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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Ciúmes é sinal de amor ou de patologia?


Definição

Sentimento doloroso que as exigências de um amor inquieto, o desejo de posse da pessoa amada, a suspeita ou a certeza de sua infidelidade, fazem nascer em alguém.
Emulação, competição, rivalidade.
Despeito invejoso; inveja.
Receio de perder alguma coisa; cuidado, zelo.

O que é o ciúme?

O ciúme não é uma única emoção simples, mas combinações múltiplas de várias emoções que podem aparecer em conjunto ou agrupadas e que são a inveja, seguida de raiva, ódio, pena, auto comiseração, vingança, tristeza, mortificação, culpa, vaidade, inferioridade, orgulho, medo, e ansiedade. Todo ser humano sofre de ciúmes ou é alvo ou instrumento do ciúme de outros seres humanos e como a sua manifestação é universal, os autores concordam em aceitar que seja normal na evolução do ser humano. Sua manifestação está sempre muito próxima da ansiedade e pode assumir diagnóstico grave ao persistir durante muito tempo.

Em questões de ciúme, a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza, frequentemente se torna vaga e imprecisa e as dúvidas podem se transformar em ideias super valorizadas ou delirantes. Na tentativa de aliviar esse sentimento a pessoa é levada à verificação compulsória de suas dúvidas, chegando a atitudes absurdas e ridículas que na maioria das vezes não ameniza o mal estar da dúvida.

É normal sentir ciúme?

Sim, sentir ciúme é normal. Tão normal quanto sentir saudades. Assim como a saudade, o ciúme é um sentimento normal quando surge como resposta a uma situação real, imediata, com sua duração limitada a um tempo que nem sempre é definido, porém certamente limitado.

Quando o ciúme começa a se prolongar no tempo e aumentar de intensidade, alguma coisa deve estar acontecendo. A saudade, por exemplo, quando intensa e prolongada, pode gerar uma situação mais séria de depressão. O ciúme também, só que atua mais na esfera da angústia e da ansiedade, gerando, portanto, estados ansiosos mais persistentes.

O senso comum diz que o ciúme moderado é benéfico para os relacionamentos, pois faz com que o alvo deste sentimento se sinta valorizado. E por ser algo tão comum nas relações humanas, é fácil afirmar que todos já o sentimos ou que já fomos o motivo de sua manifestação.

Porém, mesmo que sua presença seja tão comum nos relacionamentos entre casais, irmãos, amigos, familiares, etc., há uma linha tênue entre o comportamento de estima em relação ao outro e a patologia que causa diversos problemas. É preciso, então, estar atento para identificar se é necessário procurar ajuda.

Para saber quando este sentimento passou dos limites considerados sadios, deve-se observar se a rotina do ciumento tem sido prejudicada por sua tentativa de averiguar o que o outro está fazendo constantemente.

A obsessão que surge na mente como uma desconfiança que precisa ser confirmada ou descartada, pode atrapalhar o desempenho profissional, a saúde e até mesmo a relação com outras pessoas.

Perder o sono por ficar pensando no que o ser amado está fazendo, passar horas como se fosse um detetive atrás dos passos de sua vítima, ligar a todo o momento para saber onde a pessoa está, desejar controlar todos os sentimentos e comportamentos do outro, são alguns dos sinais de que é hora de buscar apoio de um profissional.

Como a psicologia pode ajudar o ciumento?

Roland Barthes em seu livro Fragmentos de um discurso amoroso, diz que “…como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo por sê-lo, porque temo que o meu ciúme magoe o outro e porque me deixo dominar por uma banalidade. Sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum”. Este contexto explica bem o sentimento presente na vida da pessoa que sofre deste mal. Angústia, falta de concentração, dificuldade em distinguir o que acontece de fato daquilo que é imaginação, culpa, reprovação, insegurança, medo, dentre outros, podem ser sentimentos vivenciados pelo desdobramento do ciúme.

E em casos como os citados, deve-se buscar o apoio de um psicólogo. Este terapeuta irá, juntamente com o paciente, racionalizar o ciúme e verificar o quanto este sentimento tem limitado a vida de quem o sente. Irá também investigar todo o quadro do analisado para identificar se este comportamento não é um sintoma de outras patologias como o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), o delírio, etc.

Vale ressaltar que, assim que identificados problemas advindos deste sentimento, deve-se procurar um terapeuta. Esperar que a dimensão deste comportamento se torne maior para procurar ajuda, pode trazer muitas consequências negativas para o indivíduo. E ao iniciar as sessões de terapia, a psicologia irá ajudar com que ele se perceba dentro do contexto no qual está vivendo, a se colocar no lugar do outro e a tentar agir de uma maneira que não seja prejudicial a ambos, o que, consequentemente, irá diminuir o impacto destrutivo do ciúme na vida da pessoa.



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Parafilias - Estudo com base no DSM-IV-R



“Parafilias são preferências sexuais anormais e doentias, no sentido de bizarras a pervertidas, que a pessoa ao longo da vida desenvolve de forma lenta e gradual. Para todos há tratamento, ainda que não haja cura”.

Segundo o DSM-IV-R (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), as parafilias são caracterizadas por anseios, fantasias ou comportamentos sexuais recorrentes e intensos que envolvem objetos, atividades ou situações incomuns e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo (Critério B). Certas fantasias e comportamentos associados com Parafilias podem iniciar na infância ou nos primeiros anos da adolescência, mas tornam-se mais definidos e elaborados durante a adolescência e início da idade adulta. As características essenciais de uma parafilia consistem de fantasias, anseios sexuais ou comportamentos recorrentes, intensos e sexualmente excitantes, em geral envolvendo 1) objetos não-humanos; 2) sofrimento ou humilhação, próprios ou do parceiro, ou 3) crianças ou outras pessoas sem o seu consentimento, tudo isso ocorrendo durante um período mínimo de 6 meses (Critério A).

As Parafilias aqui descritas são condições especificamente identificadas por classificações anteriores. Elas incluem Exibicionismo (exposição dos genitais), Fetichismo (uso de objetos inanimados), Frotteurismo (tocar e esfregar-se em uma pessoa sem o seu consentimento), Pedofilia (foco em crianças pré-púberes), Masoquismo Sexual (ser humilhado ou sofrer), Sadismo Sexual (infligir humilhação ou sofrimento), Fetichismo Transvéstico (vestir-se com roupas do sexo oposto) e Voyeurismo (observar atividades sexuais). 

Uma categoria residual, Parafilia Sem Outra Especificação, inclui outras Parafilias encontradas com menor frequência, tais como: Zoofilia (prazer em relação sexual com animais), Urofilia (excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não, Necrofilia (atração por ter relações sexuais com cadáver), Coprofilia (fetiche pela manipulação de fezes, próprias ou do parceiro). Não raro, os indivíduos têm mais de uma Parafilia.


Uma Parafilia deve ser diferenciada do uso não-patológico de fantasias sexuais, comportamentos ou objetos como estímulo para a excitação sexual em indivíduos sem Parafilia. Fantasias, comportamentos ou objetos são parafílicos apenas quando levam a sofrimento ou prejuízo clinicamente significativos (por ex., são obrigatórios, acarretam disfunção sexual, exigem a participação de indivíduos sem seu consentimento, trazem complicações legais, interferem nos relacionamentos sociais).


Em alguns indivíduos, as fantasias ou estímulos parafílicos são obrigatórios para a excitação erótica e sempre incluídos na atividade sexual. Em outros casos, as preferências parafílicas ocorrem apenas episodicamente (por ex., talvez durante períodos de estresse), ao passo que em outros momentos o indivíduo é capaz de funcionar sexualmente sem fantasias ou estímulos parafílicos. Os comportamentos podem aumentar em resposta a estressores psicossociais, em relação a outros transtornos mentais ou com o aumento das oportunidades de envolvimento na Parafilia. 

Sintomas depressivos podem desenvolver-se em indivíduos com Parafilias, podendo acompanhar-se de um aumento da frequência e intensidade do comportamento parafílico. Os indivíduos que não dispõem de um parceiro consensual com quem possam atuar suas fantasias podem recorrer aos serviços da prostituição ou atuar suas fantasias contra a vontade de suas vítimas. As ofensas sexuais contra crianças constituem uma parcela significativa dos atos sexuais criminosos, sendo que os indivíduos com Exibicionismo, Pedofilia e Voyeurismo perfazem a maioria dos agressores sexuais presos.

Exceto pelo Masoquismo Sexual, em que a proporção entre os sexos está estimada em 20 homens para cada mulher, as demais Parafilias quase nunca são diagnosticadas em mulheres, embora alguns casos tenham sido relatados. Esses indivíduos raramente buscam auxílio por sua própria conta, geralmente chegando à atenção dos profissionais de saúde mental apenas quando seu comportamento provocou conflitos com parceiros sexuais ou com a sociedade.


Os problemas apresentados com maior frequência em clínicas especializadas no tratamento de Parafilias são Pedofilia, Voyeurismo e Exibicionismo. O Masoquismo Sexual e o Sadismo Sexual são vistos com uma frequência muito menor.


Aproximadamente metade dos indivíduos com Parafilias vistos em clínicas é casada. Eles podem ver, ler, comprar ou colecionar seletivamente fotografias, filmes e textos que enfocam seu tipo preferido de estímulo parafílico. Muitos indivíduos com esses transtornos afirmam que o comportamento não lhes causa sofrimento e que seu único problema é a disfunção sexual resultante da reação de outras pessoas a seu comportamento. Outros relatam extrema culpa, vergonha e depressão pela necessidade de se envolverem em uma atividade sexual incomum que é socialmente inaceitável ou que eles próprios consideram imoral. Existe, frequentemente, um prejuízo da capacidade de ter uma atividade sexual recíproca e afetuosa, podendo ocorrer Disfunções Sexuais.

Embora as Parafilias raramente sejam diagnosticadas em contextos clínicos gerais, o amplo mercado da pornografia e da parafernália parafílica sugere que sua prevalência na comunidade tende a ser maior.



domingo, 7 de maio de 2017

Levar um fora causa uma dor real

“Efeito placebo também funciona para coração partido, mostra estudo”.

Você está com o coração partido porque acabou de sair de um relacionamento?
Faça algo que você acredita ser útil para aliviar sua dor emocional. Qualquer coisa. De acordo com uma pesquisa recém-publicada, o efeito placebo pode influenciar regiões cerebrais associadas à regulação emocional e, como consequência, diminuir a percepção do sofrimento.




Rompimentos amorosos costumam ser experiências extremamente dolorosas, e funcionam como gatilho para problemas psicológicos e até suicídio. Segundo os autores do estudo, da Universidade de Colorado Boulder, nos Estados Unidos, esse tipo de sofrimento está associado a um risco 20 vezes maior de depressão.


Como há evidências de resultados positivos do placebo para diversas doenças físicas, a equipe decidiu avaliar se a crença em algo que pudesse ajudar a superar um rompimento teria efeito também. Para isso, os pesquisadores selecionaram 40 voluntários que tinham sido rejeitados pelos parceiros até seis meses antes da abordagem.

Os participantes foram convidados a ir ao laboratório levando a foto do ex, ou da ex, e também a de um amigo do mesmo sexo. Enquanto passavam por um exame de ressonância magnética funcional, eles tinham que olhar a foto e contar como tinha sido a separação. Em seguida, tinham que olhar a foto do amigo. Por último, ainda foram submetidos a um estímulo doloroso, um toque quente no antebraço. Em todos os casos, eles tinham que dizer como se sentiam, numa escala de 1 (muito mal) a 5 (muito bem).


A primeira constatação do estudo é que as regiões do cérebro ativadas pela dor física e pela emocional foram as mesmas. Ou seja: levar um fora causa uma dor real.

Em seguida, todos foram convidados a usar um spray nasal. Para metade do grupo, os pesquisadores disseram que era apenas uma solução salina. Já a outra metade ouviu que aquilo era um analgésico poderoso para combater dores emocionais.

De volta à ressonância, os participantes voltaram a ver as fotos dos ex e, de novo, foram submetidos ao estímulo doloroso no braço. O grupo que recebeu o suposto analgésico não apenas sentiu menos dor física, como se sentiu melhor emocionalmente, e a resposta do cérebro se modificou. As áreas envolvidas na modulação de emoções e de substâncias ligadas ao bem-estar tiveram atividade aumentada, enquanto a área associada à dor ficou mais fraca.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental norte-americano, com apoio adicional da Fundação Nacional de Ciência, na Suíça, e os resultados foram publicados no Journal of Neuroscience.



domingo, 8 de janeiro de 2017

Pare de se Comparar com os Outros

COMO DEIXAR DE SE COMPARAR COM OS OUTROS

No mundo atual, nossa obsessão com a perfeição faz com que seja muito difícil não nos compararmos com os demais. Quando começamos a analisar nossas conquistas e realizações, podemos exigir ainda mais de nós mesmos. Comparar-se com as outras pessoas e até mesmo invejá-las é natural, mas se você está obcecado com os próprios defeitos em vez de focar nas áreas em que se destaca, está se concentrando na coisa errada. Essas comparações poderão prejudicá-lo e até mesmo impedi-lo de tomar as rédeas em vários aspectos da vida. A comparação constante com os outros diminui a autoestima e faz com que uma pessoa se sinta mal consigo mesma. Resista à tentação de se comparar com os demais, adquirindo consciência da forma como você se vê. Defina metas pessoais para desenvolver a autoconfiança e reaprenda comportamentos que melhorarão sua opinião sobre si mesmo.

Encontrando a raiz do comportamento comparativo
Fique atento à forma como você se vê. O primeiro passo do processo de transformação da forma como nos enxergamos é adquirir consciência dos pensamentos que temos sobre nós mesmos. Sem fazer isso, talvez você não se dê conta da existência de um problema subjacente. Quando decidir realizar a difícil tarefa que é romper com seus padrões de pensamento, será bom ter alguém ao seu lado para apoiá-lo durante o processo. No entanto, quando você adquirir plena consciência do comportamento que deseja mudar, será mais fácil dividir essa tarefa em metas atingíveis.

Avalie sua autoestima. A autoestima pode ser descrita como as opiniões positivas ou negativas que alguém tem sobre si mesmo. Todos temos dias bons e ruins, e a forma como pensamos sobre nós mesmos muda diariamente, várias vezes por dia, para refletir as circunstâncias. A autoestima também pode ser compreendida como um traço de personalidade estável que se desenvolve ao longo da vida.
Você tem uma ótima opinião sobre si mesmo? Ou permite que outros controlem a forma como se sente consigo mesmo? Caso se pegue olhando para os outros para determinar seu nível de autoestima, esse é um sinal de que você precisa trabalhar na própria felicidade.

Identifique os comportamentos comparativos. Esses comportamentos ocorrem quando nos comparamos com outras pessoas, quer elas estejam em posições superiores ou inferiores às nossas. Normalmente, comparamos as características positivas ou negativas dessas pessoas com nossas próprias características. De vez em quando, as comparações sociais podem ser benéficas, mas os comportamentos comparativos negativos podem prejudicar nossa autoestima.
Um exemplo de comportamento positivo é se comparar com alguém cujas qualidades você admire. Em vez de invejar as boas qualidades dessa pessoa (ela sente compaixão pelos outros, por exemplo), você pode se esforçar para tornar-se alguém mais solidário.
Um exemplo de comportamento negativo é se comparar com alguém que tenha alguma coisa que você queira ter. Por exemplo, talvez você esteja com inveja do carro novo dessa pessoa.

Coloque os pensamentos ou sentimentos comparativos no papel. Anote todas as suas atitudes que resultem diretamente da comparação com os demais. Se possível, faça isso imediatamente após ter o pensamento ou recordá-lo. Assim, ele ainda estará fresco na sua mente e é mais provável que você consiga ser descritivo.
Pense em como você se sente em relação à comparação e anote todos os pensamentos e sentimentos que vierem à mente. Por exemplo, talvez você se sinta deprimido porque está com inveja do carro novo de alguém e ainda dirija o mesmo carro velho de sempre.

Tente descobrir quando o comportamento comparativo teve início. Tente escrever sobre uma época em sua vida em que não se lembra de se comparar com os outros, e comece o diário a partir desse ponto. Eventualmente, você poderá se lembrar da origem desses pensamentos de comparação.
Por exemplo, talvez você se lembre da infância, quando ainda não se comparava com seu irmão, e se dê conta de que começou a se comparar com ele porque se sentiu negligenciado. Agora, você poderá começar a explorar a causa do comportamento comparativo.
Um dos aspectos mais difíceis do comportamento comparativo é conseguir se dar conta do impacto negativo que ele tem sobre nós. Será muito mais fácil mudar esse comportamento se você rastrear a origem da comparação e reconhecer a forma como ela o afeta.

Dando valor ao que você tem
Concentre-se no que você tem. Quando se der conta de que se comparar com outros é prejudicial, você buscará formas adicionais de mensurar o próprio sucesso. Além disso, você mudará o foco dos outros para si mesmo se começar a sentir e expressar gratidão pelos próprios talentosPasse mais tempo concentrando-se no lado bom e positivo da vida. Talvez você comece a enxergar mais coisas boas quando não estiver tão ocupado se comparando com os outros.

Mantenha um diário de gratidão. Essa é uma forma de se lembrar de tudo o que você tem, e vai ajudá-lo a prestar mais atenção nas coisas para as quais talvez você não tenha dado muito valor. Assim, você poderá valorizá-las daqui para frente. Pense em diversas recordações felizes, como coisas que você fez, lugares que visitou, amigos com os quais você passou o tempo juntos, qualquer coisa que o deixe o mais feliz possível. Concentre-se em ser grato por todas essas coisas.

Um diário de gratidão poderá aumentar suas chances de sucesso. No entanto, se você escrever apenas por escrever, sem nenhuma motivação real, ele poderá trabalhar contra seu progresso. Você deve se forçar a enxergar as coisas para as quais não deu o devido valor e sentir-se grato por elas. Tome a decisão de reconhecer o tamanho da sua gratidão e melhorar a própria vida. 
Escreva de forma meticulosa. Em vez de simplesmente criar uma lista semelhante a uma lista de compras, elabore uma explicação minuciosa de algumas coisas pelas quais você seja grato.
Escreva sobre surpresas ou situações inesperadas. Assim, você terá a oportunidade de saborear novamente os bons sentimentos que vivenciou. Você não precisa escrever diariamente. Pelo contrário, escrever duas vezes por semana pode ser mais benéfico do que fazê-lo todos os dias.

Seja gentil consigo mesmo. Sendo mais gentil e menos duro consigo mesmo, você se incentivará a ir além e a se esforçar mais.
Compreenda que está no controle da própria vida. Resistir ao impulso de se comparar com os outros é difícil, mas no final das contas, é você quem controla sua vida. Você é responsável pelas escolhas que guiarão sua vida em uma determinada direção e deve tomar as melhores decisões para si mesmo, e não para qualquer outra pessoa.
O que os outros têm ou fazem não importa, você é a única pessoa que importa em sua vida.

Eliminando ou substituindo os pensamentos comparativos
Compreenda o processo de transformação de comportamentos e pensamentos. Segundo o Modelo Transteórico de Mudança, nós passamos por algumas fases até adquirirmos consciência de uma determinada situação. Os indivíduos atravessam um processo que culmina na aceitação de novos comportamentos. Os estágios desse processo incluem:



Pré-contemplação: Nesta fase, o indivíduo ainda não está preparado para mudar. Muitas vezes, isso ocorre porque ele possui pouca ou nenhuma informação sobre o assunto em questão.
Contemplação: Neste estágio, o indivíduo considera realizar uma mudança. Ele começa a pesar os ângulos positivos da mudança, mesmo estando ciente dos lados negativos.
Preparação: Aqui, ele já tomou a decisão de mudar e já começou a fazer planos para colocar a mudança em prática.
Ação: Durante esta fase, ele realiza esforços para mudar o próprio comportamento, como a redução ou o aumento de determinadas atividades.
Manutenção: Este estágio envolve a manutenção de um nível de atividade para garantir que o comportamento em questão permaneça alterado.
Término: Nesta fase, o comportamento foi alterado de tal forma que o indivíduo já não sofre com recaídas, mesmo sob os efeitos do estresse, depressão, ansiedade ou de outros estados emocionais.

Entenda que idealizar alguém não é uma atitude realista. Nós nos concentramos apenas em determinados aspectos da pessoa idealizada, transformando-a em uma fantasia grandiosa criada por nossa mente. Nós olhamos apenas para as características que idealizamos e rejeitamos aquelas que não consideramos atraentes.

Substitua os pensamentos negativos pelos positivos. Quando nos comparamos com os demais, podemos acabar nos enxergando de forma negativa. Caso cultive ideias negativas sobre si mesmo, comece a transformá-las em pensamentos sobre coisas que admire em você.
Por exemplo, em vez de invejar os talentos de uma pessoa que sabe escrever muito bem, pense nos seus próprios talentos. Diga a si mesmo: "Talvez eu não seja o melhor escritor do mundo, mas sei desenhar muito bem. Além disso, posso trabalhar para aperfeiçoar minha escrita se quiser atingir esse objetivo, em vez de invejar o talento alheio".

Alcançando seus objetivos
Defina seus objetivos. Alcançar suas metas vai ajudá-lo a estabelecer a próprias vida e as próprias experiências, independentemente das expectativas alheias. Comece definindo um objetivo.
Caso queira correr uma maratona, defina isso como meta. Você poderá avaliar seu estado inicial (por exemplo, adquirir uma noção da distância que consegue percorrer antes de começar qualquer tipo de treinamento).



Acompanhe seu progresso. Após definir uma meta pessoal, acompanhe seu progresso para poder ter uma ideia do quanto está avançando em direção ao objetivo. Isso vai ajudá-lo a se concentrar em si mesmo e não nos demais.
Siga o próprio ritmo. Quando estiver monitorando seu progresso, leve sua situação única em conta. Por exemplo, se você estiver levando mais tempo para conseguir um diploma de pós-graduação do que alguns dos seus amigos, talvez deva pensar em como você também trabalha em tempo integral, cria uma família ou está cuidando dos seus pais idosos. Todos enfrentamos situações únicas que facilitam ou restringem nosso progresso, portanto, pense nas suas circunstâncias conforme acompanha a própria evolução.

Exemplo: Você pode monitorar o quanto melhora a cada semana se estiver treinando para uma maratona. Todas as semanas, aumente um pouco a distância percorrida, até atingir a marca de 40 quilômetros. Além disso, a velocidade aumentará juntamente com a distância. Crie gráficos do próprio progresso para ver o quanto já alcançou e até onde precisa ir.
Empenhe-se em melhorar as próprias habilidades. Participe de cursos, workshops e aulas para aprimorar suas técnicas e habilidades, caso existam algumas áreas em que você gostaria de se aperfeiçoar. Isso aumentará sua autoconfiança e vai ajudá-lo a saber seu valor e encontrar seu lugar no mundo. É importante reconhecer que o perfeccionismo é uma mentalidade improdutiva na qual uma pessoa mantém um ideal irrealista como padrão de sucesso. Aceite que as circunstâncias de cada um são inteiramente únicas e que você pode aperfeiçoar as próprias habilidades para ser feliz.

Seja seu próprio competidor. Muitos atletas e atores de alto escalão afirmam competir contra si mesmos, porque estão constantemente tentando bater o próprio recorde pessoal. Essa é uma boa forma de elevar a autoestima, já que você atingirá metas cada vez mais altas. Quando um atleta quer ser o melhor em seu esporte, ele é encorajado a definir metas pessoais e a esforçar-se para correr mais rápido e aperfeiçoar as próprias habilidades.
Julgue-se baseando-se nos próprios padrões. Quando você aprender a avaliar a si mesmo através dos próprios padrões, deixará de se comparar com os outros. Essa prática acaba com o sentimento de competição porque as expectativas das outras pessoas não são as mesmas que as suas. Você estará no controle dos resultados se reconhecer a própria capacidade de construir a vida que deseja para si mesmo. Julgue a si mesmo utilizando os seus padrões, e não os de qualquer outra pessoa.

Admire os outros, em vez de invejá-los. Pense nas vantagens que as outras pessoas têm a lhe oferecer. Caso você tenha amigos extremamente bem-sucedidos, considere como os círculos sociais deles estão cheios de pessoas que poderão ajudá-lo a ter mais sucesso na vida. Em vez de invejar o sucesso dos demais, use-o em seu benefício.
Por exemplo, talvez você costume olhar para as fotos de atletas e admirar a forma física deles. Em vez de se sentir inferior e com inveja, use essas imagens como fonte de motivação para realizar mudanças em sua vida. Você poderia decidir adotar novos hábitos alimentares e praticar mais atividades físicas. Dessa forma, estaria usando as fotografias de forma produtiva.


Assuma riscos ocasionais. Quando aprender a julgar a si mesmo baseando-se nos próprios padrões, você se sentirá mais livre para começar a assumir riscos pequenos e graduais, que permitirão que você cresça ainda mais como ser humano. Muitas vezes, o medo de assumir riscos nos impede de fazer o nosso melhor. Nós nos tornamos reféns do medo e não conseguimos ir além das expectativas alheias.
Comece dando pequenos passos, isso vai ajudá-lo a desenvolver autoconfiança nas próprias habilidades.
Construa uma rede de apoio. Quando nos cercamos de pessoas que nos apoiam, adquirimos uma melhor percepção sobre nós mesmos.

Seja seu próprio treinador
O bom treino vem em várias formas: existem treinadores que gritam e humilham seus jogadores, e existem aqueles que insistem em perfeição, exigindo que os atletas corram mais rápido, saltem mais alto ou nadem mais voltas, mas sempre fornecendo amor e apoio ao mesmo tempo. O treinador que ensina com amor ajudará a criar um ser humano mais equilibrado no geral. Pense em você como seu próprio treinador e guie-se na direção da excelência. Sinta amor e admiração pelos próprios esforços, assim você conseguirá atingir as metas que definiu para si mesmo, elevando sua autoestima em vez de destruí-la.


Usando a mídia com responsabilidade
Exponha-se menos à mídia e às redes sociais. Caso as representações idealistas dos meios de comunicação afetem sua autoestima de forma negativa, diminuir a exposição aos meios de comunicação e redes sociais poderá ser uma boa ideia. Limite o tempo que passa nas redes sociais, ou elimine-o por completo. Exclua ou desative seus perfis em redes sociais.
Caso não queira desativar ou apagar sua conta no Facebook, Twitter ou Instagram, limite o tempo que você passa todos os dias, ou todas as semanas, verificando seus perfis. Por exemplo, atenha-se a 10 minutos por dia ou 30 minutos por semana, mas tome cuidado, porque até mesmo quantidades mínimas de exposição podem ser responsáveis pelo pensamento comparativo negativo.

Evite meios de comunicação que apresentem imagens idealizadas. Fique longe de revistas de moda, "reality shows", determinados filmes e músicas, etc. Caso você sempre esteja se comparando com um certo modelo ou atleta, evite revistas, programas de televisão ou jogos em que ele apareça.
Estudos demonstram que até mesmo uma exposição temporária aos meios de comunicação que retratem imagens idealizadas pode causar um impacto negativo sobre nossa autoestima e autoimagem. Isso pode até mesmo levá-lo a remoer pensamentos negativos e a apresentar Sintomas de Depressão.

Comece a pensar de forma realista. As imagens idealizadas dos meios de comunicação nem sempre podem ser evitadas, portanto, tome cuidado se estiver se comparando com elas. Pense na realidade das pessoas ou das coisas aparentemente perfeitas.
Por exemplo, caso inveje o relacionamento perfeito que um amigo tem com a esposa, lembre-se de como ele teve dificuldades para encontrá-la e de todos os desafios que ele pode ter enfrentado no passado. Dessa forma, a empatia assumirá o lugar da invejaQuando vir alguém com o corpo, carro, ou a vida que você tanto deseja, tente pensar nas atitudes que pode tomar para chegar mais perto dessas metas e anote essas medidas em um papel.

Use as redes sociais positivamente, de forma que enriqueçam sua vida. Siga páginas educativas, informativas ou inspiradoras. Caso você queira ser bem-sucedido profissionalmente, siga páginas de empreendedores. Caso deseje alcançar uma melhor condição física, siga páginas de boa forma e de dietas saudáveis. Se quiser melhorar a mente e a personalidade, tente seguir páginas relacionadas ao cérebro e à psicologia.

Dicas
Não tenha medo de se colocar em primeiro lugar, cuide de si mesmo. Se você estiver sempre tentando agradar aos outros, leia Como parar de ser submisso e Como superar a síndrome de mártir.
Comparar-se aos outros é um mau hábito muito comum e pode levar algum tempo até que você consiga mudar. Não desista.

Avisos
Também não permita que outras pessoas o comparem com os demais.
Evite ficar muito estressado ou ansioso, tais sentimentos podem afetar negativamente nossa autoestima.

Fontes e Citações
Vogel, E., Rose, J., Roberts, L., & Eckles, K. (2014). Social comparison, social media, and self-esteem. Psychology of Popular Media Culture, 3(4), 206-222.
Vogel, E., Rose, J., Roberts, L., & Eckles, K. (2014). Social comparison, social media, and self-esteem. Psychology of Popular Media Culture, 3(4), 206-222.



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