Páginas

Mostrando postagens com marcador meditação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meditação. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de junho de 2016

MEDITAÇÃO DO CORAÇÃO (exercícios dirigidos)

Quando descobrimos os mais profundos desejos de nossos corações, nos conduzimos ao nosso caminho espiritual. Nossos desejos são um guia, sempre nos levando para mais perto do que nos foi designado. Nossos desejos podem mudar. Isso é só uma parte do processo. É a libertação do desejo que nos dá a paz, uma folga, um oásis no centro dessa busca de realização.

Para entrar em contato com seus desejos e necessidades do momento, faça a si mesmo algumas perguntas:


- Se eu tenho ansiedades, quais são as que sinto?
- Em que parte do meu corpo as sinto?
- O que estas ansiedades estão me dizendo a respeito de mim mesmo?
- Existe duas ou mais ansiedades se opondo uma à outra?
- Posso agora entrar no âmago daquilo que realmente está se manifestando?

Feche seus olhos e medite sobre essas questões. No final, você descobrirá que o mais profundo desejo do seu coração é um maior amor-próprio que se conectará com Deus ou a Divindade.

- Qual seria a coisa mais amorosa que você poderia fazer por você mesmo(a) neste exato momento?

Essa é uma importante pergunta que deve estar sempre junto com você no seu dia-a-dia, para mantê-lo(a) na trilha do caminho espiritual do maior amor-próprio e do amor incondicional pelos outros. É o amor que, espiritual e psicologicamente, preenchem as nossas mais profundas necessidades. E na obtenção de riquezas materiais, podemos ser guiados pelo amor. É preciso ter em mente que se o seu desejo está em conflito com o de outra pessoa, deve haver em ambos um profundo desejo que é mútuo. Essa é a natureza do universo, um princípio espiritual.

Vá para a próxima parte com a mente e o coração abertos. Permita-se entrar fundo nessas doloridas necessidades interiores, e veja o que você pode fazer para permitir que elas venham à tona e se afastem, para que sejam substituídas pelo mais profundo amor, autocompaixão e por um poderoso fortalecedor que diz: "Você realmente pode ter o que você quer”. Está bem. “É assim que foi designado para ser."

Continue se empenhando em seus mais profundos desejos do coração, e deixe-se experimentar a paz e o amor consigo mesmo no momento. Quando nos deixamos sentir, permitimos e abrimos espaço para que o que nos foi designado venha até nós. Ainda temos que trabalhar com nossos pés. A vida não é uma jornada fácil, mas é a única coisa que realmente interessa. Viva para ela!

Meditação

Crie um espaço sagrado
Enquanto cria seu espaço sagrado para essa meditação, coloque alguns outros objetos de valor sentimental no local em que você for fazer a meditação. Escolha objetos que o(a) ajudem a se sentir mais em contato com o Chakra do coração, tais como, uma foto de quem você ama, um ursinho de pelúcia, um presente de algum amigo(a) querido(a), ou alguma coisa que você mesmo tenha feito. Deixe-se ficar sentimental.

Relaxamento

Prepare-se para se acomodar em seu relaxamento. Deixe que sua mente se embriague ao som do mantra OM, visualize todas as células do seu corpo sendo banhadas por uma luz branca, enquanto você inala essa luz, e exala toxinas, energias indesejadas para se estar dentro do universo a ser transformado. O exalar deve ser feito com uma forte (densa) inflexão de voz.

Abrindo o coração

Depois de ter relaxado, leia lentamente essas instruções e deite-se com seus objetos especiais ao seu lado. Se quiser, abrace-os ou olhe para eles. Focalize-se em realmente entrar em contato com o sentimento que esses objetos lhe trazem. Sinta seu coração se abrindo mais calorosamente para o amor.


Agora, com os olhos fechados, visualize detalhadamente os rostos das pessoas que você ama, uma de cada vez. Perceba suas expressões e os sentimentos que esses rostos lhe transmitem. Deixe que qualquer dor se transforme ao ver a pureza de consciência em seus olhos. Ouça-os dizer: "Eu te amo". Leve para dentro de você, todo o verdadeiro significado que essas palavras possam conter. Aceite o amor levando-o para dentro da sua consciência e, gentilmente, abra-se para permitir que ele circule em todo o seu ser. Deixe que os rostos se encontrem com o olho de sua mente, enquanto o amor flui através de seu coração. Pode ser que você sinta diferentes sensações. Tudo bem. Simplesmente continue se voltando para o amor. Se você tiver vontade de chorar, vá em frente. Solte-se e chore. Esse alívio vai ajudá-lo(a) ainda mais a experimentar o amor maior.

Agora, deixe todas as imagens e memórias irem embora e os rostos se transformarem na sua própria feição (como se estivesse se olhando num espelho). Olhe dentro de seus próprios olhos e diga bem alto:

"EU ME AMO". Veja a emoção nos seus próprios olhos. Uma grande amplitude de emoção pode vir à tona como se curássemos velhas feridas. Mergulhe inteiramente dentro da pureza do amor que sente por você mesmo. Não se sinta tímido(a) ou inibido(a). Amar-se a si mesmo é a melhor coisa que você pode fazer por você e por todos os que te rodeiam.

Fique tanto tempo quanto quiser, apenas com o coração aberto e experimentando o amor. Quando o coração se abre, podemos entrar no que chamamos de animação suspensa, onde nossos limites desaparecem, e nos dirigimos para um super estado de consciência sem pensamento. Experimentar esse estado de coração aberto com o parceiro(a) que você ama , é a máxima da União Tântrica. Todos os seus Chakras se encontrarão abertos e expandidos. Na verdade, todos os Chakras já estão abertos, circulantes e vibrantes; estamos apenas nos re-alinhando com a nossa herança, nosso estado legítimo. É a onda da beleza e satisfação, Nirvana, Samadhi, Satori, o reino do céu.

Comunicando-se com o corpo

Continue com esse profundo sentimento de auto-compaixão, enquanto cuidadosamente lê essas instruções, e siga para a segunda parte da sua meditação.

Deite-se silenciosamente tranquilo(a) e sinta-se dentro de si mesmo(a). Tente entrar em contato com o que seu corpo está querendo de você, onde e como ele está com vontade de ser tocado, acariciado. Sirva seu corpo. Ouça-o e lhe dê o que ele pede. Continue seguindo esse processo de perguntar ao corpo o que ele está querendo, esperando por uma resposta. Promova variações a esse exercício, perguntando àquelas partes do seu corpo que normalmente não declaram suas necessidades tão alto quanto gostariam.
Vá mudando de uma parte do seu corpo para outra, ouvindo-o e servindo-o.

Esse exercício pode parecer um pouco estranho no começo, mas quando você aprender a ouvir o seu corpo com mais intensidade, a importância será revelada. Em parte, essa importância diz respeito à harmonizar a sua capacidade de ouvir com seus ouvidos internos. Se você estancar, apenas pergunte à área em que estancou: "se você pudesse verbalizar o que você diria?". Aí então, aguce seu ouvido interno, como se você abrisse o olho de sua mente. Tome de 10 a 15 minutos para finalizar esse processo.

Lembre-se que quanto mais você estiver em contato com seu próprio corpo, mais sensível você ficará em relação aos desejos e necessidades do corpo do seu parceiro.

Terminando a Meditação.

Deite-se em silêncio e reflita sobre a sua sessão.
O que você aprendeu sobre você mesmo(a) e sobre o seu potencial de amor?
Você reservou um tempo consigo mesmo(a), foi paciente consigo mesmo(a)?

Aprenda a acalmar-se. Reserve mais tempo. Seja mais cuidadoso(a).
Você receberá recompensas como resultado dessa atitude. Quando estiver pronto(a), espreguice-se e levante-se, lave suas mãos, arrume o local (quarto ou sala) e coloque os seus objetos especiais num lugar especial, para se lembrar do quanto é maravilhosa a sensação de realmente se abrir para o maior amor por você mesmo(a). Seja muito bom consigo mesmo(a) para o resto do dia.

sábado, 27 de agosto de 2011

Obstáculos - Razões de alguns dos nossos fracassos (Jorge Bucay)


Obstáculos - Jorge Bucay
“Este texto que estou a reproduzir aqui não é na realidade um conto, mas antes uma meditação guiada, delineada em forma de sonho destinado a explorar as verdadeiras razões de alguns dos nossos fracassos. Permito-me sugerir-lhe que o leia atentamente, tentando deter-se uns instantes em cada frase, visualizando cada situação”. (Jorge Bucay)

Vou caminhando por uma vereda.
Deixo que os meus pés me levem.
Os meus olhos pousam-se nas árvores, nos pássaros, nas pedras.
No horizonte recorta-se a silhueta de uma cidade.
Fixo nela o olhar para a distinguir bem.
Sinto que a cidade me atrai.
Sem saber como, dou-me conta de que nesta cidade posso encontrar tudo o que desejo.


Todas as minhas metas, os meus objetivos e os meus logros.
As minhas ambições e os meus sonhos estão nesta cidade.
Aquilo que quero conseguir, aquilo de que necessito, aquilo
que eu mais gostaria de ser, aquilo a que aspiro, aquilo que tento, aquilo pelo que trabalho, aquilo que sempre ambicionei, aquilo que seria o maior dos meus êxitos.
Imagino que tudo está nessa cidade.
Sem duvidar, começo a caminhar até ela.




Pouco depois de começar a andar, a vereda põe-se a subir pela encosta acima.
Canso-me um pouco, mas não importa.
Sigo.
Avisto uma sombra negra, mais adiante, no caminho.
Ao aproximar-me, vejo que uma enorme vala impede a minha passagem.
Receio… Duvido.
Desgosta-me não conseguir alcançar a minha meta facilmente.
De todas as maneiras, decido saltar a vala.
Retrocedo, tomo impulso e salto…
Consigo passá-la.

Recomponho-me e continuo a caminhar.
Uns metros mais adiante, aparece outra vala.
Volto a tomar impulso e também a salto.
Corro até à cidade: o caminho parece desimpedido.
Surpreende-me um abismo que detém o meu caminho.
Detenho-me.
É impossível saltá-lo.
Vejo que num dos lados há tábuas, pregos e ferramentas.

Dou-me conta de que estão ali para construir uma ponte.
Nunca fui habilidoso com as minhas mãos…
… penso em renunciar.


Olho para a meta que desejo… e resisto.
Começo a construir a ponte.
Passam horas, dias, meses.
A ponte está feita.
Emocionado, atravesso-a e ao chegar ao outro lado… descubro o muro.
Um gigantesco muro frio e úmido rodeia a cidade dos meus sonhos…
Sinto-me abatido…




Procuro a maneira de o evitar.
Não há forma.
Tenho de o escalar.
A cidade está tão perto…
Não deixarei que o muro impeça a minha passagem.
Proponho-me trepar.
Descanso uns minutos e tomo ar…





Rapidamente vejo, de um lado do caminho,
uma criança que olha para mim como se me conhecesse.
Sorri-me com cumplicidade.
Faz-me vir à memória como eu próprio era… quando criança.

Talvez por isso me atrevo a expressar em voz alta a minha queixa.
— Porquê tantos obstáculos entre o meu objetivo e eu?
A criança encolhe os ombros e responde-me.
— Porque me perguntas a mim?
Os obstáculos não existiam antes de tu chegares… Foste tu que trouxeste os obstáculos.

Jorge Bucay - Contos para pensar - Cascais, Editora Pergaminho, 2004


    

Jorge Bucay, Argentino, 1949, é um  psicoterapêuta, psicodramatista e escritor. Seus livros já venderam mais de 2 milhões de cópias em todo o mundo e foram traduzidos em mais de dezessete idiomas. Em 1973, graduou-se como médico da Universidade de Buenos Aires , e especializado em doenças mentais no Hospital Pirovano, Buenos Aires e na clínica Santa Mónica. Atualmente, ele define seu trabalho como ajudante profissional. Ele divide sua atenção entre assistir a conferências de ensino terapêutica, que o levaram ao redor do mundo, ea escrita dos seus livros, que ele considera ferramentas terapêuticas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...