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sexta-feira, 10 de junho de 2016

REMÉDIOS E TERAPIA

Veja o que pode ocorrer quando você só toma remédios e não faz terapia


Medicamentos são usados para estados de ansiedade, agitação, stress, insônia, TPM, Epilepsia, irritabilidade, somatizações, úlceras, gastrites, colites, doenças do coração, como potencializadores de anestésicos e de analgésicos, Síndrome do Pânico, Depressão, etc.

Você já deve ter notado que quase todos acabam com "zepam". Isso é porque quase todos são derivados do Valium (Diazepam). Este é o grupo dos Benzodiazepínicos (BZD). O fato de serem derivados da mesma substância porém, não quer dizer que todos tenham o mesmo efeito.


Que uma pessoa tome um tranquilizante e durma bem à noite de modo que tenha energia e paz de espírito para administrar tantos problemas ou que passe noites em claro pensando nos problemas, perca a concentração, passe o dia irritada, ou ainda que tenha uma úlcera ou um infarto ? Pense primeiro em resolver seu conflito e não mascarar com medicação.



Se uma pessoa abusar um Tranquilizante, ela terá o efeito oposto ao desejado:


Dependência física e psíquica
Tolerância
Desinteresse sexual
Depressão
Má qualidade do sono
Cansaço e falta de energia durante o dia
Déficit de memória recente e concentração




Exemplos de medicamentos (nome comercial e nome químico em ordem alfabética)
Nome Comercial
Nome Químico
Apraz, Frontal
Alprazolam
Lexotan, Brozepax,Somalium
Bromazepan
Frisium
Clobazam
Rivotril
Clonazepam
Psicosedin, Librium
Clordiazepóxido
Olcadil
Cloxazolam
Valium, Diazepam, Dienpax
Diazepam
Dalmadorm
Flurazepam
Rohypnol, Rohydorm
Funitrazepam
Lorax
Lorazepam
Dormonid
Midazolam
Imovane, Neurolil
Zopiclone
Lioram, Stilnox, Noctiden
Zolpidem

Abstinência de Antidepressivos:

Alguns Antidepressivos principalmente Efexor (Venlafaxina, Venlift OD, Venlaxin), Aropax (Paroxetina, Paxil CR, Cebrilin, Pondera), Cipramil (Citalopram, Denyl), Lexapro (Escitalopram), Cymbalta (Duloxetina), Anafranil (Clomipramina), Luvox (Fluvoxamina) etc., não devem ser suspensos de uma vez porque algumas pessoas podem sentir alguns dos seguintes sintomas de descontinuação ou sintomas de abstinência (o que não quer dizer dependência):

Leves dores pelo corpo.
Sensação de estarem meio aéreas, mareadas, enjoadas.
Sensação de alguns formigamentos pelo corpo.
Sensação de "choquinhos" pelo corpo.
Sensação de o cérebro balançar na cabeça

Esses sintomas, se ocorrerem, costumam passar sem tratamento entre o 3* e o 10* dia. Não costumam atrapalhar as atividades diárias da pessoa, mas algumas pessoas tem uma abstinência bem forte. O que se recomenda é diminuir a dose do antidepressivo aos poucos. Caso vc sinta abstinência pergunte ao teu médico se você pode tomar Dramin B6.

De Tranquilizantes ou Calmantes ou Benzodiazepínicos:

Esses medicamentos não devem ser suspensos de uma vez. A suspensão abrupta, dependendo da dose pode provocar:

Ansiedade
Tremores
Confusão mental
Ataques epilépticos (muito raro)

Dependência:

Antidepressivos e Neurolépticos nunca criam dependência?

Tranquilizantes podem criar dependência, depois de uso muito prolongado.

Se criar dependência, precisa fazer um programa de diminuição gradual da dose. Por maior que seja a dependência química, querendo parar, em poucas semanas isso é possível. Fale com seu psiquiatra que ele faz uma programação de retirada gradual sem dificuldade.

O uso contínuo de Tranquilizantes Benzodiazepínicos pode provocar uma diminuição passageira da memória.

 Tolerância:

Significa precisar de doses cada vez mais altas para se ter o mesmo efeito terapêutico, pode ocorrer com os Tranquilizantes e Hipnóticos a longo prazo.

Os Antidepressivos podem provocar tolerância, mas é raro. Isso ocorre mais em pessoas que melhoram, param de tomar o remédio antes da hora, têm recaída, tomam de novo, param de novo e assim por diante.

Antidepressivos são como os antibióticos: precisa tomar dose certa pelo tempo certo.

Perda de efeito:

Isso pode acontecer com qualquer remédio em qualquer especialidade da Medicina e é imprevisível. Felizmente a variedade de medicamentos hoje em dia é grande e sempre temos outras opções de tratamentos.
O uso contínuo de Tranquilizantes Benzodiazepínicos pode provocar uma diminuição passageira da memória.

Ganho ou perda de peso:

Alguns medicamentos podem aumentar o apetite para doces e carboidratos. Exemplo Remeron (Mirtazapina, Menelat), Tryptanol (Amytril, Amitriptilina), Tolvon (Mianserina), Zyprexa (Ziprazidona), Orap, Tegretol (Carbamazepina), Trileptal (Oxcarbamazepina, Oleptal), Depakote (Ácido Valpróico, Depakene), Tofranil (Imipramina), Anafranil (Clomipramina).

Alguns outros podem provocar aumento de peso depois de muitos meses de uso, por exemplo Paroxetina (Cebrilin, Aropax, Paxil CR, Aotin, Benepax), Ácido Valpróico (Depakene, Depakote), etc.

Com Efexor (Venlafaxina, Venlaxin, Venlift) e Cymbalta o ganho de peso não é frequente.
Lexapro, Exodus, Escitalopram, Cipramil, Citta, Maxapan, Citalopram, Zoloft, Tolrest, Sertralina não costumam provocar aumento de peso.

Os Ansiolíticos e Hipnóticos Benzodiazepínicos (Rivotril, Clonazepam, Valium, Diazepam, Lexotan, Somalium, Bromazepam, Lorax, Lorazepam, Olcadil, Noctal, Frontal, Apraz, Alprazolam, Dalmadorm, Dormonid, Rohypnol, Midazolam, Flurazepam, Flunitrazepam, etc.) não provocam ganho de peso.

Alguns medicamentos, se usados corretamente, podem fazer o paciente emagrecer, por exemplo Fluoxetina (Prozac, Verotina, Eufor, Daforin), Topiramato (Topamax, Amato), Bupropiona (Wellbutrin SR 150, Zetron, Zyban, Bup).

Quando o paciente é disciplinado, come menos carboidratos e mantém um programa constante de atividades física, não precisa ganhar peso.

Para quem precisa desses remédios muito tempo, a ajuda de uma Nutricionista ou Médica Nutróloga pode ser fundamental.

Também precisamos considerar: os pais do paciente são obesos? Existe tendência familiar de ganho de peso? Existem problemas hormonais paralelos à medicação?
Como o apetite do paciente reage a situações de ansiedade ou depressão? Comendo mais ou menos?

Lítio: pode provocar ganho de peso por retenção de líquidos, não por aumento de gordura. Tomar mais água e fazer exercícios em geral resolve.

Impregnação ou efeitos Extrapiramidais:

Podem ocorrer (nem sempre) com Neurolépticos (Haldol, Haloperidol, Risperdal, Risperidona, Respidon, Zargus, Geodon, Ziprazidona, Stelazine, Trifluoperazina, Melleril, Tioridazina, Orap, Pimozide, Semap, Penfluridol, Zyprexa, Olanzapina, Abilify, Aripiprazol, Neuleptil, Periciazina, etc.:

Tremor de repouso.
Muita salivação.
Pele gordurosa.
Rigidez muscular.
Torção muscular.
Vontade de andar.
Pernas Intranquilas.
Rosto meio parado, repuxado, como uma estátua.
Em casos muito fortes de impregnação, a pessoa parece um robô.

Esses colaterais passam em minutos com Akineton e quase nunca se precisa trocar o Neuroléptico por causa deles.

Piora inicial:

Pacientes que sofrem de Transtornos de Ansiedade (inclusive Síndrome do Pânico, Ataques de Pânico, Transtorno de Ansiedade Generalizada) podem ter piora dos sintomas de ansiedade no início do tratamento com antidepressivos Serotoninérgicos.

Os pacientes depressivos não costumam ter piora inicial.

Essa piora inicial é como se fosse um Ataque de Pânico dos fortes!

Essa piora inicial pode ser completamente evitada, para isso, pacientes com Transtornos de Ansiedade ou Pânico costumam tomar um Ansiolítico nos primeiros dias de tratamento com Antidepressivo.

Mas se já começou, fique tranquilo que passa dentro de alguns dias.

Solavancos musculares:

Alguns remédios podem provocar solavancos musculares, principalmente Clomipramina (Anafranil, Clo) e Paroxetina (Aropax, Paxil CR, Cebrilin, Benepax, Roxetin, Pondera), mas podem acontecer também com outros antidepressivos (principalmente) Serotoninérgicos. É mais frequentemente à noite. É um efeito colateral que não faz mal, mas incomoda então os pacientes preferem trocar de medicamento quando ele acontece. Podem passar com o tempo e/ou com a diminuição da dose do antidepressivo.

Sonhos vívidos demais:

Alguns antidepressivos, principalmente os Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (Fluoxetina, Fluvoxamina, Paroxetina, Citalopram, Escitalopram, Sertralina), podem dar a sensação que a pessoa está sonhando muito mais que o normal. Geralmente basta mudar o horário de tomar o remédio (se está tomando de manhã tomar à noite ou vice versa).

Galactorréia (produção anormal de leite):

É raro, mas alguns medicamentos podem produzir Galactorréia, ou seja, produção anormal de leite, inclusive (mais raramente) em homens. Mais comuns: Sulpiride (Sulpan, Equilid) e Risperidona (Risperdal, Risperdal Consta, Respidon), Tioridazina (Melleril). Geralmente em doses altas e por muito tempo. Mas Benzodiazepínicos e outros neurolépticos também podem, embora com frequência muitíssimo menor (mesmo ! Não crie preocupações desnecessárias em sua cabeça). Esse é um dos motivos que em tratamentos de longo prazo se pede dosagem de Prolactina.


Medicamentos Psiquiátricos e Anticoncepcional

As fontes mais indicadas para consultar com essa questão são seu Ginecologista, seu Psiquiatra ou Neurologista e o Serviço de Atendimento ao Consumidor do Laboratório fabricante de seu remédio.

De acordo com o Epocrates de 2011 (um programa americano bastante atualizado que informa sobre medicamentos, interações medicamentosas, efeitos colaterais e interações), e sem nenhuma garantia, não existe perda de efeito de Anticoncepcionais Hormonais (Pílula, DIU Hormonal e Implante Hormonal) e:

Neurolépticos ou Antipsicóticos.
Tranquilizantes ou Calmantes ou Benzodiazepínicos.
Antidepressivos
Lítio.

Estabilizador de Humor Antiepiléptico Lamotrigina (Lamictal, Lamitor), Ácido Valpróico (Depakene, Depakote, Depakote ER, Torval), Gabapentina (Neurontin).

Mas recomenda-se o uso de outro método Anticoncepcional no caso de:

Carbamazepina (Tegretol)
Ox-Carbamazepina (Trileptal)
Topiramato (Topamax, Toptil, Amato)
Fenobarbital (Gardenal)
Nesse caso, converse com seu Ginecologista


Sudorese

Vários Antidepressivos podem aumentar a sudorese, pode ser de dia ou (mais frequente) à noite. Os Antidepressivos que mais aumentam a sudorese são os Tricíclicos (Tofranil e Anafranil) e os de Ação Dupla (Efexor, Venlift, Venlafaxina, Pristiq, Cymbalta). É mais comum a sudorese aumentar quando eles estão funcionando do que quando não estão funcionando. Se a sudorese incomodar o remédio pode ser trocado mas é comum se receitar Betabloqueadores para acabar com essa sudorese aumentada

Sonolência e horário de tomar o remédio

Os tratamentos psiquiátricos costumam ser longos, portanto, os medicamentos não podem provocar sonolência. A não ser é claro, que se tome um medicamento específico para dar sono, nos casos de insônia. Mas não queremos que Antidepressivos nem Neurolépticos provoquem sonolência durante o dia nem diminuição de reflexos.

Quase todos os Antidepressivos e Neurolépticos podem ser tomados a qualquer hora, a não ser que seu Psiquiatra especifique um horário. Geralmente eles funcionam por mais de 24 horas, portanto não importa a que horas você toma teu remédio.

Alguns Antidepressivos ativadores precisam ser tomados de manhã. Outros, que mesmo em doses pequenas podem dar sono, precisam ser tomados à noite. Outros não dão nem tiram o sono, mas se recomenda tomar à noite quando eles provocam boca seca, assim incomoda menos.

Obstipação intestinal

Pode acontecer principalmente com os Antidepressivos Tricíclicos: Tofranil (Imipramina), Anafranil (Clomipramina, Clo), Ludiomil (Maprotilina), Tryptanol (Amitriptilina, Amytril), menos freqüente com Efexor XR (Venlafaxina, Venlift ODS, Venlaxin), Cymbalta (Duloxetina) e com os Neurolépticos.

Recomendação: mais caminhadas, mais água, alimentos com fibras, frutas com bagaço e se necessário fale com seu médico se pode associar um laxante natural (ou trocar de remédio, lógico).


Faça uma avaliação do que você leu. Não busque imediatamente a medicação, vá resolver o conflito, se não resolver você só vai mascarar e continuar sofrendo. Busque um psicanalista e/ou psicólogo para uma avaliação ele poderá lhe sugerir um psiquiatra.






sábado, 27 de fevereiro de 2016

Ejaculação Feminina


Entenda como a Ejaculação Feminina Pode Acontecer!

Para muitas pessoas, a tal da ejaculação feminina não passa de lenda urbana. Mas a ciência resolveu entrar em cena para dizer de uma vez por todas do que realmente se trata esse misterioso e controverso fenômeno.

O que é a ejaculação feminina?
Algumas mulheres têm produção de um líquido em sua uretra durante o clímax de relações sexuais. Às vezes, trata-se de uma pequena quantidade de líquido branco leitoso – isso, tecnicamente, é a ejaculação feminina. Mas outras mulheres dizem “esguichar” uma quantidade muito maior de líquido – o suficiente para fazer com que pareça que elas fizeram xixi na cama.

O que é esse líquido?
Alguns pequenos estudos têm sugerido que o orgasmo feminino vem das glândulas Skeneestruturas minúsculas que “desaguam” na uretra. Alguns na comunidade médica acreditam que essas glândulas são semelhantes à próstata masculina, apesar de seu tamanho e forma serem muitos diferentes e sua função exata permanecer desconhecida.

Orgasmo no laboratório
Para investigar a natureza e as origens do fluido da ejaculação feminina, Samuel Salama, um ginecologista de um hospital francês e seus colegas recrutaram sete mulheres que relatam a produção de grandes quantidades de líquido – algo em torno de um copo de água – no momento do orgasmo.

Em primeiro lugar, essas mulheres foram convidadas a fornecer uma amostra de urina. Tipo de convite irrecusável, não? Em seguida, elas passaram por uma ultrassonografia, para que os pesquisadores tivessem certeza de que cada uma delas estava com a bexiga completamente vazia.

As mulheres, então, ficaram se masturbandoou contaram com a ajuda de um parceiro – até que chegassem perto de ter um orgasmo (o que durou entre 25 e 60 minutos). Nesse momento, pouco antes das mulheres chegarem ao clímax, elas foram submetidas a uma segunda ultrassonografia. Pensa na situação.

Não para, não para, não para!!
Feito o segundo ultrassom, as mulheres voltaram para o caminho do orgasmo. E quando elas finalmente chegaram lá, o fluido esguichado foi coletado em uma bolsa e uma última ultrassonografia foi realizada. Lembra que todas elas esvaziaram a bexiga antes de começar a estimulação? Pois então. O segundo exame, realizado pouco antes do clímax, mostrou que as bexigas delas já estavam completamente recarregadas.

E, pasmem: o ultrassom final de cada mulher mostrou bexiga vazia. Ou seja, o líquido do orgasmo quase certamente se originou a partir da bexiga.

Mulheres que ejaculam estão na verdade fazendo xixi?
Uma análise química foi realizada em todas as amostras de fluido recolhidas. Duas mulheres não mostraram diferença entre as substâncias químicas presentes na urina e o produto do orgasmo. Mas outras cinco mulheres tinham uma pequena quantidade de antígeno prostático específico (PSA) em seus orgasmos – uma enzima não detectada na amostra de urina inicial, mas que faz parte da “verdadeira” ejaculação feminina.

A enzima PSA, produzida em homens pela próstata, é mais comumente associada com ejaculação masculina, onde a sua presença ajuda o esperma a nadar. Nas mulheres, a enzima PSA é produzida principalmente pelas glândulas Skene – também chamadas de “próstata feminina”.

De acordo com Barry Komisaruk, neurofisiologista da Universidade de Rutgers, em Newark, New Jersey (Estados Unidos), este estudo apresenta evidências convincentes de que o tal esguicho da ejaculação feminina é quimicamente similar à urina, e também contém pequenas quantidades de PSA – que está presente na verdadeira ejaculação tanto do homem quanto da mulher.

“Este estudo ajuda a conciliar a controvérsia sobre os fluidos que muitas mulheres relatam terem sido lançados no orgasmo”, acrescenta. “Há, evidentemente, dois fluidos diferentes, com duas fontes diferentes”.

Florian Wimpissinger, do Hospital Rudolfstiftung, em Viena, na Áustria, sugere que a presença ou não da enzima PSA na ejaculação de algumas mulheres pode ser causada porque as secreções provenientes das glândulas Skene poderiam ir para a bexiga no momento do orgasmo. Pode também ter algo a ver com a conhecida variação de forma e tamanho das glândulas. Ou simplesmente porque algumas mulheres não produzem PSA mesmo.

Ejaculação feminina: toda mulher é capaz
Por que algumas mulheres experimentam estes diferentes tipos de ejaculação e outras não, ainda não está totalmente claro, mas o ginecologista Samuel Salama acredita que toda mulher é capaz de performar o tal esguicho desde que “seu parceiro saiba o que está fazendo”.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Raiva, aprenda a lidar com a sua!


 
Um comportamento guiado pela raiva pode causar prejuízos desproporcionais e até mesmo irreparáveis que poderiam ser perfeitamente evitáveis caso a pessoa afetada entendesse melhor o que se esconde por detrás da violência dos gritos e destruição de objetos. Esse sentimento tão presente na vida moderna incomoda e é fonte de culpa.



A raiva é um sentimento perfeitamente natural, mas manifestações inadequadas podem ocorrer em quaisquer ambientes, sendo mais comum quando influenciadas pelas relações de poder, com os subordinados, no trabalho, ou no círculo mais íntimo do ambiente familiar. É um sentimento tão intenso que fica difícil estar ao lado da pessoa sem se sentir afetado.

Invariavelmente temos a chance de vislumbrar no outro a sua maneira particular de demonstrar contrariedade ao sofrer ou ter a expectativa de sofrer uma agressão, real ou imaginária, seja quando passeamos em um shopping e encontramos pais aflitos acompanhando uma criança fazendo birra ou quando surpreendemos um casal discutindo.

A pessoa dominada pela raiva, por óbvio, não age ou decide da forma mais acertada que poderia. Relembrar experiências pessoais dolorosas, analisar o início da contrariedade até a explosão destrutiva e os aspectos importantes e os irrelevantes da situação também fazem parte do processo de compreensão da raiva.

Quando a raiva vai embora, sobra a vergonha, o mal-estar, relacionamentos desfeitos, e alguns objetos quebrados, sem esquecer o arrependimento.
 
A psicoterapia é eficaz em investigar a origem da raiva, as tensões, frustrações e reações que causamos sobre as pessoas. 

A raiva acumulada se torna mais poderosa e o acúmulo dela a torna explosiva e perigosa, pois o sentimento de impotência frente a falha em controlar uma pessoa ou uma determinada situação  gera tensão e afasta as pessoas que estão próximas.

Dar novos passos nesse aprendizado é crucial para encontrar respostas emocionais e satisfazer o desejo de se expressar adequadamente, aceitando o sentimento, avaliando o momento em que aparece, sem descontar em coisas ou pessoas e o mais importante, sem culpa.

http://dasplus.com.br/compreendendo-a-raiva/



“Muito mais dolorosas são as consequências da raiva do que suas causas”. (Marco Aurélio)


“Se eu pudesse eu pegava a dor. Colocava dentro de um envelope e devolvia ao remetente!” (Mário Quintana)


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Deus me livre de ser normal!

NORMOSE - A Doença de Ser Normal

Alguém às vezes já se pegou perguntando se é mesmo normal? Se o mundo é normal? Afinal, o que é ser normal? É seguir todas as regras? Fazer tudo que se espera de nós? Por mais que essa pergunta pareça uma dúvida sem sentido, descobri , ao ler uma matéria sobre a “doença de ser normal”, que a pergunta não é tão sem propósito. E esse mal leva o nome de Normose, uma obsessão doentia por ser normal. Às vezes a normalidade nos assombra quando a olhamos de uma certa distância.

A Normose é definida como um conceito de filosofia para se referir a normas, crenças e valores sociais que causam angústias e podem ser fatais. Em outras palavras "comportamentos normais de uma sociedade, que causam sofrimento e morte". Dessa forma os indivíduos que estão em perfeito acordo com a normalidade e fazem aquilo que é socialmente esperado acabam sofrendo, ficando doentes ou morrendo por conta das normoses.

O conceito surgiu com o encontro do psicólogo e antropólogo brasileiro Roberto Crema, do filósofo, psicólogo e teólogo francês Jean-Ives Leloup, e também de outro psicólogo francês, Pierre Weil, na década de 1980. Do encontro dos três nasceu uma parceria e o livro Normose: A Patologia da Normalidade.


O texto abaixo, do Professor Hermógenes, traduz a realidade do fanatismo em querer ser “normal” para ser aceito no grupo de convívio e na sociedade.

Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. 



A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento


A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem

Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. 


A normose não é brincadeira.
Ela estimula a inveja, a auto depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.
Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. 

Um pouco de autoestima basta

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. 


O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. 


Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.
Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.
E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Prof. Hermógenes em "Normose"

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Psicologia e a Cirurgia Plástica, uma aliança multidisciplinar

Através dos avanços da ciência moderna, a humanidade passou a acreditar na capacidade de controlar o desgaste biológico, retardando o envelhecimento e aumentando a longevidade, almejando a juventude, a beleza e a qualidade de vida.  Diante disso, algumas técnicas surgiram para solucionar esta insatisfação pessoal, entre elas, a cirurgia plástica.

De acordo com Colaneri, a cirurgia plástica sempre esteve associada à psicologia, devido às mudanças psíquicas que ocorrem principalmente relacionadas à autoestima. Inicialmente esta modalidade médica surgiu como cirurgia reparadora, há relatos de casos de construção nasal datados da idade média.

Estudiosos perceberam que através da reparação de deformidades congênitas ou adquiridas, minimizariam as consequências psicológicas no campo pessoal, afetivo e profissional. Com o aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas e anestésicas, a cirurgia plástica passou também a visar o aprimoramento estético, justificado pela crescente busca do sentimento de auto aceitação e elevação da autoestima.

Em nosso meio encontramos pessoas que creem que a beleza é um recurso viável na obtenção de atenção de seu ambiente social. Este fato pode ser sustentado pela ideia de que seus parentes, amigos ou companheiros sentirão mais afeto caso sua aparência fique diferente. Neste caso, teremos uma motivação para cirurgia plástica ligada a uma possível baixa na autoestima. Embora em nossa cultura a aparência seja valorizada, existe um consenso de que além de beleza, competências como habilidades sociais, simpatia e desenvoltura são relevantes para a manutenção de um bom relacionamento.

Sentir-se e estar bem consigo mesmo é uma atitude que necessita de manutenção, avaliação e cultivo diários. A flutuação no humor, os acontecimentos cotidianos e as transformações ditadas pelo tempo são responsáveis pelo desequilíbrio do bem-estar.

De acordo com Ferraz e Serralta (2007), quando a fonte do sentimento de mal-estar é o corpo, a cirurgia plástica é convocada a resolver “o problema”. É rápida, em algumas vezes definitiva, e não exige muito investimento e/ou comprometimento pessoal em seu processo. Em contrapartida, a psicoterapia, pode instrumentalizar o indivíduo a viver de maneira mais saudável e equilibrada. O processo é um pouco mais longo, exige motivação e comprometimento pessoal. Contudo, proporciona transformações no mundo interno, deixando o corpo diferente não em sua estrutura, mas na maneira como é interpretado.

Segundo Colaneri, a massificação da mídia e imposição do padrão de beleza vigente tem também trazido distorções psicológicas. Pessoas que estão insatisfeitos consigo mesmos e projetam na cirurgia plástica a resolução dos seus problemas, permanecem insatisfeitos com os resultados obtidos, por melhores que sejam, pois, a cirurgia não resolve conflitos pessoais, familiares e profissionais.

“Uma importante particularidade da cirurgia plástica estética, e que ao meu ver é de uma grande vantagem em relação aos outros campos da medicina, é que não há necessidade nem urgência em fazê-la. Isso permite que ela seja realizada apenas no momento ideal, ou seja, quando o paciente esteja compensado nos planos físicos e psicológicos. ” (Dr. André Colaneri)            

Ao se submeter à modificação de sua aparência, a pessoa desfrutará de sua nova aparência de forma saudável e plena, pois a cirurgia será um adendo em sua vida social e pessoal. Uma pessoa que aceita a si mesma, sabe buscar seus valores na sua própria experiência, se sente digno e importante, terá na cirurgia um grande complemento dessas conquistas.

A aliança multidisciplinar entre o psicólogo e o cirurgião plástico, tem como foco proporcionar a satisfação completa do indivíduo. O papel do psicólogo é auxiliar o indivíduo a melhorar sua autoestima, habilidades sociais, proporcionar conhecimento de si mesmo e suas reais motivações, auxiliando na aceitação de si e desenvolvimento de bem-estar como ser humano.


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