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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Ciúmes é sinal de amor ou de patologia?


Definição

Sentimento doloroso que as exigências de um amor inquieto, o desejo de posse da pessoa amada, a suspeita ou a certeza de sua infidelidade, fazem nascer em alguém.
Emulação, competição, rivalidade.
Despeito invejoso; inveja.
Receio de perder alguma coisa; cuidado, zelo.

O que é o ciúme?

O ciúme não é uma única emoção simples, mas combinações múltiplas de várias emoções que podem aparecer em conjunto ou agrupadas e que são a inveja, seguida de raiva, ódio, pena, auto comiseração, vingança, tristeza, mortificação, culpa, vaidade, inferioridade, orgulho, medo, e ansiedade. Todo ser humano sofre de ciúmes ou é alvo ou instrumento do ciúme de outros seres humanos e como a sua manifestação é universal, os autores concordam em aceitar que seja normal na evolução do ser humano. Sua manifestação está sempre muito próxima da ansiedade e pode assumir diagnóstico grave ao persistir durante muito tempo.

Em questões de ciúme, a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza, frequentemente se torna vaga e imprecisa e as dúvidas podem se transformar em ideias super valorizadas ou delirantes. Na tentativa de aliviar esse sentimento a pessoa é levada à verificação compulsória de suas dúvidas, chegando a atitudes absurdas e ridículas que na maioria das vezes não ameniza o mal estar da dúvida.

É normal sentir ciúme?

Sim, sentir ciúme é normal. Tão normal quanto sentir saudades. Assim como a saudade, o ciúme é um sentimento normal quando surge como resposta a uma situação real, imediata, com sua duração limitada a um tempo que nem sempre é definido, porém certamente limitado.

Quando o ciúme começa a se prolongar no tempo e aumentar de intensidade, alguma coisa deve estar acontecendo. A saudade, por exemplo, quando intensa e prolongada, pode gerar uma situação mais séria de depressão. O ciúme também, só que atua mais na esfera da angústia e da ansiedade, gerando, portanto, estados ansiosos mais persistentes.

O senso comum diz que o ciúme moderado é benéfico para os relacionamentos, pois faz com que o alvo deste sentimento se sinta valorizado. E por ser algo tão comum nas relações humanas, é fácil afirmar que todos já o sentimos ou que já fomos o motivo de sua manifestação.

Porém, mesmo que sua presença seja tão comum nos relacionamentos entre casais, irmãos, amigos, familiares, etc., há uma linha tênue entre o comportamento de estima em relação ao outro e a patologia que causa diversos problemas. É preciso, então, estar atento para identificar se é necessário procurar ajuda.

Para saber quando este sentimento passou dos limites considerados sadios, deve-se observar se a rotina do ciumento tem sido prejudicada por sua tentativa de averiguar o que o outro está fazendo constantemente.

A obsessão que surge na mente como uma desconfiança que precisa ser confirmada ou descartada, pode atrapalhar o desempenho profissional, a saúde e até mesmo a relação com outras pessoas.

Perder o sono por ficar pensando no que o ser amado está fazendo, passar horas como se fosse um detetive atrás dos passos de sua vítima, ligar a todo o momento para saber onde a pessoa está, desejar controlar todos os sentimentos e comportamentos do outro, são alguns dos sinais de que é hora de buscar apoio de um profissional.

Como a psicologia pode ajudar o ciumento?

Roland Barthes em seu livro Fragmentos de um discurso amoroso, diz que “…como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo por sê-lo, porque temo que o meu ciúme magoe o outro e porque me deixo dominar por uma banalidade. Sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum”. Este contexto explica bem o sentimento presente na vida da pessoa que sofre deste mal. Angústia, falta de concentração, dificuldade em distinguir o que acontece de fato daquilo que é imaginação, culpa, reprovação, insegurança, medo, dentre outros, podem ser sentimentos vivenciados pelo desdobramento do ciúme.

E em casos como os citados, deve-se buscar o apoio de um psicólogo. Este terapeuta irá, juntamente com o paciente, racionalizar o ciúme e verificar o quanto este sentimento tem limitado a vida de quem o sente. Irá também investigar todo o quadro do analisado para identificar se este comportamento não é um sintoma de outras patologias como o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), o delírio, etc.

Vale ressaltar que, assim que identificados problemas advindos deste sentimento, deve-se procurar um terapeuta. Esperar que a dimensão deste comportamento se torne maior para procurar ajuda, pode trazer muitas consequências negativas para o indivíduo. E ao iniciar as sessões de terapia, a psicologia irá ajudar com que ele se perceba dentro do contexto no qual está vivendo, a se colocar no lugar do outro e a tentar agir de uma maneira que não seja prejudicial a ambos, o que, consequentemente, irá diminuir o impacto destrutivo do ciúme na vida da pessoa.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Pânicos e fobias são tratáveis com EFT?


Muito comum hoje, são pessoas dizendo ter crises de pânicos ligadas a fobias, ou seja, certas situações que provocam pânico, como estar perto de certos animais, entrar em elevadores, tuneis  ou aviões, estar no escuro, estar sem controle do que está ocorrendo. Ou pessoas que nos dizem entrar em crises de pânico sem que aparentemente nada aconteça de errado. Nestes casos as crises estão diretamente ligadas a respostas emocionais a situações vividas no passado, provavelmente na infância.

O que caracteriza uma crise de pânico: o coração com taquicardia, suor frio, diarreia, falta de ar, tremores descontrolados, tontura, sensação de morte iminente.  Depois de várias crises as  pessoas acabam disparando o pânico às vezes por medo de entrar em pânico. Este medo de se sentir mal, acaba limitando essas pessoas  no que diz respeito a  viver experiências novas, aproveitar oportunidades, aceitar desafios. Deixam de viajar, de aceitar novos cargos, de ir a eventos relevantes, etc.

O mais difícil e o que mais temem é que o pânico muitas vezes ecloda em momentos que não esperam. Ele aparece como um “tsunami” imprevisível que se origina dentro delas. E muitas vezes num momento inesperado. O pânico é uma ansiedade potencializada, com manifestações corporais agudas, sugerindo à pessoa que há uma perda do seu eu, uma sensação de desintegração, de perda da unidade de si.



A pessoa em pânico sente que não existe mais um eu para controlar e acalmar a ansiedade crescente e confiar que este tsunami vai passar. Esta agonia infinita é das sensações mais terríveis que se pode sentir. Uma agonia impensável. Nos perdemos de nós mesmos.

Na minha experiência essas pessoas que apresentam crises de pânico, quer tomem medicação ou não, muitas vezes precisam de um terapeuta amoroso, que trabalhe com o coração, que seja profundamente empático, que cuide delas dando um suporte quase incondicional para que a sensação de confiança volte a se estabelecer. 

Nestes casos acho um pouco complicado a pessoa se auto aplicar o EFT (técnica para a liberdade emocional).  Portanto, se você tem estas crises de ansiedade e pânico, relativas ou não a certas situações específicas, é bom procurar ajuda com um terapeuta que faça EFT e trabalhar com ele até um determinado momento em que você já consiga ter uma referência interna de confiança que o ajudará a ter certeza que as crises serão cada vez mais espaçadas e que com certeza você pode controla-las com seus recursos próprios.

Mas pode ser que você não possa ter acesso a um terapeuta que pratique o EFT ou pode ser que este terapeuta esteja longe no momento da crise. Nestes casos, vou dar uma dica importante:  quando os sintomas começam a dar sinais que vão se manifestar, faça tapping (pequenas batidinhas nos meridianos), insistentemente, varias rodadas, até que estes sintomas recuem.

Tive vários casos de pacientes e amigos que estando sozinhos numa estrada, por exemplo, sentiram de repente que uma crise se avizinhava, e pararam o carro, fizeram umas cinco rodadas de EFT conectados com as sensações corporais e assim afugentaram a crise.

Não precisa falar nada, apenas se concentre no que você está sentindo e faça o tapping sem parar, várias rodadas até passar a crise pior. O interessante, entretanto é trabalharmos para eliminar a possibilidade da crise.

Para uma eliminação total das crises, é preciso voltar aos eventos biográficos específicos que criaram as condições para que o pânico se instalasse. Podem ser, por exemplo, situações de desamparo, de medo, de cuidados por demais intrusivos e culpabilizadores, etc. Muitas vezes temos eventos que deixam uma marca energética-emocional no sentido de privar a pessoa da confiança que uma ação assertiva exige.

Casos de crises de pânico recorrentes e intensas podem demandar um processo terapêutico com um profissional que ajude a pessoa a restaurar a unidade de si, a confiança no si mesmo, a esperança no futuro, a assertividade nas posturas e nas ações requeridas e para, com EFT, chegar nestes eventos específicos biográficos e como eliminar deles a carga energético-emocional que predispõe às crises de pânico!

O EFT (Técnica para Liberdade Emocional) ou Tapping é um método terapêutico que além de trabalhar através da linguagem verbal, opera nos terminais dos meridianos energéticos do nosso corpo, para eliminar sintomas e incômodos emocionais, físicos e, também, para melhorar nossa performance esportiva, artística e profissional. Este trabalho é feito através de pequenas batidinhas (tapping) nos mesmos meridianos usados pela acupuntura chinesa, só que não utilizamos agulhas.



domingo, 8 de janeiro de 2017

Pare de se Comparar com os Outros

COMO DEIXAR DE SE COMPARAR COM OS OUTROS

No mundo atual, nossa obsessão com a perfeição faz com que seja muito difícil não nos compararmos com os demais. Quando começamos a analisar nossas conquistas e realizações, podemos exigir ainda mais de nós mesmos. Comparar-se com as outras pessoas e até mesmo invejá-las é natural, mas se você está obcecado com os próprios defeitos em vez de focar nas áreas em que se destaca, está se concentrando na coisa errada. Essas comparações poderão prejudicá-lo e até mesmo impedi-lo de tomar as rédeas em vários aspectos da vida. A comparação constante com os outros diminui a autoestima e faz com que uma pessoa se sinta mal consigo mesma. Resista à tentação de se comparar com os demais, adquirindo consciência da forma como você se vê. Defina metas pessoais para desenvolver a autoconfiança e reaprenda comportamentos que melhorarão sua opinião sobre si mesmo.

Encontrando a raiz do comportamento comparativo
Fique atento à forma como você se vê. O primeiro passo do processo de transformação da forma como nos enxergamos é adquirir consciência dos pensamentos que temos sobre nós mesmos. Sem fazer isso, talvez você não se dê conta da existência de um problema subjacente. Quando decidir realizar a difícil tarefa que é romper com seus padrões de pensamento, será bom ter alguém ao seu lado para apoiá-lo durante o processo. No entanto, quando você adquirir plena consciência do comportamento que deseja mudar, será mais fácil dividir essa tarefa em metas atingíveis.

Avalie sua autoestima. A autoestima pode ser descrita como as opiniões positivas ou negativas que alguém tem sobre si mesmo. Todos temos dias bons e ruins, e a forma como pensamos sobre nós mesmos muda diariamente, várias vezes por dia, para refletir as circunstâncias. A autoestima também pode ser compreendida como um traço de personalidade estável que se desenvolve ao longo da vida.
Você tem uma ótima opinião sobre si mesmo? Ou permite que outros controlem a forma como se sente consigo mesmo? Caso se pegue olhando para os outros para determinar seu nível de autoestima, esse é um sinal de que você precisa trabalhar na própria felicidade.

Identifique os comportamentos comparativos. Esses comportamentos ocorrem quando nos comparamos com outras pessoas, quer elas estejam em posições superiores ou inferiores às nossas. Normalmente, comparamos as características positivas ou negativas dessas pessoas com nossas próprias características. De vez em quando, as comparações sociais podem ser benéficas, mas os comportamentos comparativos negativos podem prejudicar nossa autoestima.
Um exemplo de comportamento positivo é se comparar com alguém cujas qualidades você admire. Em vez de invejar as boas qualidades dessa pessoa (ela sente compaixão pelos outros, por exemplo), você pode se esforçar para tornar-se alguém mais solidário.
Um exemplo de comportamento negativo é se comparar com alguém que tenha alguma coisa que você queira ter. Por exemplo, talvez você esteja com inveja do carro novo dessa pessoa.

Coloque os pensamentos ou sentimentos comparativos no papel. Anote todas as suas atitudes que resultem diretamente da comparação com os demais. Se possível, faça isso imediatamente após ter o pensamento ou recordá-lo. Assim, ele ainda estará fresco na sua mente e é mais provável que você consiga ser descritivo.
Pense em como você se sente em relação à comparação e anote todos os pensamentos e sentimentos que vierem à mente. Por exemplo, talvez você se sinta deprimido porque está com inveja do carro novo de alguém e ainda dirija o mesmo carro velho de sempre.

Tente descobrir quando o comportamento comparativo teve início. Tente escrever sobre uma época em sua vida em que não se lembra de se comparar com os outros, e comece o diário a partir desse ponto. Eventualmente, você poderá se lembrar da origem desses pensamentos de comparação.
Por exemplo, talvez você se lembre da infância, quando ainda não se comparava com seu irmão, e se dê conta de que começou a se comparar com ele porque se sentiu negligenciado. Agora, você poderá começar a explorar a causa do comportamento comparativo.
Um dos aspectos mais difíceis do comportamento comparativo é conseguir se dar conta do impacto negativo que ele tem sobre nós. Será muito mais fácil mudar esse comportamento se você rastrear a origem da comparação e reconhecer a forma como ela o afeta.

Dando valor ao que você tem
Concentre-se no que você tem. Quando se der conta de que se comparar com outros é prejudicial, você buscará formas adicionais de mensurar o próprio sucesso. Além disso, você mudará o foco dos outros para si mesmo se começar a sentir e expressar gratidão pelos próprios talentosPasse mais tempo concentrando-se no lado bom e positivo da vida. Talvez você comece a enxergar mais coisas boas quando não estiver tão ocupado se comparando com os outros.

Mantenha um diário de gratidão. Essa é uma forma de se lembrar de tudo o que você tem, e vai ajudá-lo a prestar mais atenção nas coisas para as quais talvez você não tenha dado muito valor. Assim, você poderá valorizá-las daqui para frente. Pense em diversas recordações felizes, como coisas que você fez, lugares que visitou, amigos com os quais você passou o tempo juntos, qualquer coisa que o deixe o mais feliz possível. Concentre-se em ser grato por todas essas coisas.

Um diário de gratidão poderá aumentar suas chances de sucesso. No entanto, se você escrever apenas por escrever, sem nenhuma motivação real, ele poderá trabalhar contra seu progresso. Você deve se forçar a enxergar as coisas para as quais não deu o devido valor e sentir-se grato por elas. Tome a decisão de reconhecer o tamanho da sua gratidão e melhorar a própria vida. 
Escreva de forma meticulosa. Em vez de simplesmente criar uma lista semelhante a uma lista de compras, elabore uma explicação minuciosa de algumas coisas pelas quais você seja grato.
Escreva sobre surpresas ou situações inesperadas. Assim, você terá a oportunidade de saborear novamente os bons sentimentos que vivenciou. Você não precisa escrever diariamente. Pelo contrário, escrever duas vezes por semana pode ser mais benéfico do que fazê-lo todos os dias.

Seja gentil consigo mesmo. Sendo mais gentil e menos duro consigo mesmo, você se incentivará a ir além e a se esforçar mais.
Compreenda que está no controle da própria vida. Resistir ao impulso de se comparar com os outros é difícil, mas no final das contas, é você quem controla sua vida. Você é responsável pelas escolhas que guiarão sua vida em uma determinada direção e deve tomar as melhores decisões para si mesmo, e não para qualquer outra pessoa.
O que os outros têm ou fazem não importa, você é a única pessoa que importa em sua vida.

Eliminando ou substituindo os pensamentos comparativos
Compreenda o processo de transformação de comportamentos e pensamentos. Segundo o Modelo Transteórico de Mudança, nós passamos por algumas fases até adquirirmos consciência de uma determinada situação. Os indivíduos atravessam um processo que culmina na aceitação de novos comportamentos. Os estágios desse processo incluem:



Pré-contemplação: Nesta fase, o indivíduo ainda não está preparado para mudar. Muitas vezes, isso ocorre porque ele possui pouca ou nenhuma informação sobre o assunto em questão.
Contemplação: Neste estágio, o indivíduo considera realizar uma mudança. Ele começa a pesar os ângulos positivos da mudança, mesmo estando ciente dos lados negativos.
Preparação: Aqui, ele já tomou a decisão de mudar e já começou a fazer planos para colocar a mudança em prática.
Ação: Durante esta fase, ele realiza esforços para mudar o próprio comportamento, como a redução ou o aumento de determinadas atividades.
Manutenção: Este estágio envolve a manutenção de um nível de atividade para garantir que o comportamento em questão permaneça alterado.
Término: Nesta fase, o comportamento foi alterado de tal forma que o indivíduo já não sofre com recaídas, mesmo sob os efeitos do estresse, depressão, ansiedade ou de outros estados emocionais.

Entenda que idealizar alguém não é uma atitude realista. Nós nos concentramos apenas em determinados aspectos da pessoa idealizada, transformando-a em uma fantasia grandiosa criada por nossa mente. Nós olhamos apenas para as características que idealizamos e rejeitamos aquelas que não consideramos atraentes.

Substitua os pensamentos negativos pelos positivos. Quando nos comparamos com os demais, podemos acabar nos enxergando de forma negativa. Caso cultive ideias negativas sobre si mesmo, comece a transformá-las em pensamentos sobre coisas que admire em você.
Por exemplo, em vez de invejar os talentos de uma pessoa que sabe escrever muito bem, pense nos seus próprios talentos. Diga a si mesmo: "Talvez eu não seja o melhor escritor do mundo, mas sei desenhar muito bem. Além disso, posso trabalhar para aperfeiçoar minha escrita se quiser atingir esse objetivo, em vez de invejar o talento alheio".

Alcançando seus objetivos
Defina seus objetivos. Alcançar suas metas vai ajudá-lo a estabelecer a próprias vida e as próprias experiências, independentemente das expectativas alheias. Comece definindo um objetivo.
Caso queira correr uma maratona, defina isso como meta. Você poderá avaliar seu estado inicial (por exemplo, adquirir uma noção da distância que consegue percorrer antes de começar qualquer tipo de treinamento).



Acompanhe seu progresso. Após definir uma meta pessoal, acompanhe seu progresso para poder ter uma ideia do quanto está avançando em direção ao objetivo. Isso vai ajudá-lo a se concentrar em si mesmo e não nos demais.
Siga o próprio ritmo. Quando estiver monitorando seu progresso, leve sua situação única em conta. Por exemplo, se você estiver levando mais tempo para conseguir um diploma de pós-graduação do que alguns dos seus amigos, talvez deva pensar em como você também trabalha em tempo integral, cria uma família ou está cuidando dos seus pais idosos. Todos enfrentamos situações únicas que facilitam ou restringem nosso progresso, portanto, pense nas suas circunstâncias conforme acompanha a própria evolução.

Exemplo: Você pode monitorar o quanto melhora a cada semana se estiver treinando para uma maratona. Todas as semanas, aumente um pouco a distância percorrida, até atingir a marca de 40 quilômetros. Além disso, a velocidade aumentará juntamente com a distância. Crie gráficos do próprio progresso para ver o quanto já alcançou e até onde precisa ir.
Empenhe-se em melhorar as próprias habilidades. Participe de cursos, workshops e aulas para aprimorar suas técnicas e habilidades, caso existam algumas áreas em que você gostaria de se aperfeiçoar. Isso aumentará sua autoconfiança e vai ajudá-lo a saber seu valor e encontrar seu lugar no mundo. É importante reconhecer que o perfeccionismo é uma mentalidade improdutiva na qual uma pessoa mantém um ideal irrealista como padrão de sucesso. Aceite que as circunstâncias de cada um são inteiramente únicas e que você pode aperfeiçoar as próprias habilidades para ser feliz.

Seja seu próprio competidor. Muitos atletas e atores de alto escalão afirmam competir contra si mesmos, porque estão constantemente tentando bater o próprio recorde pessoal. Essa é uma boa forma de elevar a autoestima, já que você atingirá metas cada vez mais altas. Quando um atleta quer ser o melhor em seu esporte, ele é encorajado a definir metas pessoais e a esforçar-se para correr mais rápido e aperfeiçoar as próprias habilidades.
Julgue-se baseando-se nos próprios padrões. Quando você aprender a avaliar a si mesmo através dos próprios padrões, deixará de se comparar com os outros. Essa prática acaba com o sentimento de competição porque as expectativas das outras pessoas não são as mesmas que as suas. Você estará no controle dos resultados se reconhecer a própria capacidade de construir a vida que deseja para si mesmo. Julgue a si mesmo utilizando os seus padrões, e não os de qualquer outra pessoa.

Admire os outros, em vez de invejá-los. Pense nas vantagens que as outras pessoas têm a lhe oferecer. Caso você tenha amigos extremamente bem-sucedidos, considere como os círculos sociais deles estão cheios de pessoas que poderão ajudá-lo a ter mais sucesso na vida. Em vez de invejar o sucesso dos demais, use-o em seu benefício.
Por exemplo, talvez você costume olhar para as fotos de atletas e admirar a forma física deles. Em vez de se sentir inferior e com inveja, use essas imagens como fonte de motivação para realizar mudanças em sua vida. Você poderia decidir adotar novos hábitos alimentares e praticar mais atividades físicas. Dessa forma, estaria usando as fotografias de forma produtiva.


Assuma riscos ocasionais. Quando aprender a julgar a si mesmo baseando-se nos próprios padrões, você se sentirá mais livre para começar a assumir riscos pequenos e graduais, que permitirão que você cresça ainda mais como ser humano. Muitas vezes, o medo de assumir riscos nos impede de fazer o nosso melhor. Nós nos tornamos reféns do medo e não conseguimos ir além das expectativas alheias.
Comece dando pequenos passos, isso vai ajudá-lo a desenvolver autoconfiança nas próprias habilidades.
Construa uma rede de apoio. Quando nos cercamos de pessoas que nos apoiam, adquirimos uma melhor percepção sobre nós mesmos.

Seja seu próprio treinador
O bom treino vem em várias formas: existem treinadores que gritam e humilham seus jogadores, e existem aqueles que insistem em perfeição, exigindo que os atletas corram mais rápido, saltem mais alto ou nadem mais voltas, mas sempre fornecendo amor e apoio ao mesmo tempo. O treinador que ensina com amor ajudará a criar um ser humano mais equilibrado no geral. Pense em você como seu próprio treinador e guie-se na direção da excelência. Sinta amor e admiração pelos próprios esforços, assim você conseguirá atingir as metas que definiu para si mesmo, elevando sua autoestima em vez de destruí-la.


Usando a mídia com responsabilidade
Exponha-se menos à mídia e às redes sociais. Caso as representações idealistas dos meios de comunicação afetem sua autoestima de forma negativa, diminuir a exposição aos meios de comunicação e redes sociais poderá ser uma boa ideia. Limite o tempo que passa nas redes sociais, ou elimine-o por completo. Exclua ou desative seus perfis em redes sociais.
Caso não queira desativar ou apagar sua conta no Facebook, Twitter ou Instagram, limite o tempo que você passa todos os dias, ou todas as semanas, verificando seus perfis. Por exemplo, atenha-se a 10 minutos por dia ou 30 minutos por semana, mas tome cuidado, porque até mesmo quantidades mínimas de exposição podem ser responsáveis pelo pensamento comparativo negativo.

Evite meios de comunicação que apresentem imagens idealizadas. Fique longe de revistas de moda, "reality shows", determinados filmes e músicas, etc. Caso você sempre esteja se comparando com um certo modelo ou atleta, evite revistas, programas de televisão ou jogos em que ele apareça.
Estudos demonstram que até mesmo uma exposição temporária aos meios de comunicação que retratem imagens idealizadas pode causar um impacto negativo sobre nossa autoestima e autoimagem. Isso pode até mesmo levá-lo a remoer pensamentos negativos e a apresentar Sintomas de Depressão.

Comece a pensar de forma realista. As imagens idealizadas dos meios de comunicação nem sempre podem ser evitadas, portanto, tome cuidado se estiver se comparando com elas. Pense na realidade das pessoas ou das coisas aparentemente perfeitas.
Por exemplo, caso inveje o relacionamento perfeito que um amigo tem com a esposa, lembre-se de como ele teve dificuldades para encontrá-la e de todos os desafios que ele pode ter enfrentado no passado. Dessa forma, a empatia assumirá o lugar da invejaQuando vir alguém com o corpo, carro, ou a vida que você tanto deseja, tente pensar nas atitudes que pode tomar para chegar mais perto dessas metas e anote essas medidas em um papel.

Use as redes sociais positivamente, de forma que enriqueçam sua vida. Siga páginas educativas, informativas ou inspiradoras. Caso você queira ser bem-sucedido profissionalmente, siga páginas de empreendedores. Caso deseje alcançar uma melhor condição física, siga páginas de boa forma e de dietas saudáveis. Se quiser melhorar a mente e a personalidade, tente seguir páginas relacionadas ao cérebro e à psicologia.

Dicas
Não tenha medo de se colocar em primeiro lugar, cuide de si mesmo. Se você estiver sempre tentando agradar aos outros, leia Como parar de ser submisso e Como superar a síndrome de mártir.
Comparar-se aos outros é um mau hábito muito comum e pode levar algum tempo até que você consiga mudar. Não desista.

Avisos
Também não permita que outras pessoas o comparem com os demais.
Evite ficar muito estressado ou ansioso, tais sentimentos podem afetar negativamente nossa autoestima.

Fontes e Citações
Vogel, E., Rose, J., Roberts, L., & Eckles, K. (2014). Social comparison, social media, and self-esteem. Psychology of Popular Media Culture, 3(4), 206-222.
Vogel, E., Rose, J., Roberts, L., & Eckles, K. (2014). Social comparison, social media, and self-esteem. Psychology of Popular Media Culture, 3(4), 206-222.



sábado, 7 de janeiro de 2017

Depressão, Suicídio

O mês de setembro foi escolhido pela Associação Internacional de Prevenção do Suicídio para alertar sobre a importância de ações preventivas contra o suicídio. A campanha, batizada de Setembro Amarelo, visa também romper com o tabu que envolve o assunto. No Brasil, esse tipo de morte entre adolescentes e jovens aumentou 30% nos últimos 25 anos.

Um importante fator de risco associado ao suicídio é a depressão. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 90% dos indivíduos que puseram fim às suas vidas cometendo suicídio tinham algum transtorno psiquiátrico e 60% deles estavam deprimidos.


Depressão é mais do que tristeza

Bem mais do que uma tristeza passageira ou cotidiana, a depressão tem causas biológicas e orgânicas, como alterações neuroquímicas no cérebro e desequilíbrio hormonal. Além disso, são descritos tipos de depressão cuja incidência ou prevalência destacam-se em indivíduos de uma mesma família, sugerindo forte caráter hereditário e genético.

Tratamento com antidepressivos, sempre sob supervisão médica, associado sempre que possível ao  acompanhamento psicológico, são opções terapêuticas eficazes para a maioria dos pacientes. Embora a depressão possa ocorrer apenas uma vez, não é incomum históricos de pacientes com repetidos episódios da doença ao longo da vida.

Durante esses episódios, as manifestações incluem:

ü  Sentimentos persistentes de tristeza, choro, desespero ou sensação crônica de vazio;
ü  Sentimento de culpa,  impotência e desesperança.
ü  Explosões intermitentes de raiva, irritabilidade ou frustração, mesmo por coisas pequenas;
ü  Perda do interesse ou prazer em atividades anteriormente apreciadas;
ü  Distúrbios do sono, incluindo insônia ou dormir demais;
ü  Cansaço e falta de energia; mesmo pequenas tarefas exigem esforço extra;
ü  Perda de apetite e/ou peso ou aumento de apetite com ganho de peso;
ü  Ansiedade, agitação ou inquietação;
ü  Dificuldade para se concentrar tomar decisões e lembrar-se de fatos e tarefas;
ü  Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio; ideação, planejamento com ou sem tentativa de suicídio;
ü  Queixas físicas vagas, inespecíficas e inexplicáveis, como dor nas costas ou dores de cabeça.
ü  Tratamento gratuito para a depressão pelo SUS

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para a depressão por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Os centros são unidades de atendimento intensivo, extra-hospitalar, multidisciplinar em regime diário aos portadores de doenças psiquiátricas, realizando o acompanhamento clínico e a ressocialização dos pacientes, muitos dos quais, oriundos de unidades básicas de saúde, ambulatórios de saúde mental e com alta hospitalar recente.

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