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sábado, 20 de agosto de 2011

Problemas de Relacionamento – O que há de errado comigo?




É com frequência que recebo em meu consultório pacientes que se queixam dos seus relacionamentos porque estes invariavelmente não dão certo.  Geralmente os/as pacientes chegam tristes, sentindo-se frustrados/as e insatisfeitos/as porque carregam boa dose de culpa acreditando serem eles/as próprios/as, causadores das discórdias, brigas, discussões e infelicidade geradas no relacionamento.
 
É muito comum ouvir queixas e indagações, tais como:

Por que não me acerto com ninguém?
O que será que há de errado comigo?
Toda vez que inicio um relacionamento, algo dá errado e terminamos!
Sinto que o relacionamento está indo de mal a pior, mas insisto em continuar!
Porque não consigo terminar o relacionamento, se ele só me faz sofrer?
Por que sempre saio de um relacionamento destrutivo, para entrar em outro pior?
Porque permito que o outro me desvalorize, me humilhe e me trate com estupidez, agressividade e egoísmo, e ainda assim, continuo mantendo essa relação?
Será que sou eu que atraio pessoas destrutivas para a minha vida?
Por que tenho tanta dificuldade de me entregar, confiar e me deixar envolver com outra pessoa?
Por que tenho medo de me apaixonar?

Dos variados problemas que afetam a vida conjugal, destaca-se, neste artigo, a precariedade do vínculo afetivo. Ele nasce na formação da personalidade, na infância. Caso a pessoa não tenha formado um grau satisfatório de vínculo, encontrará dificuldades posteriormente nas relações que mantiver. Por força do encanto exercido no período de namoro entre duas pessoas, vários comportamentos ficam ocultos. Na rotina do relacionamento eles emergem, incluindo a dificuldade de manter o vínculo afetivo, causando a Síndrome do Comportamento de Hospedagem. Ela vai distanciando o casal através de comportamentos independentes ao extremo. A pessoa exerce os papéis cotidianos normalmente, todavia, demonstra frieza e comporta-se como um hóspede dentro de casa.

Neste caso, especificamente, a precariedade vincular é a causadora deste comportamento, visto ser difícil para o seu portador manter um contato afetivo que ele próprio não pode oferecer. A tendência da síndrome é gerar um conflito pessoal e, conseqüentemente, no casal, que pode acabar se separando. A conversa conjugal é capaz de abrir a primeira porta para a identificação desta síndrome, bem como, buscar ajuda especializada, objetivando a melhora pessoal e uma vida conjugal qualitativa com psicoterapia.

Quando as dificuldades no relacionamento humano são percebidas, um termo usual para definir estas circunstâncias é a “incompatibilidade de gênios”. Segundo Michaelis (2000) o termo incompatibilidade quer dizer: Qualidade de incompatível, que, a seu turno é: Que não pode existir juntamente com outro ou outrem. Ainda, que não pode harmonizar-se. E, gênio, significa: Espírito benigno ou maligno que acompanha a pessoa desde o nascimento até a morte. Ou, modo de ser de cada pessoa.

Muitos tentam explicar a causa de seus relacionamentos amorosos desafortunados ao binômio sorte e azar atribuindo desta forma sua origem a um fator casualístico e não casualístico. Ignoram, portanto, a lei da causalidade, isto é, de que tudo na vida segue o princípio de causa e efeito. Por outro lado, no meu entender, um relacionamento amoroso é satisfatório quando há uma reciprocidade de afeto, interesses, compromisso e alegria na existência do outro. Em outras palavras, aqueles que têm um bom relacionamento amoroso se sentem alegres e reconfortados de terem um parceiro(a) em quem podem confiar bem como compartilhar a sua vida.

Desta forma, é preciso sair da superficialidade e irmos mais a fundo para entendermos o que infelicita as pessoas nos seus relacionamentos amorosos. Eu costumo esclarecer meus pacientes que os relacionamentos humanos existem para propiciar mudanças internas, ou seja, mudar os padrões de pensamento, os sentimentos e as atitudes inadequados e que o sofrimento é fruto do quanto teimamos em não aprender as nossas respectivas lições, ou seja, em não querermos enxergar aquilo que precisamos transformar internamente.

Uma dica que pode ajudar a acontecer a transformação interna que precisamos é:

Ame à você mesmo da mesma maneira que você quer que outros te amem. O mais importante relacionamento amoroso de toda a nossa vida é aquele que temos conosco. Raramente damos a atenção ao que realmente interessa: nós mesmos. Qualquer relacionamento que temos em nossa vida, tais como: no trabalho, com os filhos, irmãos, amigos, etc é apenas um reflexo, de como tratamos a nós mesmos. Por esta razão (e também porque é bom), trate-se com respeito, com carinho...Respeite seus limites, cuide de sua aparência e do seu corpo, usufrua das belas coisas que a natureza te oferece, valorize sua imagem, seu corpo, suas conquistas e se trate como um adulto amoroso e tolerante...Tenha paciência consigo, não valorize teorias que não tem fundamento, que são frutos da sua imaginação ou fantasias da sua cabeça. Procure ter atitudes e pensamentos edificantes e substitua qualquer pensamento, hábito ou comportamento que te cause desconforto. Use a inteligência que Deus te deu, a seu favor e não contra você.

Exercitando tais mudanças e sendo mais vigilante com suas atitudes e hábitos, aos poucos irá perceber a transformação que há muito estava aprisionada dentro de ti.
Acredite, tudo o que você quer, você pode!

Falta-nos o amor-próprio suficiente para nos não importarmos com o desprezo dos outros.

O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este há um virar de página e a história continua, mas não o texto.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Entenda o que é Autoestima e como você pode agir para mantê-la em alta!


Em Psicologia,  autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003). A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes, como por exemplo, "Eu sou competente/incompetente" ou, "Eu sou benquisto/malquisto", e emoções autossignificantes associadas, por exemplo, triunfo/desespero, orgulho/vergonha. Também encontra expressão no comportamento, exemplo: assertividade/temeridade, confiança/cautela.

Em acréscimo, a autoestima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de autoestima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de autoestima). Finalmente, a autoestima pode ser específica de uma dimensão particular, como por exemplo, "Acredito que sou um bom escritor e estou muito orgulhoso disso", ou de extensão global: "Acredito que sou uma boa pessoa, e sinto-me orgulhoso quanto a mim no geral".

Em outras palavras, é a capacidade que uma pessoa tem de amar e confiar em si própria, de se sentir produtiva e forte o bastante para poder enfrentar os desafios da vida, bem como expressar com clareza, suas necessidades e desejos, defender seus direitos, fazer suas escolhas, opinar, sugerir,  e se colocar, de forma adequada e sem medo de ser julgada, criticada ou mal interpretada.

Em suma, é saber que você tem o direito e merece mesmo ser feliz, e para ser feliz, sua autoestima deve estar num bom nível, quanto alto, melhor. A baixa autoestima gera ansiedade, medo, depressão, fobias, entre outros problemas! 

As pessoas costumam confundir autoestima com egoísmo, o que é um equívoco, pois uma pessoa com autoestima em equilíbrio, nunca poderá ser egoísta...Ao contrário! Aquele que ama a si próprio respeita-se e, automaticamente, respeita os outros e jamais desejará prejudicá-los.
 
A pessoa egoísta possui o hábito ou a atitude de colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona, ou seja, ela pensa em si próprio, sem se importar com o outro.

E quais as características  e traços das pessoas com baixa autoestima?

ü      Em sua grande maioria, são pessoas que possuem tendências perfeccionistas e que precisam se sentir no controle de tudo o que acontece a sua volta, o que provoca altos níveis de estresse.
ü      Geralmente, culpam os outros pelos seus fracassos e problemas, se colocando como vitimas da situação.
ü      Tendem a ser reticentes e reativos a qualquer pessoa que represente uma ameaça.
ü      São sempre muito temerosos e evitam correr riscos e enfrentar desafios.
ü      Têm dificuldade de olhar nos olhos das pessoas, quando falam, desviando o olhar para outro foco.
ü      Dificuldade de manter a concentração e a atenção por muito tempo.
ü      Pouca habilidade para traças metas e objetivos bem definidos.
ü      Não conseguem planejar, nem mesmo como será o seu dia
ü      São geralmente pessimistas e negativos diante da vida
ü      São pessoas que freqüentemente estão infelizes em seus relacionamentos
ü      Estão geralmente em conflito com sua forma física (ganhando ou perdendo peso)
ü      Preocupam-se demasiadamente com as críticas e comentários dos outros a seu respeito.

ü      Preocuparem-se demasiadamente com o que o outro pensa em relação a si própria, temendo ser julgada e mal compreendida. 

ü      Evitam se expor, emitir suas opiniões, gostos, valores, pensamentos e sentimentos e emoções, fechando-se como uma ostra.
Na intenção de mostrar que é forte, segura e bem resolvida, “mente para si mesma”, escondendo suas fraquezas e conflitos.

E qual motivo, levaria uma pessoa a manter tais comportamentos e viver num estado de baixa autoestima?

Não existe comportamento sem uma motivação ou objetivo: todo comportamento tem um propósito. Pode ser um modo de chamar a atenção para nós mesmos, ou dar a si mesmo(a) uma desculpa para o seu próprio fracasso, por exemplo.
 
E se você quer parar de sofrer, está na hora de começar a mudar...Nunca é tarde para isso!
 
E por onde você vai começar?

Primeiro, comece com você, não importa se será de dentro para fora ou de fora para dentro, o que importa é que você deve reconstruir sua vida e construir o seu amor-próprio.
 
Se você acha que essa atitude é difícil ou mesmo “impossível”, de ser colocada em prática, sozinho, busque ajuda profissional adequada!
 
Quanto mais cedo iniciar o processo de mudança, mais rápido você irá perceber a transformação e adquirir confiança em si próprio.

Procure ser verdadeiro com você , pare de se sabotar, de se auto-flagelar e lute para melhorar seu auto conceito, auto aceitação, auto conhecimento e sua auto-estima.

Conceito de autoestima

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Misógino, Misoginia, você sabe o que significa?

Relações Amorosas Tumultuadas: Será que você convive com um Misógino?

O termo grego "misógino" é utilizado pelos psicólogos para designar a pessoa que “odeia mulheres”: miso = odiar e gyne = mulher. Isso, teoricamente falando, porque, na vida real, nem sempre é fácil reconhecer um misógino.

À primeira vista, ele é muito educado, gentil; e, em geral, considerado um gentleman. Tem muita facilidade em conquistar a mulher por quem está interessado, pois age de maneira extremamente amorosa, o que o torna quase irresistívelSua atitude demonstra um apaixonamento e uma dedicação tão intensos que, com o decorrer do tempo, fica cada vez mais difícil para a mulher estabelecer limites seguros e ser capaz de atribuir-lhe quaisquer responsabilidades na eventual geração de conflitos ou turbulências no relacionamento. Na verdade, estabelece-se um contrato tácito (sem palavras,
mas compreendido por ambos), no qual o homem vai, imperceptivelmente avançando nos limites, a fim de tomar pé de até onde pode ir com seu estilo manipulador e altamente controlador.  A mulher, por sua vez, a fim de "preservar a relação", tenta ser boa todo o tempo e evita confrontá-lo. Com isso, evidentemente, o relacionamento fica assimétrico e ela, naturalmente, fragiliza-se cada vez mais. Esse controle do misógino vai avançando de tal maneira que chega a alcançar as áreas financeira e íntima, prejudicando a sexualidade do casal


Ainda que a mulher faça tudo para evitar desentendimentos, ele acaba sempre a convencendo de que ela sempre está errada. Com o tempo, ela passa a medir cada palavra que pronuncia, uma vez que, confusa e cada vez mais perplexa, teme que tudo “desmorone” de uma hora para outra. A essa altura, ela já está irreconhecível e a sua autoestima se encontra totalmente minadaTorna-se difícil tomar qualquer atitude, uma vez que o homem utiliza argumentos que lhe soam tão lógicos para o bem da relação, que ela passa a chafurdar-se (afundar) num mar de lodo emocional.

A única coisa que ele deseja é sentir que ela lhe dê mostras de seu amor incondicional por ele, através de muita compreensão e do atendimento de suas mínimas necessidades, sem demonstrar qualquer tipo de aborrecimento. Algumas vezes, ele estoura e, em seguida se arrepende, voltando a ser o homem maravilhoso do princípio...até que novo estouro aconteça.

Vale ressaltar que, a despeito dessa descrição avassaladora da atitude de um misógino, ele está totalmente inconsciente dela e sequer tem noção da dor que sua atitude produz no outro. Seu comportamento é, na verdade, um subproduto de sua história de vida na família de origem, que lhe causou um sofrimento psicológico, o qual não pôde ser evitado. Geralmente, ele é oriundo de um relacionamento conturbado entre seus pais, com o qual aprendeu que oprimir a mulher é a única maneira de controlá-la.

Como adulto, ele “atualiza” a vivência sofrida no passado, buscando desesperadamente ser amado, ainda que de uma maneira totalmente deturpada.

Já em relação à mulher que tende a relacionar-se com um misógino; o mais provável é que ela tenha sido infantilizada pela sua família pregressa (ter sempre, sido tratada como criança) e, por essa razão, tenta encontrar no parceiro, suporte, apoio e amor, como forma de compensação. Assim sendo, embora pareça que o misógino seja o carrasco e a mulher seja a vítima, a verdade é que existe um conluio (uma combinação) entre eles. De uma forma doentia, precisam um do outro. 

A solução para esse problema é um dos dois sair do círculo vicioso e começar a agir de uma maneira nova. Geralmente, quando isso acontece, existem três possibilidades:

1. A mulher mantém-se submissa, para conservar consigo o seu homem.
2. Ela prefere separar-se dele.
3. Ela decide investir numa nova relação com o mesmo homem.

As que optam pela última opção terão que elaborar a reconstrução de sua autoestima, estabelecer limites claros, serem firmes perante o parceiro e assumir o seu lugar dentro da relação. Para isso, com toda probabilidade, elas necessitarão de ajuda terapêutica.

O resultado dessa atitude provocará uma solução do problema que provavelmente será: ou o seu misógino desistirá de ser o algoz para ficar a seu lado, ou desistirá da relaçãoDe qualquer forma, ela terá conquistado o resgate de sua autoestima.

Baseado no livro: “Homens que odeiam mulheres & mulheres que os amam “, de Susan Forward e Joan Torres, texto de SÔNIA NEMI (www.sonianemi.com)


 

Psiquiatra, Psicólogo, Psicanalista e Psicoterapeuta - Qual a diferença?


Frequentemente, há dúvida sobre as diferenças entre psicólogo, psiquiatra, psicanalistapsicoterapeuta. Embora, estes profissionais possam trabalhar em campos ligados à saúde mental e compartilhem da missão de atender pessoas que anseiam por mudanças em relação ao que fazem, ao que sentem e ao que pensam, diferenças importantes podem ser identificadas. Tais diferenças concentram-se na formação do profissional, no modo de compreender o complexo fenômeno do comportamento humano e, conseqüentemente, nos métodos de intervenção.


O psiquiatra é um profissional com formação em Medicina e com especialização em Psiquiatria. Após a faculdade, então, faz residência em instituições de saúde mental, clínicas e hospitais psiquiátricos. Os conhecimentos desta área e especialidade médica concentram-se nos comportamentos que fogem à "normalidade". Desta forma, o médico psiquiatra está preparado para lidar com os mais variados transtornos mentais (depressão, psicoses, etc). Ele faz uso do sistema de diagnóstico baseado em manuais como CID10 - Código Internacional de Doenças e DSM-IV - Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais. E a principal forma de intervenção utilizada por este profissional é a prescrição de medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos e outros psicofármacos.

O psicólogo é um profissional que concluiu a graduação em Psicologia, podendo atuar na área clínica, organizacional, educacional, esportiva, hospitalar entre outras. Pode, ainda, atuar com pesquisa em universidades, contribuindo assim para descobertas sobre as variáveis relacionadas ao comportamento humano, normal ou desviante, nos mais variados contextos. Para atuar na área clínica, o psicólogo geralmente complementa a sua formação com cursos (especialização, pós-graduação stricto sensu e lato sensu); ele utiliza a psicoterapia, um conjunto de técnicas e meios para analisar e intervir nos problemas emocionais, comportamentais e/ou transtornos mentais. 


Na psicoterapia, o psicólogo, através da mediação verbal, conduz o seu cliente a um processo em que este se torna mais consciente das coisas que faz, pensa e sente no seu dia-a-dia e busca proporcionar e ele a aprendizagem de novos comportamentos para lidar com as suas dificuldades. O psicólogo que trabalha com psicologia clínica é também chamado de psicoterapêuta. Embora a psicoterapia derive de teorias psicológicas, o psiquiatra com treinamento adicional e outros profissionais têm, também, utilizado a psicoterapia e se identificado como psicoterapêutas.

Já o psicanalista é um profissional de nível superior, muitas vezes psicólogo ou médico, que faz, posteriormente, um curso numa instituição psicanalítica e submete-se à Psicanálise. Ele atende pessoas com demandas análogas àquelas apresentadas ao psicólogo e psiquiatra. Na Psicanálise, são utilizadas as teorias da personalidade e métodos de tratamento introduzidos por Sigmund Freud,  que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma
pessoa, baseada nas associações livres ou também conhecida como Livre Associação de idéias (A livre associação foi um método utilizado por Freud, em substituição à hipnose, que consistia em deitar o paciente no divã e encorajá-lo a dizer o que viesse à sua mente, sendo também este convidado a relatar seus sonhos. Freud analisava todo o material que aparecesse, e buscava entendê-los e encontrar os desejos, temores, conflitos, pensamentos e lembranças que pudessem se encontrar, que estivessem além do conhecimento consciente do paciente), e na transferência.


Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior. Pesquisas citadas nas publicações da OMS - Organização Mundial de Saúde e NIMH - National Institute of Mental Health (Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA) têm apontado a combinação de psicofármacos e psicoterapia (tratamento psicológico) como uma das formas em que as pessoas mais se beneficiam quando carecem de intervenção para algum transtorno mental. Assim, quando se busca o psiquiatra e ele faz o encaminhamento para o psicólogo clínico, após a prescrição de um medicamento, resultados mais rápidos podem ser obtidos. O mesmo pode acontecer quando o psicólogo identificando um contexto/ momento crítico pelo qual seu cliente está passando (p. ex. transtorno de estresse pós-traumático após um acidente automobilístico) pode encaminhar seu cliente para o psiquiatra no intuito de que ansiolíticos, antidepressivo ou outros medicamentos possam ser prescritos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eu me autorizo a ser feliz?


Lembram-se da Cinderela??... Sim, aquela órfã maltratada por sua madrasta e irmãs, que sobrepõe-se às dificuldades e conquista nada menos do que o príncipe! É um relato envolvente do ponto de vista de um personagem comum. Comum como quase todas as pessoas que você conhece. Comum como às vezes nós próprios nos transformamos. Comum-insignificante... Pelo menos é como esse personagem se vê. E, para isso, numa história fictícia, utiliza as metáforas escondidas na fábula de Cinderela. E, por força de um desafio indesejado no trabalho, entra em contato com pessoas que revelam caminhos antes escondidos. A princípio, como todas as pessoas "comuns", age com desdém, ironia e distância. Aos poucos vê revelar-se uma nova pessoa em si.

O conceito geral é o "Eu me autorizo a...". Seja perceber e assumir emoções, dar o melhor de si, viver o presente, aproveitar o máximo do dia e da vida, ser feliz.

Quais são suas "madrastas"?
Quem ou o quê as representa na vida real?
Como você lida com suas dificuldades?
Você senta e espera uma solução ou levanta-se e busca sintonia com alternativas de cores e tamanhos variados?
Em que desejos estão escondidos seus "príncipes"?
Você deixa as portas abertas para que a felicidade te encontre?

Para mim, foi impossível deixar de traçar paralelos com tudo que já li, vivi e presenciei. Uma forma simbólica de emitir mensagens profundas. Uma forma usual e "romanceada", um formato palatável (aceitável, agradável), simples e eficiente.

(Útil. Para quem trabalha com pessoas e para quem é uma delas.)

Indicação de leitura: Livro "Cinderela de Saia Justa", de Chris Linnares.



Você precisa de autorização, de Licença para ser feliz?


LICENÇA PARA VIVER, VOCÊ PRECISA DISTO? 




Você costuma justificar para as pessoas suas decisões? 

Vive pedindo desculpa por qualquer coisa? 


Necessita da autorização dos outros para tomar atitudes?



Bem, se você respondeu sim a uma ou mais dessas perguntas, está na hora de se questionar se não anda pedindo licença para viver. Isso mesmo: licença para viver!

A sua existência é sua e de mais ninguém. Então, por que precisamos tanto que os outros nos aprovem e nos autorizem? 

Porque somos crianças em corpo de gente grande, pedindo ainda para os pais nos dizerem o que é melhor para nós. Esses pais acabam se transformando em professores, amigos, namorados, etc., e transferimos a estes a responsabilidade de nos dizer o que devemos fazer, vestir, comer, pensar e sentir.

Cômodo, não?!
Mas o preço da comodidade é bem alto. Pois nada, NADA, é tão importante, tão fundamental e tão vital quanto a liberdade de ser o que se é e o que se quer ser
Liberdade de ir e vir, de voltar atrás, de fazer sem precisar dizer por que, de se autorizar, de assumir as consequências sem culpas ou remorsos, enfim, de respirar sem se desculpar!



Hoje, só por hoje, viva sem pedir licença!



terça-feira, 9 de agosto de 2011

A Morte Devagar


Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. 

Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos. 

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo. 

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população. 

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante.
Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.


“Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande, é a sua sensibilidade sem tamanho”.

Martha Medeiros

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

VÍDEO - DESEJO - por Sergio Jockymann




Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde magoa.
Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos;  
Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes,  você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,  para que você não se sinta demasiado seguro. 
Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível. 
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé. 
Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros. 
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer e que sendo velho não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós. 
Desejo por sinal que você seja triste; não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom; o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta. 
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal; porque assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar.

ERRATA: esta poesia, de autoria de Sergio Jockymann, publicada em 1980 no Jornal Folha da Tarde, de Porto Alegre-RS, circula na internet como sendo de autoria de Victor Hugo, e assim foi publicada originalmente em nosso portal, com o título 'Desejos'. Contactados pelo verdadeiro autor, com muito prazer desfazemos o equívoco, estabelecendo os créditos a quem de direito.
( Sergio Jockymann - 'Biografia' - 1978/*** )




domingo, 7 de agosto de 2011

A Beleza De Uma Mulher

Audrey Hepburn (1929 - 1993) foi uma atriz, modelo e humanista nascida na Bélgica e radicada entre Inglaterra e Países Baixos. Foi considerada um ícone de estilo e a terceira maior lenda feminina do cinema de acordo com o American Film Institute. Audrey Hepburn se tornou uma das poucas artistas a conseguir ganhar as maiores honras de cada arte hollywoodiana: Tony (teatro), Oscar (cinema), Grammy (música) e Emmy (televisão).

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Atitude

As Atitudes Tudo ou Nada 
Percebo que as pessoas que decidem transformar sua vida desenvolvem um tipo especial de atitude. 
Elas se empenham em cada ação como se a vida inteira dependesse desse esforço. 
Elas vêem a construção do futuro como a única forma de viver como fazem os oficiais com seus soldados em situações desfavoráveis de batalha. 
Em outras palavras,  decidem queimar as pontes que permitem retroceder. 
Nessas decisões radicais, é importante assumir,  também, um comportamento radical. 
Nos grupos de Alcoólicos Anônimos fala-se muito sobre o perigo de tomar um único copo de bebida, pois a decisão de parar de beber tem que vir acompanhada de uma atitude do tipo tudo ou nada. 
Uma pessoa dependente dos pais que resolve morar sozinha não pode mais chegar atrasada ao emprego porque perdeu a hora. Terá, pelo menos, de comprar um despertador eficaz porque não haverá ninguém para acordá-la toda manhã. 
Um empresário que está à beira da falência não pode continuar gastando sem nenhum controle. 
A decisão de partir para o tudo ou nada é somente o primeiro passo. 
Depois da decisão, precisa haver atitude. 
Há pessoas que se casam, mas querem levar a vida de solteiras. 
Resultado: o casamento fracassa. 
Há pessoas que decidem ter filhos, mas querem continuar a viver como se os filhos não existissem. 
Resultado: teremos crianças órfãs de pais vivos. 
Lembre-se, há dois tipos de atitudes:  as atitudes tudo ou nada e as atitudes mais ou menos. 
Uma atitude mais ou menos sempre leva a um resultado medíocre. 
É importante entender com toda clareza que,  durante um processo de transformação radical,  
a atitude de fazer um pouco de cada vez nos trará resultados muito parecidos aos que teríamos se não fizéssemos nada. 
Quem quer fazer uma revolução na vida precisa tomar uma atitude radical. 
E, quando se toma uma decisão radical,  é preciso continuar caminhando pela estrada que escolhemos com comprometimento,  determinação e fé. 
Nossas atitudes devem ter a mesma intensidade das decisões que tomamos. 
Uma atitude tudo ou nada é mergulhar em um novo amor como se sua respiração dependesse da respiração do seu companheiro. 
É sair da casa dos pais e cuidar de suas responsabilidades como se houvesse apenas você no mundo para pagar suas contas. 
É aprender uma nova profissão como se sua vida dependesse dessa empreitada. 
É abraçar o novo emprego como se essa fosse a última oportunidade de sua vida. 
Porque é preciso correr atrás de nossos objetivos com a determinação de um faminto 
que anseia por um prato de comida. 
Buscar a água como um homem perdido no deserto. 
Dançar a música da vida como se seu corpo e sua alma fossem os instrumentos dessa música! 
Afinal, se você romper as grades da gaiola, mas não bater as asas para valer,  
jamais poderá voar de verdade!
Roberto Shinyashiki
imagem: Cena do filme 127 horas


Pensar


O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho dileto de DEUS.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direção de suas metas. 
Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.

Desejar

"(...) Você já parou pra pensar no que machuca mais: fazer algo e desejar que não tivesse feito, ou não fazer e desejar que tivesse? Você já teve medo de começar um relacionamento? Medo de não ser a hora ou a pessoa certa? Seu coração não escolhe quem amar, e faz por conta própria, quando você menos espera, ou mesmo quando você não quer. Quantas vezes você deixou passar momentos importantes que não voltam mais? Quantas vezes você quis esquecer uma história ou alguém, que permaneceu na sua cabeça por um tempo longo? Você já se sentiu sozinho mesmo cercado de um monte de pessoas? Ou já beijou alguém que fez a multidão sumir? Você já passou um dia sentindo muitas saudades do que viveu? Você já viveu uma situação tão boa e feliz que até deu medo de tudo ser muito passageiro? (...)"

"Gostaria de te desejar tantas coisas. 
Mas nada seria suficiente. 
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. 
Desejos grandes. 
E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!"

Transformar para Mudar

Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios. (Martin Luther King)

Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Estas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto. (Dalai Lama)


O verbo no infinito

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...
Vinicius de Moraes
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