Fala-se de depressão anaclítica
quando um estado depressivo se inicia nos primeiros meses de vida. Ocorre em bebes
entre os 6 a 18 meses de vida e deve-se a uma separação prolongada da mãe. Esta
separação pode ter consequências irreversíveis na criança se não houver
reencontros com a mãe após 3/4 meses de separação.
Foi inicialmente estudado por
René Spitz. Pode ocorrer, posteriormente, na infância, na adolescência ou na
idade adulta, simplesmente pela existência de uma dependência emocional. Assim, quando
os apoios são retirados surge a depressão, cria-se o que se chama um caráter "oral", o que
significa que as suas necessidades infantis de ser carregado, aceito, de ter
experiências de contacto corporal e
calor não foram satisfeitas. Este colapso, às vezes, é tido como um retorno
a um estado infantil, uma regressão e, com o tempo, muitas pessoas recuperam
espontaneamente por terem a possibilidade de vivenciarem as experiências
suprimidas.
Alguns
psicanalistas afirmam que todos os depressivos têm necessidades orais
insatisfeitas.
É o mesmo que dizer que estes sujeitos
foram privados do amor da mãe ou da satisfação de um amor seguro e incondicional. Na pessoa adulta estas necessidades
manifestam-se na inabilidade em ficar
sozinho, no medo da separação,
uma vulnerabilidade à separação e
numa atitude dependente.
O problema é que estas
necessidades orais da infância não podem ser saciadas na vida adulta, pois nenhuma quantidade do que chamaríamos de
substituição maternal pode dar à pessoa a segurança que ela não teve na
infância. O adulto deve procurar
esta segurança dentro de si. Este vazio
deixado por uma educação maternal ou paternal negligente não poderá ser preenchido na fase adulta pela busca incessante de atenção, admiração, mas somente através do autoconhecimento, da busca pelo amor ou pela dedicação a um objetivo de vida.
René
Spitz
Psicanalista
austríaco, nascido em 1887 e falecido em 1974, formou-se em Medicina tendo-se
especializado em psicologia infantil. Vai para os Estados Unidos da América
onde ensina Psicologia de orientação psicanalítica em Nova Iorque e depois
Psiquiatria na Universidade do Colorado. Desenvolve estudos experimentais sobre
as trocas emocionais entre a criança e a mãe. Considera que o sorriso, que
ocorre entre as seis e as doze semanas, é a primeira manifestação intencional
desenvolvida na comunicação mãe/bebé. Estudou o efeito que a ausência de uma
relação materna pode provocar nas crianças. Analisou esta situação em crianças
órfãs ou abandonadas, criadas em asilos e orfanatos, tendo designado por
"hospitalismo" a depressão resultante desta situação de abandono. Para
além das obras escritas, das quais se pode destacar Le Non et le Oui, Spitz
produziu cerca de cinquenta filmes documentando as suas pesquisas.
René
Spitz. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult.
2013-10-29].
"O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu carácter." (Sócrates)
"Assim como gosto do jovem
que tem dentro de si algo do velho, gosto do velho que tem dentro de si algo do
jovem: quem segue essa norma poderá ser velho no corpo, mas na alma não o será
jamais." (Marcus Cícero)
“A melhor maneira de prevenir que uma adolescente fique grávida e de que um adolescente seja pai, é o diálogo entre os pais, professores e os jovens. Afinal, quanto maior o conhecimento do assunto, maior são as chances de os jovens se cuidarem e se prevenirem. Usando sempre camisinha e se possível a pílula anticoncepcional.”
Segundo
a Organização Mundial da Saúde, 22% dos adolescentes fazem sexo pela primeira
vez aos 15 anos de idade. É nesta
fase importante de autoconhecimento e incertezas que a falta de informação pode
gerar uma gravidez inesperada ou mesmo a contaminação por doenças sexualmente
transmissíveis.
Número
de adolescentes grávidas no Brasil caiu
para 22,4% nos últimos anos.
A
boa notícia é que com o aumento de ações
dentro das escolas, orientação sobre métodos contraceptivos e distribuição de
camisinhas em postos de saúde, há mais acesso a recursos para um sexo seguro. Por este motivo, o número
de adolescentes grávidas no Brasil tem diminuído.
Entre
2005 a 2009, o número de partos
realizados entre jovens de 10 a 19
anos caiu 22,4%, comparado à década anterior, segundo o Ministério da Saúde. Ainda
assim, muitas meninas continuam se descuidando. Segundo a médica Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das
Clínicas de São Paulo e professora da Faculdade de Medicina da USP, a
gravidez na adolescência, embora inoportuna, nem sempre é indesejada.
O
desejo de conquistar uma vida melhor, de ter atenção e afeto e de começar a
estruturar uma vida autônoma, muitas vezes, levam as meninas a,
inconscientemente, a esperar que uma gravidez resolva isso.
Para
a médica, Dra. Carmita Abdo , mais que educação sexual, as crianças precisam de uma educação para a vida.
“Antes da puberdade, elas precisam
aprender que podem realizar seus sonhos por meio dos estudos, do trabalho e da
construção de um longo projeto de vida”, diz. E que o namoro, por melhor
que seja aos 15 anos, não deve atrapalhar esse projeto.
Essa
decisão envolve a contracepção desde a
primeira relação sexual. Além do uso
de camisinha, masculina ou feminina, as meninas também podem optar por uma
segunda proteção para aumentar a segurança. Pílulas anticoncepcionais e injeção mensal de hormônio podem ser usadas
desde a primeira menstruação. A minipílula,
a injeção trimestral e o DIU também podem ser utilizados por mulheres de
todas as idades, inclusive pelas adolescentes.
Existem
também outros
métodosque não envolvem ingestão
de nenhum medicamento, mas exigem que a adolescente tenha muita disciplina e
planejamento. São eles: a
tabelinha (controle dos dias férteis pelo calendário), e o controle do muco cervical
(identificação do período fértil analisado pelas características do fluido) e da temperatura basal (análise da temperatura corporal antes e depois
da menstruação).
Se
mesmo com toda essa informação uma gravidez acontecer, o suporte do companheiro e da família é fundamental. O atendimento médico completo da adolescente
grávida é garantido no SUS. É assegurado seu direito ao atendimento pré e pós-natal, parto e pós-partopara garantir a sua saúde e a do bebê.
Esse
assunto é muito polêmico e geralmente quem tem que abordar com os adolescentes
são os professores, pois, nem todos os
pais têm um diálogo aberto com seus filhos para tratar de assuntos como sexo,
gravidez, uso de métodos contraceptivos.
Os professores de Ciências acabam
sendo os professores mais indicados para o tratar do assunto e os mesmo tem
como fazer isso de várias maneiras, um exemplo seria um conversa após os alunos assistirem um vídeo sobre o assunto que
podemos encontrar do site Portal Dia a
Dia Educação, existem muitos jogos dinâmicos que abordam o assunto, uma
outra proposta seria os alunos produzirem um curta metragem que vai fazer com
que eles busquem um pouco mais a realidade de adolescentes grávidas.
Dr.Jairo Bauer aponta que a gravidez na adolescência é um problema de saúde pública. (assista o vídeo)
"Sente-se uma insatisfação,
sobretudo dos jovens, perante um mundo que já não oferece nada, só vende!"
(José Saramago)
Dica de filme: JUNO
Juno é um
filme sobre uma adolescente norte-americana que fica grávida aos 16 anos. Foi o
primeiro longa-metragem que vi sobre o tema, que tornou-se um problema comum
das sociedades norte-americana e brasileira.
Pôster do
filme Juno
A
personagem que dá o nome ao filme, estrelada por Ellen Page, é independente e
decidida. Logo que descobre estar grávida, pensa em usar os serviços de uma
clínica de aborto. Bleeker (Michael Cera), o pai da criança, aprova a idéia.
A história
é desenvolvida dinamicamente e surgem alguns personagens surpreendentes, como
uma mulher que sonha ser mãe. Entretanto, minha maior surpresa foi a reação do
pai da moça, interpretado por J. K. Simmons, que é muito inesperada. Acostumado
a vê-lo em papéis como o líder da gangue ariana de Oz e o chefe de polícia da
série Divisão Criminal (The Closer), foi difícil engolir a imagem dele como pai
moleirão.
Juno não é
uma obra-prima, mas é uma boa distração. Recomendo para pessoas interessadas em
conhecer posições diferentes sobre gravidez na adolescência, aborto e adoção.