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terça-feira, 18 de julho de 2017

Ponto G


Na literatura médica o ponto G existe sim e está localizado na parede interna no começo da vagina, sendo essa uma região de sensibilidade maior que as demais áreas. Adean Ostrzensk, ginecologista da cidade de São Petersburgo , diz provar que o ponto G existe. De acordo com a pesquisa, o ponto G é uma estrutura localizada na parede da frente da vagina, numa região entre a vagina e a uretra, que fica comprimida em uma espécie de casulo de 3,3 mm.

Em 1960, o ginecologista alemão Ernest Gräfenberg fez uma descoberta que gerou polêmica e dúvidas entre os estudiosos da sexualidade humana: a existência de uma estrutura à qual atribuía capacidade de induzir o orgasmo feminino.

Porém, com os avanços no estudo da sexualidade humana, descobriu-se que o clitóris pode ser mais sensível do que o ponto G.

Segundo o ginecologista Cesar Eduardo Fernando – SP, “O ponto G não é anatomicamente definido, habitualmente relacionado ao teto da vagina, que é uma zona erógena próxima ao clitóris. Por ser muito sensível, gera excitação e lubrificação”.

A existência ou a ausência do ponto G não é fundamental para que a mulher sinta prazer, e sim o conhecimento de seus próprios pontos sensíveis. Não existe uma receita, cada mulher precisa descobrir o que lhe dá mais prazer.

Apontar a existência do ponto G é estigmatizar a mulher, o que pode gerar mais ansiedade e cobranças, dificultando a descoberta de novas áreas sensíveis e de extrema excitação no corpo feminino.

O desejo e diversos outros fatores como fisiológico, psicológico e emocional determinam qual é a capacidade da mulher se entregar e vivenciar uma sexualidade mais excitante e prazerosa com seu(a) companheiro(a).

Na verdade o ponto G é uma questão polêmica entre os estudiosos da sexualidade humana, por acreditarem numa sexualidade mais global, onde o corpo como um todo possui várias áreas de intensa excitação sexual.

“Não se trata de uma imaginação como, algo inexistente. Ocorre que as sensações sexuais e eróticas passam por um processo mental, são registrados no cérebro e então passam a existir fisicamente. Além do ponto G, muitas partes do corpo são erógenas. Algumas delas, extravaginais que podem também conduzir ao orgasmo.” (Oswaldo Rodrigues – Psicólogo Diretor do Inpasex).

Segundo Sylvia Faria Marzano, urologista e terapeuta sexual, “a mulher tem dois pontos G; um em cada ouvido, que tudo depende de como a mulher é estimulada.”

Um fato é certo e que todos os estudiosos de um modo geral concordam: o corpo feminino possui muitas áreas erógenas sensíveis e necessitam ser mais exploradas. Essas regiões denominadas erógenas reagem ao toque com sensações de excitação, uma delas é o clitóris, órgão do prazer, mas outras áreas como o pescoço, as mamas, a pele do abdome, áreas de flexões como os joelhos e cotovelos, a região palmar ou plantar (palma da mão e planta do pé), as coxas e diversas outras.

A forma como é tocada e beijada também é muito determinante para a satisfação sexual da mulher, assim como, um toque sensível, afetuoso e ao mesmo tempo a segurança e o conhecimento sobre o corpo e os sentimentos da mulher, estimulam as sensações excitantes e prazerosas.

Cada mulher tem seus pontos especiais, um tipo de toque que lhe proporciona mais prazer.

O prazer da mulher também está ligado à autoestima e ao autoconhecimento.

Os cuidados com o corpo e estar bem consigo mesma são pontos primordiais para uma vida sexual satisfatória. Muitas mulheres apresentam problemas sexuais, como consequência de sua baixa autoestima e esses fatores necessitam ser resolvidos adequadamente para que possa viver mais intensamente o seu prazer.

Procurar a ajuda de um especialista é de fundamental importância para estas mulheres, como um psicólogo (terapeuta sexual), ginecologista e profissionais que trabalham com a estética corporal, caso sintam-se muito insatisfeitas com seu corpo.

O desconhecimento das áreas erógenas do corpo são as principais causas das dificuldades de excitação das mulheres que acompanho em meu consultório, além dos conflitos existenciais, que são reflexo de uma educação reprimida, relacionamentos sexuais não satisfatórios e em alguns casos traumatizantes, que as levam a reprimir e não explorar o corpo com alegria e entusiasmo na busca do prazer.

Toda mulher pode atingir o prazer desde que esteja com saúde física e psicológica. Não é um privilégio e sim, o autoconhecimento corporal de suas áreas erógenas, pois a mulher não necessita do outro(a) para atingir o prazer sexual.

O ponto G está, principalmente, na mente da mulher, como ela percebe o mundo, seu corpo e o prazer.



sábado, 25 de outubro de 2014

Mentes Perigosas - Psicopata, Personalidade Antissocial, Sociopata

Mentes Perigosas: o Psicopata mora ao lado - os Predadores Sociais
Embora a psicopatia (também chamada de sociopatia ou transtorno de personalidade antissocial) seja popularmente associada a pessoas violentas, com aparência insana - ou seja, facilmente identificáveis -, tal associação é comumente errônea, porque diferente do que as pessoas acreditam; psicopatas, em sua maioria, não são assassinos.

Mesmo que não demonstrem socialmente, a característica principal da psicopatia é um forte traço narcisista enraizado na personalidade. São indivíduos megalomaníacos , imprevisíveis, sem escrúpulos, excessivamente egoístas e egocêntricos.



Já teve um amigo(a) que pagou-lhe uma ajuda que você lhe deu com uma traição? Pessoas em quem confiava já lhe 'passaram a perna'? Já se surpreendeu com a maldade de pessoas que você acreditava serem tão 'boazinhas'? Não se surpreenda então. Você pode ter presenciado a ação de um psicopata. A maioria deles não chega a ser um assassino, mas podem causar grandes danos à sua vida!
Em primeiro lugar, saiba que de 100 pessoas que você tenha tido contato hoje, de 3 a 6 delas provavelmente apresentam traços de psicopatia, em maior ou menor grau. Talvez não a ponto de colocar sua vida em risco, mas certamente com potencial suficiente para lhe prejudicar e lhe causar grandes dores de cabeça.

São os denominados "Predadores Sociais": não sentem pena, dó, ou qualquer outro sentimento por suas 'vítimas'. Mas o pior de tudo não é isto: é o fato de que em geral possuem alto grau de inteligência social, conseguem disfarçar suas verdadeiras intenções e falta de valores morais e éticos, aproveitando-se da ajuda, do bom senso, da boa vontade da grande maioria das pessoas 'saudáveis' para atingir seus próprios interesses, e muitas vezes, para deleite próprio, para machucar, prejudicar, injustiçar qualquer pessoa que achem que mereça.

Vamos descrever as principais características de um psicopata:

Não possuem sentimento de culpa, remorso ou desapontamento. Não possuem qualquer sentimento de empatia! São excelentes atores, conseguem mentir descaradamente e quando descobertos, simplesmente mudam de assunto, sem sequer ficarem vermelhos de vergonha (pois não tem sentimentos)


São inquietos: não conseguem seguir com a rotina natural da vida, do trabalho, da faculdade, etc. Por isto uma análise detida de suas vidas em geral apresenta constantes mudanças e instabilidade. Não ficam muito tempo em um emprego ou cargo. Se ficam na mesma empresa, fazem de tudo para passar por cima de quem quer que seja para conquistar outros cargos mais altos. E quando conseguem, passam por cima de quem lhes ajudou. Afinal, são psicopatas!

Impulsividade: psicopata é aquela pessoa que para chegar em seu destino quer tirar todas as pedras do caminho sem pensar nas consequências. É claro que alguns tem maior e outros, menor grau de psicopatia. Mas em todos, se você analisar determinadas ações que eles tomam para atingir seus objetivos pessoais (ou melhor, desejos pessoais), verá que por diversas vezes há extrema desproporção entre os meios utilizados e os fins desejados.

Os fins sempre justificam seus meios! Para conseguirem o que querem, são capazes de qualquer coisa. Não se surpreenda. Até mesmo pedir desculpas, chorar, fingir que se importam. Farão de tudo para reconquistar uma confiança perdida, para novamente voltar a lhe machucar e, da próxima vez, com mais maldade ainda.

Não possuem tratamento. Sim, infelizmente a psicopatia não possui um tratamento: os psicopatas são capazes de mentir e fingir até mesmo para terapeutas, aconselhadores e 'melhores amigos', que na realidade não existem, é apenas por interesse. Não acredite que um bom conselho irá mudar sua atitude, POIS NÃO VAI! Provavelmente você se tornará outra vítima dele(a).

Ele(a) sabe onde dói! O psicopata busca as fragilidades das pessoas, e as conhecem como ninguém. Isto se dá por falta da empatia, ou seja, eles não sentem emocionalmente o que a maioria das pessoas normais sentem. Então passaram a vida toda analisando friamente o comportamento (e o farão sempre), para perceber onde pode se aproveitar de você. E quando ele(a) descobrir, você estará FRITO! Cairá como um(a) patinho(a), e será tarde demais.

São inteligentes, mas do lado do mal. falo mal porque considero 'bem' o 'bem comum', de todas as pessoas. E eles querem apenas o prazer próprio, e nada mais. Sua inteligência serve apenas para se beneficiarem. Se tiverem que prejudicar alguém, o farão!

Tentam se fazer de vítimas, e tornar suas vítimas culpadas por suas atitudes! sempre procuram inverter os papéis, e para tanto, tem um poder de articulação, de fala, de gesticulação, de expressão que em geral convence as pessoas. São capazes de bater e maltratar alguém apenas por prazer, e ainda tentar convencer que ela foi a culpada por apanhar.

Parece mentira? Pois não é. Preste maior atenção à sua volta, e encontrará, mesmo que sutilmente, este tipo de comportamento.

São sutis. Não imagine os psicopatas como loucos, raivosos, brutais... talvez alguns, mas a maioria não. São pessoas aparentemente educadas, bem vestidas, com ótima articulação das palavras... e exatamente por isto são predadores sociais: eles convencem! eles precisam convencer você para disfarçar as verdadeiras intenções. Precisam
aparecer bem na foto! e é o que a maioria deles faz. Posso até afirmar que algumas profissões (como o livro também afirma) atraem muito estes indivíduos, pelo poder de convencimento e status social que proporcionam. Mas não apenas isto: cargos elevados em empresas e cargos políticos também atraem estes indivíduos, tanto quanto determinados lugares, como casas noturnas, aeroportos, pontos turísticos, lugares onde podem aproveitar da fragilidade, vulnerabilidade (emocional, física, financeira, hierárquica) de suas vítimas, e imporem sua vontade.


Autocontrole deficiente. São os 'cabeça-quente', pavio-curto, gostam de se vingar, e principalmente de comer este prato frio, bem frio!

Não aceitam frustrações, não aceitam um ‘não’, não aceitam críticas, mesmo que construtivas. Respondem a elas com violência súbita, ameaças, desaforos. E após as explosões de agressividade (seja física ou, em geral, verbal), voltam ao normal como se nada tivesse ocorrido. 

Um psicopata de verdade nunca perde o real controle, apenas parecem perder. No fundo de seus olhos você verá que a raiva expressada, assim como o choro, não passa de mera simulação para atacar e conseguir o que quer. Se ele percebe que a melhor forma de atacar é fingir fragilidade, ele(a) irá chorar, se fazer de vítima. Se perceber que deve se impor, irá intimidar. Mas sempre saberá o que está fazendo, não esqueça, ele(a) tem total consciência do que está fazendo.
Falta de responsabilidade: não se preocupam com regras, obrigações, nem nada que não seja a si próprio(a). As pessoas são coisas para ele(a). Se para conquistar um cargo precise demonstrar responsabilidade, o fará até quando precisar, para impressionar e ganhar confiança. Mas na primeira oportunidade irá aprontar, e FEIO!

Problemas comportamentais precoces: possuem uma infância e adolescência problemática, em geral sem causas aparentes. É a criança problema, com pais que nunca souberam onde erraram.

Você irá me perguntar: o que causa a psicopatia?

Até hoje a ciência não descobriu exatamente, se são os fatores ambientais ou o aprendizado comportamental. Trabalha-se hoje com a hipótese que é a junção dos dois: que os indivíduos nascem com a predisposição de terem a psicopatia, e invariavelmente apresentarão traços deste tipo de comportamento. Mas só exercerão em maior ou menor grau tal falha dependendo da passividade de seus pais ou quem os criou frente aos erros de caráter que apresentar durante a formação de sua personalidade.

Cientistas já perceberam que lesões em determinadas regiões do cérebro são capazes de alterar o comportamento tal qual a psicopatia, mas estas pesquisas não permitem conclusões definitivas. Análises comportamentais comprovam que potenciais psicopatas tem reduzido sua 'agressividade social' quando o nível de tolerância ao seu comportamento aumenta. É como se o psicopata, ao longo da vida, fosse 'testando' a sociedade, a começar por seus pais ou quem o criou. E a cada passo mais além das regras que ele dá, mais se sente confiante para avançar ainda mais sobre o direito e espaço dos outros. Mas punições não fazem-no sentir culpa e mudar o comportamento, como já dissemos: simplesmente ele estaciona onde parou. 

Portanto, o melhor remédio para evitarmos 'criarmos' estes "monstros sociais" é uma intensa vigilância, tolerância zero à menor das infrações, desde a menor infância, quando percebermos algumas destas atitudes:




  • Mentiras frequentes (ás vezes o tempo todo)
  • Crueldade com animais, coleguinhas, irmãos, etc.
  • Condutas desafiadoras às figuras de autoridade (pais, professores, etc.)
  • Impulsividade e irresponsabilidade
  • Baixíssima tolerância à frustração (crianças extremamente birrentas e furiosas quando contrariadas)
  • Tendência a culpar os outros por erros cometidos por si mesma
  • Preocupação excessiva com seus próprios interesses (falta de empatia com os coleguinhas, ou com os familiares, irmãos, etc.)
  • Insensibilidade ou frieza emocional
  • Falta de sentimento de culpa, constrangimento ou vergonha quando pego mentindo ou em flagrante;
  • Dificuldades em manter amizades
  • Desobediência em ficar em casa ou voltar na hora determinada, quando ordenado pelos pais ou pessoas mais velhas
  • Faltas sem justificativas na escola (ou no trabalho, quando mais velhos)
  • Vandalismo, destruição de bens públicos ou alheios
  • Fraude de documentos, roubos
  • Sexualidade exacerbada, até mesmo induzindo, forçando ou coagindo outras crianças
  • Precocidade no mundo das drogas e álcool

O que os pais podem fazer:


  • Procure conhecer bem seu filho(a). Mantenha contato com pessoas que estão nos ambientes onde ele está (pois em geral os pais não sabem como os filhos se comportam longe de seus olhos), para identificar os comportamentos acima descritos.
  • Busque ajuda profissional (psicólogo, psiquiatra).
  • Nunca permita que seu filho(a) controle a situação
  • Estabeleça objetivos mínimos para obter resultados positivos. 
  • Regras e limites, esta é a chave primordial para um mínimo (MÍNIMO MESMO!) De controle desde cedo, deste tipo de desvio comportamental. 
  • Uma criança com perfil psicopático apresenta talento extraordinário para distorcer as regras estabelecidas e virar o jogo a seu favor. Não ceda!

Como se proteger de um psicopata adulto?
 


  • Sempre desconfie de todas as pessoas, em especial quando sua intuição lhe prevenir. 
  • Não menospreze o poder destrutivo de um psicopata.
  • As aparências enganam: não se guie pela aparência, pela educação inicial, pelo traquejo verbal... 
  • Psicopatas são excelentes atores. 
Em especial, fuja do 'Olhar do Psicopata': eles têm um poder tremendo de se impor pelo olhar

Quando desconfiar que está na presença de um, não o desafie, não participe de seu 'circo'... Ignore quando puder, e fuja de seu olhar. Não seja platéia para seu teatro, pois ele te puxará para o palco para ser sua próxima vítima.

Desconfie dos 'puxa-sacos': todo bajulador é um psicopata em potencial. Tentam impressionar suas vítimas com elogios, cuidados especiais, gentilezas excessivas e histórias falsas somente para parecerem ser a pessoa perfeita, ganhar confiança e conseguirem o que quer. Em geral querem colher informações suas, para usá-las contra você. Portanto, não aceite bajulações, e nunca, nunca mesmo, se exponha para este tipo de pessoa. Sua vida particular deve ser guardada a sete chaves, é sua intimidade e não é do interesse deste tipo de 'doente'. Você estará se preservando de grandes problemas se agir assim.

Conheça seus pontos fracos, pois se não estiver consciente deles, o psicopata saberá aproveitá-los. Se você sabe onde ficam suas feridas, poderá proteger-se melhor destes doentes mentais. Autoconhecimento nem sempre é fácil de atingir sozinho, por isto, se puder, procure um psicólogo ou terapeuta para auxiliá-lo nesta tarefa. Todos nós precisamos nos conhecer melhor, independente de termos um maior ou menor desvio comportamental ou psicológico.

Não entre nunca no jogo de intrigas: psicopatas adoram criar intrigas, em especial em ambientes de trabalho. Não caia no "fulano disse isto de você"... E outras coisas do gênero. Todos conhecemos histórias de pessoas capazes do velho “tapinha no ombro e facada nas costas...". Você só não tinha parado para pensar que elas poderiam ser psicopatas, não é? Pois vendo por este ângulo, talvez você tenha mais cuidado ainda ao ter qualquer contato (pessoal ou profissional) com este tipo de doente mental.

Não entre no jogo da pena e da culpa: psicopatas sempre tentarão inverter a própria culpa e jogá-la em você ou outra pessoa, dizendo que agiram como agiram pois não tinham escolha. Eu mesmo estou cansado de ouvir esta frase: eu não tive escolha... Pois sempre temos escolha. SEMPRE!!! Não esqueça disto. 

Mas não adianta discutir com um psicopata. NÃO DISCUTA com ele. Não adianta. O que você não deve fazer é entrar no seu jogo: não tire da cabeça que ele(a) sabia e sempre soube o que estava fazendo. Não se convença com lágrimas de crocodilo, ou raivas súbitas. Eles estão bem conscientes e frios do que estão fazendo.

Não tente mudar o que não pode ser mudado: psicopatia é uma doença que não tem cura. Não descobrimos ainda como alterar este desvio comportamental. e o pior: nossa sociedade não criminaliza os psicopatas (à menos que eles matem alguém ou cometam um crime ou contravenção). Então, não se assuste, mas você invariavelmente verá psicopatas nas ruas, no trabalho, no ônibus, no metrô... 

Não temos regras ainda para tratar ou separar estas pessoas do convívio social. E elas se aproveitam e continuarão se aproveitando disto, fazendo as pessoas comuns e boas de idiotas e vítimas. Não acredite que você poderá mudá-las. Não há esta chance. Você só estará se expondo como nova vítima destes doentes. A melhor forma de se proteger é seguir o próximo conselho:



Evite-as a qualquer preço! Se você identifica alguma pessoa com os traços acima, mantenha-as longe de você e de sua família. Eles vivem fora das regras sociais e são ótimos atores, sabem encenar e jogar culpa nos outros. Se não se mantiver longe, o risco de sobrar nas suas costas será imenso! Poderá prejudicar toda uma vida de trabalho duro e suor por conta da ganância, falta de moral e ética de um doente mental psicopata. E infelizmente temos muitos hoje, soltos por aí.


Nunca, nunca mesmo, seja cúmplice de um psicopata: o melhor remédio para isto é agir dentro da lei e das regras. Não aceite os bordões: "não conte isto a ninguém", "você me deve uma", "em nome dos velhos tempos", "limpe minha barra que amanhã eu limpo a sua", "uma mão lava a outra"... Quando não são palavras ditas por criminosos convictos, são ditas por psicopatas. Não é apenas uma questão de falta de moral e criminalidade, é uma doença!!! 

Siga as regras, siga as leis, e não aceite qualquer desvio delas! Não é apenas moralismo barato. É preservar a si próprio, da má intenção de pessoas que não se importarão em ver sua vida ser destruída, enquanto se deliciam assistindo o seu declínio... 
Por Adilson Cabral

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Psiquiatra, Psicólogo, Psicanalista e Psicoterapeuta - Qual a diferença?


Frequentemente, há dúvida sobre as diferenças entre psicólogo, psiquiatra, psicanalistapsicoterapeuta. Embora, estes profissionais possam trabalhar em campos ligados à saúde mental e compartilhem da missão de atender pessoas que anseiam por mudanças em relação ao que fazem, ao que sentem e ao que pensam, diferenças importantes podem ser identificadas. Tais diferenças concentram-se na formação do profissional, no modo de compreender o complexo fenômeno do comportamento humano e, conseqüentemente, nos métodos de intervenção.


O psiquiatra é um profissional com formação em Medicina e com especialização em Psiquiatria. Após a faculdade, então, faz residência em instituições de saúde mental, clínicas e hospitais psiquiátricos. Os conhecimentos desta área e especialidade médica concentram-se nos comportamentos que fogem à "normalidade". Desta forma, o médico psiquiatra está preparado para lidar com os mais variados transtornos mentais (depressão, psicoses, etc). Ele faz uso do sistema de diagnóstico baseado em manuais como CID10 - Código Internacional de Doenças e DSM-IV - Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais. E a principal forma de intervenção utilizada por este profissional é a prescrição de medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos e outros psicofármacos.

O psicólogo é um profissional que concluiu a graduação em Psicologia, podendo atuar na área clínica, organizacional, educacional, esportiva, hospitalar entre outras. Pode, ainda, atuar com pesquisa em universidades, contribuindo assim para descobertas sobre as variáveis relacionadas ao comportamento humano, normal ou desviante, nos mais variados contextos. Para atuar na área clínica, o psicólogo geralmente complementa a sua formação com cursos (especialização, pós-graduação stricto sensu e lato sensu); ele utiliza a psicoterapia, um conjunto de técnicas e meios para analisar e intervir nos problemas emocionais, comportamentais e/ou transtornos mentais. 


Na psicoterapia, o psicólogo, através da mediação verbal, conduz o seu cliente a um processo em que este se torna mais consciente das coisas que faz, pensa e sente no seu dia-a-dia e busca proporcionar e ele a aprendizagem de novos comportamentos para lidar com as suas dificuldades. O psicólogo que trabalha com psicologia clínica é também chamado de psicoterapêuta. Embora a psicoterapia derive de teorias psicológicas, o psiquiatra com treinamento adicional e outros profissionais têm, também, utilizado a psicoterapia e se identificado como psicoterapêutas.

Já o psicanalista é um profissional de nível superior, muitas vezes psicólogo ou médico, que faz, posteriormente, um curso numa instituição psicanalítica e submete-se à Psicanálise. Ele atende pessoas com demandas análogas àquelas apresentadas ao psicólogo e psiquiatra. Na Psicanálise, são utilizadas as teorias da personalidade e métodos de tratamento introduzidos por Sigmund Freud,  que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma
pessoa, baseada nas associações livres ou também conhecida como Livre Associação de idéias (A livre associação foi um método utilizado por Freud, em substituição à hipnose, que consistia em deitar o paciente no divã e encorajá-lo a dizer o que viesse à sua mente, sendo também este convidado a relatar seus sonhos. Freud analisava todo o material que aparecesse, e buscava entendê-los e encontrar os desejos, temores, conflitos, pensamentos e lembranças que pudessem se encontrar, que estivessem além do conhecimento consciente do paciente), e na transferência.


Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior. Pesquisas citadas nas publicações da OMS - Organização Mundial de Saúde e NIMH - National Institute of Mental Health (Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA) têm apontado a combinação de psicofármacos e psicoterapia (tratamento psicológico) como uma das formas em que as pessoas mais se beneficiam quando carecem de intervenção para algum transtorno mental. Assim, quando se busca o psiquiatra e ele faz o encaminhamento para o psicólogo clínico, após a prescrição de um medicamento, resultados mais rápidos podem ser obtidos. O mesmo pode acontecer quando o psicólogo identificando um contexto/ momento crítico pelo qual seu cliente está passando (p. ex. transtorno de estresse pós-traumático após um acidente automobilístico) pode encaminhar seu cliente para o psiquiatra no intuito de que ansiolíticos, antidepressivo ou outros medicamentos possam ser prescritos.
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