o mundo.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ENERGIA PURA - A Beleza que existe dentro de cada um de nós!


Atentem para o diálogo entre Powder e sua amiga e veja quanta sabedoria, sensibilidade e evolução espiritual nas palavras do personagem vivido por Jeremy Reed (o ator Sean Patrick Flanery), também conhecido como Powder ou Talco (tradução em português). Transcrevi abaixo, apenas a fala dele, pois confesso que “foi bem fundo” e me fizeram refletir muito acerca das atitudes insensatas, egoístas e individualistas, que a maioria de nós, seres humanos, temos, somos e agimos, consciente e/ou inconscientemente, com o nosso próximo, com os animais e com toda a natureza, criada para nós mesmos. Vale a pena ouvir e pensar um pouco em relação a profundidade e alcance que esse rapaz (personagem), disse em poucos minutos, mas que traduz uma triste e cruel realidade a qual vivemos... Mas que acredito que ainda há tempo de mudarmos e fazermos diferente, sermos melhores e ensinarmos mais e melhor nossos jovens e as gerações que ainda virão, que vale a pena acreditar na transformação e na beleza que existe dentro de cada um de nós e da CONEXÃO que temos com tudo e todos e principalmente com A FORÇA MAIOR... Fica ai o convite a reflexão e, para aqueles que ainda não assistiram ao filme, que o façam, quando tiverem oportunidade. 




“Dentro da maioria das pessoas há uma sensação de isolamento... isoladas de todo o resto... E não estão, são parte de absolutamente todos e de tudo... Isso é porque você tem um lugar (ele coloca do dedo no centro da testa da moça), que não consegue ultrapassar... meus avos tinham isso também, um lugar onde aprenderam que podiam se desligar de tudo... é a beleza que eles tem dentro de si e, que não há motivo para se esconder, nem mentir e que é possível conversar com alguém sem precisar mentir, sem nenhum sarcasmo, nem trapaças, nem exageros, nem nenhuma das coisas que as pessoas usam para confundir a verdade". (a moça diz: - "não conheço nenhuma pessoa que faça isso"!)


Algumas frases dos precursores da Psicanálise, que corrobora com a “verdade” e a “realidade” do homem...

 
"Eu olho pra você e acredito que um dia... a Humanidade poderá superar a Tecnologia."


“Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro”. (Pensamentos de Jung)

“Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror”. (Frases de Jung)

“Nós precisamos entender melhor a natureza humana, porque o único perigo real que realmente existe é o próprio homem”. (Frases de Jung)

“Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis, e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente.” (Sigmund Freud)

“A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade.” (Sigmund Freud)

 “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda.”
(Sigmund Freud)

 Sinopse e detalhes
1995 – EUA. Direção de Victor Salva com Sean Patrick Flanery, Mary Steenburgen, Jeff Goldblum, Ray Wise Ao investigar a morte de um velho em uma propriedade rural, Barnum (Lance Henriksen), o xerife local, descobre Powder (Sean Patrick Flanery) - seu verdadeiro nome é Jeremy Reed -, um adolescente que era neto do falecido e que tinha passado toda a sua vida conhecendo o mundo através dos livros, sem nunca ter deixado a fazenda da família, tudo isto por ter uma aparência estranha (é totalmente branco). Powder é levado para um orfanato, mas é hostilizado pelos outros internos em virtude do seu aspecto.
               
Este filme é uma ficção que retrata a trajetória de um jovem muito especial, com potencialidades paranormais. Ele demonstra ter dons particulares além de ter o intelecto mais elevado que qualquer ser humano jamais teve, passando a alterar a vida de todos que estão ao seu redor. Contudo, o que mais encanta os telespectadores é a sua sensibilidade. Embora seja uma ficção, vale a pena assistir, pois estimulará a imaginação. O personagem utiliza todas as suas potencialidades. Uma fábula surpreendente e maravilhosa de esperança. Se todos nós tivéssemos a inteligência de Powder, o mundo ficaria muito pior, mas se também tivéssemos o amor que ele transmite e a sensibilidade que ele é capaz de demonstrar em suas atitudes, a vida aqui na terra seria, ainda mais maravilhosa!!!
  
Alguns Comentários:
Permite profundas reflexões sobre a vida, os seres humanos e os preconceitos que nos limitam na construção de um mundo melhor. Excelente! (Gislene H)
  
Este não é de longe o melhor filme que ilustra o preconceito contra as diferenças raciais. Mas a questão aqui abordada está muito além disso, eu poderia utilizar outros mas escolhi este porque achei que seria mais interessante. Energia pura (tradução livre para Powder) é um desses filmes típicos de sessão da tarde mas que traz uma carga muito alta de crítica social. O filme aborda diversos temas relevantes como a discriminação social, intolerância, ignorância, costumes e além de abordar uma conhecida teoria darwiniana de que tudo se transforma neste universo (e segundo o filme, em energia). No entanto, ao rever este filme ficou bastante claro como o tratamento do tema “evolução humanaainda é tabu em nossa sociedade e como a maioria das pessoas ainda são extremamente ignorantes. O aspecto que mais me chama a atenção neste filme é o paralelo que tracei com a nossa realidade em que o ser humano naturalmente é um ser intolerante e incapaz de conviver com as diferenças, quem o dirá com as transformações. Para quem gosta de filmes de ficção científica este talvez não seja o mais indicado, mas para quem gosta de um bom filme que traz reflexões sobre o comportamento humano, este sim sem dúvida é um bom objeto de estudo e análise. (Preconceito além da ciência – Carla Correa)


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dar à luz, trazer à vida, dar vez ao outro, isso é Partejar!


A Arte de Partejar

"Precisamos ensinar à próxima geração de crianças, a partir do primeiro dia, que eles são responsáveis por suas vidas. A maior dádiva da espécie humana, e também sua maior desgraça, é que nós temos livre arbítrio. Podemos fazer nossas escolhas baseadas no amor ou no medo". (Elizabeth Kubler-Ross)

“Já é consenso o fato de que não há pai, mãe ou responsável que não queira o bem para o seu filho ou filha, bem como, de que todo o professor quer o melhor para seus alunos. Portanto, está entre as intenções do ‘adulto responsável’, aumentar as possibilidades de vida e de felicidade daqueles que se quer educar. 


Mas o que vem a ser ‘querer o bem’, ‘querer o melhor’ em relação ao outro? O verbo partejar, título deste artigo, traz em sua essência os indicativos para compor essa resposta. Significa dar à luz, trazer à vida, dar vez ao outro que, exatamente por ser diferente, ser ‘outro’, tem o direito, ao longo da sua história, de crescer e formar-se por meio das relações que ele estabelece com aqueles que convive. Tem o direito de projetar a sua energia particular, produzindo luz própria.



Enquanto se irradia a energia gerada pela vida, de forma recíproca, num processo de captação e transferência entre as pessoas, persegue-se um objetivo comum: ser feliz, o que, curiosamente, é um horizonte que não se consegue construir sozinho. Identifica-se, portanto, uma das principais características humanas: a interdependência, ou seja, a necessidade da presença do outro na vida de cada um. A origem latina da palavra feliz remete à fertilidade, à capacidade de despertar em si e no outro a vida fulgurada (reluz, brilha). Assim sendo, felicidade tem relação direta com o sentimento de vida fértil.

Quando falamos em ‘adulto responsável’, podemos tomar como exemplo aquele que vê em seu filho, ou aluno, o que o pintor e escultor Michelangelo enxergou em um pedaço de pedra, antes de esculpir sua célebre obra, Davi. A sua arte concentrou-se, apenas e tão somente, em retirar os excessos de pedra, para que todos pudessem apreciar a obra que estava contida em sua visão. Isso é trazer à luz, tornando real o que já existia potencialmente, pela energia de um “sopro” carregado de expectativa positiva. É acreditar, desde o início, na possibilidade vislumbrada pelo olhar atento e generoso, ajudando o outro, por quem se é responsável, a se realizar.


Para tanto, faz-se necessário refletir em torno de alguns questionamentos que ajudam a ampliar a consciência sobre as energias capazes de se transformarem no que podemos chamar de ‘sopro de vida’. As ações daquele que educa devem revelar algo muito próximo do conceito de ‘raiz’, que nutre a planta, a alimenta e revigora, ao contrário do conceito de ‘âncora’, que imobiliza e aprisiona, transformando-o em ídolo para o filho ou aluno. 

Os atos de quem educa devem se concentrar não apenas no que é possível, mas sim, no ‘tornar possível’ o que é necessário. Suas atitudes devem promover a fertilização, ao invés da esterilização do potencial humano daqueles com os quais se relaciona. Será que o filho, ou o aluno, tem ciência do ‘lugar de valor’ que ocupa na vida dos pais ou do professor, e das suas expectativas em relação ao seu potencial?
Pertencer ao projeto de vida de um educador é salutar e indispensável para o desenvolvimento das potencialidades da criança e do jovem. Esse sentimento de pertencer, uma vez existente, precisa ser cultivado pela ‘qualidade’ do tempo e da energia investidos em todas as oportunidades de relacionamento


Cada vez mais se constata que esse sentimento se apresenta como a base para a realização do projeto de vida dos filhos ou dos alunos, que quando assumidos com a devida importância em nossas vidas, são cativados e acabamos por nos tornar responsáveis por eles, como bem disse Saint-Exupéry, em O pequeno príncipe”. (baseado no texto de Acedriana Sandi).


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