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sexta-feira, 6 de março de 2015

Anfetaminas - Ritalina, Sibutramina (bolinhas, rebites, bomba, Ice...)

As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “acesas”, “ligadas” com “menos sono”, “elétricas”, etc. É chamada de rebite principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos pré-determinados. Também é conhecida como bolinha por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico.

Nos USA, a metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE” C gelo).


A metanfetamina (MA) é uma droga estimulante do sistema nervoso central (SNC), muito potente e altamente viciante, cujos efeitos se manifestam no sistema nervoso central e periférico. A metanfetamina tem-se vulgarizado como droga de abuso devido aos seus efeitos agradáveis intensos tais como a euforia, aumento do estado de alerta, da auto-estima, do apetite sexual, da percepção das sensações e pela intensificação de emoções. Por outro lado, diminui o apetite, a fadiga e a necessidade de dormir.

Não há uso médico da metanfetamina. Drogas da família das anfetaminas, como o metilfenidato, são usados para tratamento de algumas doenças, como a narcolepsia, e o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade em crianças e adultos. Porém, o potencial de dependência do metilfenidato é muito baixo. A metanfetamina possui um grande potencial de dependência, e a sua utilização crônica pode conduzir ao aparecimento de comportamentos psicóticos e violentos, além de outros transtornos mentais como depressão, e principalmente, dependência química de díficil tratamento.

Outra anfetamina, metilenodióximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “Êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, com um consumo crescente nos USA.
As anfetaminas são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Não são, portanto, produtos naturais. Foi sintetizada pela primeira vez em 1887, na Alemanha. Quarenta anos mais tarde começou a ser usada pelos médicos para aliviar fadiga, alargar as passagens nasais e branquiais e estimular o sistema nervoso central. Em 1932, a droga foi lançada na França com o nome de Benzedrine, na forma de inalador indicado como descongestionante nasal. Em 1937, foi comercializada na forma de comprimido para elevar estados de humor. Durante a Segunda Guerra Mundial foi utilizada pelas tropas alemãs para reforçar a resistência e eliminar a fadiga de combate.

O controle da comercialização iniciou por volta do ano de 1970, quando as anfetaminas passaram a ser consideradas drogas psicotrópicas, por causar um estado de grande excitação e sensação de poder, dependendo da dosagem. As anfetaminas provocam dependência física e psíquica, o uso frequente pode ocasionar tolerância à droga e diante da suspensão poderá ocorrer também a síndrome de abstinência.
Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes de fantasia, temos um grande número destes medicamentos, conforme mostra a tabela.

Tabela – Nomes comerciais de alguns medicamentos à base de drogas do tipo anfetamina, vendidos no Brasil. Dados obtidos do Dicionário de Especialidades Farmacêuticas – DEF – ano 1996/1997.

Droga do tipo Anfetamina        Produtos (remédios comerciais) vendidos nas farmácias
  
Dietilpropiona ou Anfepramona              Dualid S; Hipofagin S; Inibex S; Moderine
Fenproporex                                           Desobesi-M; Lipomax AP; Inobesin
cloridrato de Sibutramina                     Reductil 
Mazindol                                              Dasten; Fagolipo; Absten-Plus; Diazinil; Dobesix
Metanfetamina                                        Pervitin*
Metilfenidato                                           Ritalina

* Retirado do mercado brasileiro, mas encontrado no Brasil graças à importação ilegal de outros países sul-americanos. Nos USA cada vez mais usado sob o nome de ICE.

As anfetaminas são facilmente encontradas em farmácias e usadas principalmente em regimes de emagrecimento e como estimulante, pois inibe a fome e proporciona euforia, maior resistência e melhor concentração, porém as farmácias são obrigadas a vendê-las sob prescrição médica.

Efeitos no cérebro

As anfetaminas agem de uma maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono) inapetência (ou seja, perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando “ligada”. Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bolinha” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou ainda uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque” estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.

A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde quando a droga já se foi do organismo; se nova dose é tomada as energias voltam embora com menos intensidade. De qualquer maneira as anfetaminas fazem com que um organismo reaja acima de suas capacidades exercendo esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia) ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois não consegue nem realizar as tarefas que normalmente fazia antes do uso dessas drogas.

Efeitos no resto do corpo

As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação (o que em medicina se chama midríase); este efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam um aumento do número de batimentos do coração (o que se chama taquicardia) e um aumento da pressão sanguínea. Aqui também podem haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem o acompanhamento médico, ou ainda que se utilizarem de doses excessivas

Efeitos tóxicos

Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez) todos os efeitos acima descritos ficam mais acentuados e podem começar a aparecer comportamentos diferentes do normal: ela fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela: é o chamado delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode aparecer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sanguíneos) e
taquicardia. Essas intoxicações são graves e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes durante a intoxicação a temperatura aumenta muito e isto é bastante perigoso pois pode levar a convulsões. Finalmente trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Este achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam destas drogas.

Aspectos Gerais

Quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta
começa a perceber com o tempo que a droga faz a cada dia menos efeito; assim, para obter o que deseja, precisa ir tomando a cada dia doses maiores. Há até casos que de 1-2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40-60 comprimidos diariamente. Este é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar ou ficar tolerante à droga. Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempos e parar de tomar, apresentaria sinais desta interrupção da droga, ou seja, se teria um Síndrome de abstinência. Ao que se sabe algumas pessoas podem ficar nestas condições em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada; entretanto, isto não é uma regra geral, isto é, não aconteceria com todas as pessoas.

Informações sobre consumo

O consumo destas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do 1º e 2º graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso frequente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes. Este uso foi mais comum entre as meninas. Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.

Ritalina (metilfenidato) é a alternativa medicamentosa mais comum para TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e hiperatividade. Uma das preocupações mais usuais quando se tem um diagnóstico de TDAH – ou mesmo quando há apenas desconfiança diz respeito ao uso de medicação. Perguntas comuns são: Vou tomar Ritalina? Preciso mesmo tomar o remédio? O remédio vicia? É para sempre?


Recentemente, tem havido diversas críticas à aumento muito elevado (mais que 1.000% de aumento no Brasil) na prescrição de medicação para crianças, especialmente Ritalina (metilfenidato). Hoje, o Brasil é segundo pais que mais consome Ritalina no mundo. Além disso, o consumo por não-portadores de TDAH, vendas ilegais pela internet, abuso por jovens em baladas ou para melhores resultados em provas ou no trabalho, já assumiram proporções muito assustadoras e assemelhadas a outras situações de tráfico de drogas. Uma simples pesquisa pelo Google mostra como é fácil comprar Ritalina pela internet.

A faixa preta sempre assusta. É uma reação extremamente comum, devido a perguntas não respondidas, medos não resolvidos, preconceitos e falta de informação. É preciso conhecer mais sobre os tratamentos, as especificidades de cada um e, no caso da medicação, as indicações e efeitos colaterais do tratamento para TDAH com Ritalina ou outros remédios para TDAH, Hiperatividade e outras das queixas associadas.

Se fizer tratamento para TDAH com medicação / Ritalina, precisarei fazer outros tratamentos?

A medicação é uma alternativa que pode trazer muitos benefícios, por atuar diretamente sobre o funcionamento cerebral. Contudo, é preciso ter claro que as complicações associadas ao TDAH, hiperatividade, impulsividade não se reduzem a estas alterações.

Habilidades, competências, hábitos e padrões comportamentais são desenvolvidos ao longo dos anos, por processos de aprendizagem e treinamentos (conscientes ou não). Devido às alterações do TDAH, esta aprendizagem - especialmente durante a infância - é comprometida. Quando se introduz a medicação, a capacidade de controle do foco da atenção e outras funções executivas melhoram. Isto, porém, não é suficiente para desenvolver todas as habilidades necessárias nem construir novos hábitos e formas de agir.

De um modo geral, tratamentos exclusivamente baseados em medicação, mesmo que tragam efeitos positivos de curto prazo, no médio e longo prazo se mostram insuficientes para atender às necessidades, especialmente com organização, planejamento, cumprimento de prazos, auto-controle, equilíbrio emocional, capacidade de relacionamentos, entre outros. Há uma expressão muito usada a este respeito: "Pilulas não ensinam habilidades".

Isto é especialmente verdadeiro no caso de crianças que são diagnosticadas após 10 ou 11 anos de idade. Muitas delas, devido à distração ou hiperatividade próprias do TDAH, tiveram seu processo de alfabetização comprometido, bem como os primeiros desenvolvimentos do raciocínio lógico-matemático e das capacidades mais incipientes de organização e realização de tarefas. Neste caso, um tratamento exclusivamente medicamentoso serviria para reduzir a agitação - facilitando assim os períodos em sala de aula e reduzindo as queixas da escola - porém não traria ganhos ao seu desenvolvimento escolar, pois o próprio aproveitamento já sofre os efeitos do déficit de conteúdos e competências. Assim, é fundamental entender as necessidades envolvidas e certificar-se que o plano de tratamento levou-as em conta.

Vou usar medicação / Ritalina no meu tratamento?

Esta é uma resposta que não pode ser dada antecipadamente. A Ritalina (metilfenidato) é uma das medicações mais comuns para TDAH - distração, hiperatividade e impulsividade, mas não é a única. A decisão em prescrever Ritalina – ou outra medicação indicada – é baseada em uma análise das particularidades do caso em questão. O tratamento de TDAH não é definido a priori, antes de uma avaliação extensa – ou, pelo menos, jamais deveria ser.

Considerando que o tratamento medicamentoso tenha sido recomendado, ainda assim esta continua sendo uma decisão pessoal. Algumas pessoas preferem não tomar medicação sempre que possível – o que não se limita à Ritalina. Pessoas assim tendem a preferir outras alternativas de tratamento, deixando a medicação como último recurso.

Cabe aos profissionais envolvidos com o cliente apresentar um leque de possibilidades, com seus prós, contras, possíveis consequências e efeitos desejados no curto e longo prazo, para que a melhor escolha possa ser feita. Se o paciente sentir-se insatisfeito ou inseguro com as prescrições e recomendações dos profissionais que o atenderem, deve procurar uma segunda (ou até mesmo terceira) opinião. O tratamento de TDAH é de longo prazo, portanto o paciente precisa estar seguro a respeito das decisões tomadas.

Departamento de Psicobiologia - Unifesp/EPM
CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas

Link para o artigo original: www.dda-deficitdeatencao.com.br/tratamento/medicacao.html - Escrito por Cacilda Amorim, Diretora Clínica do IPDA (Instituto Paulista de Déficit de Atenção).



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Erros de comunicação que podem destruir seu casamento

Comunicação eficaz no casamento é uma das estratégias mais poderosas que os casais têm para fortalecer seu relacionamento.

A falta de diálogo, de intimidade é o que afasta os casais... Quem está passando por uma crise, deve buscar estar junto com seu cônjuge e falar de tudo, sobre tudo, sobre nada importante... Não se afaste, busque aquilo que os uniu e reconstrua uma relação de amizade e amor! Seja o primeiro a dar o primeiro passo!

Aqui estão, segundo o Dr. John Gottman, um pesquisador mundialmente renomado do casamento, os quatro tipos mais perigosos de comunicação que podem destruir seu casamento:


Crítica

Há uma enorme diferença entre dar um feedback amoroso ao seu cônjuge e atacar seu caráter.

Quando você critica seu cônjuge, você está identificando suas falhas para fazê-lo sentir-se mal. Tenha cuidado para não julgar negativamente o seu parceiro de uma forma que o deprecie ou o faz sentir-se inferior a você.



Elogie-o e concentre-se em seus pontos fortes. Quando você falar sobre as fraquezas do outro, fale de forma positiva. Fale sobre como suas ações afetam você, e dê sugestões com humildade e amor.

Mau exemplo: "Você é tão preguiçoso. Nunca recolhe ou arruma nada!".

Exemplo positivo: "Estou tendo dificuldade em cuidar de todas as tarefas, e começo a ficar frustrada e sobrecarregada. Você se importa de lavar a louça do jantar? Isso seria de muita ajuda para mim".



Casamento em Crise?!
  

Desprezo

Se você coloca apelidos, ofende, zomba ou ridiculariza seu cônjuge, você está verbalmente abusando do outro e mostrando desprezo.

Pare com isso agora.

Ser maldoso e rude com o seu cônjuge é desrespeitoso e extremamente prejudicial. Ele não merece isso, e nem você. Mesmo se você está "apenas brincando", é um tipo de humor hostil que deve ser evitado a todo custo.

Demonstre e sempre trate seu cônjuge com respeito. Encontre maneiras de incentivá-lo. Seja gentil, carinhoso, atencioso e amoroso.

Ficar na defensiva

Quando há um problema, você coloca constantemente a culpa no seu cônjuge? Você é sempre a vítima?

Se você nunca assume a responsabilidade por suas ações, e constantemente faz do seu cônjuge o "vilão", você está na defensiva destrutiva.

Isso invalida os sentimentos do outro, é controle e manipulação. Se você está na defensiva, vai estar constantemente à procura de desculpas, em vez de admitir que está errado.

Mau exemplo: "Não é minha culpa que perdemos o dinheiro do pagamento. Você nunca assume a responsabilidade por qualquer coisa. Se você fosse menos descuidado, nós não teríamos esses tipos de problemas!".

Bom exemplo: "Eu sinto muito que perdemos o pagamento. Foi minha culpa e talvez possamos aprender a delegar responsabilidades melhor, de modo que não tenhamos esse problema novamente".

Parede de pedra

Ficar em silêncio pode ser tão prejudicial quanto dizer algo.

"Parede de pedra" é quando o ouvinte se fecha completamente para a conversa. Ele pode ignorar o cônjuge ou até mesmo sair, deixando-o falar sozinho. Ele se fecha, sai, finge estar ocupado ou se afasta.

Quando o seu cônjuge está chateado, não lhe dê o tratamento do silêncio. É uma outra forma de desrespeito. Em vez disso, ouça-o com atenção. Tente entender as suas preocupações. Ignorar a situação nunca ajuda a resolver um problema.

A solução
  
Não importa o quão irritado e chateado você pode estar, comunique-se sempre com amor.

Comunicar-se de maneira saudável, produtiva é muito mais eficaz do que tentar manipular um ao outro com palavras e ações. Escolha respeitar seu cônjuge na maneira de falar e responder a ele.

O amor é uma ferramenta poderosa. Use-o.


Uma nota importante


Se você é vítima de maus-tratos, faça o que puder para encontrar ajuda. Existem muitos recursos a que você pode recorrer. Não perca a esperança! Existe uma maneira de sair.





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Pessoas Mentirosas, Cínicas, Dissimuladas, Manipuladoras, como reconhecê-las!

Mentirosa, Cínica, Dissimulada, Manipuladoras, Dominatrix!!!!!

O perfil psicológico de uma pessoa psicopata (A senhora do destino)

“E o único jeito de ser mais malandro que a tristeza é sendo cínico. E lá vai a garota. Comprar pão quente com seu cinismo. Comprar absorvente com seu cinismo. Amar com seu cinismo. Porque só o cinismo vence a tristeza. Porque só o cinismo é mais triste do que a tristeza. E eu virei um muro alto feito de pedras cheias de pontas. Tudo isso só porque eu quero tanto um pouco de carinho que acabei ficando com medo de não ganhar.” (Tati Bernardi)

O cinismo já impregnou em mim de um jeito que até eu me incomodo... e quando ele vem se aliar ao sarcasmo que às vezes me invade... nossa! Mas tá aí uma explicação plausível de sua existência. Só queria que quem me cerca compreendesse tal FATO, e causa (cheia de cicatrizes por dentro que ninguém vê), que Freud explica! (Tati Bernardi)


A senhora do destino é uma pessoa manipuladora, tem especial prazer em exercer poder e o controle sobre as outras pessoas, na realidade ela tem obsessão pelo poder e pelo controle. Para tal, ela percorre uma sequência de 3 passos, ao final dos quais quase sempre já terá deixado a pessoa manipulada completamente a mercê de suas vontades. Funciona assim: primeiramente, com seu poder de convencimento e carisma, ela suscita o encanto da pessoa, por vezes e na maioria das vezes faz a pessoa acreditar que pela sua condição de superioridade no jogo social, possui o poder especial de determinar o destino dos indivíduos, pois “foi um poder dado por Deus”, o que é inquestionável; mesmo por que ela mesma se acha uma deusa, em seguida, a seduz, utilizando-se de constantes jogos elogios de uma máscara de amor maternal genuíno; por último inicia o jogo da manipulação. Por quê? Porque, partindo do princípio de que não se pode manipular quem não se deixa manipular, isso só será possível se a pessoa tiver sido previamente submetida, de corpo e alma.

E em face de sua grande influência “divina”, quer familiar, quer social, quando então passa a se ver e ser vista como uma deusa, tendo o poder de influenciar e determinar a vida das pessoas no jogo social, a qual as pessoas ao redor devem ser completamente obedientes, com um discurso eternamente apelativo, ela torna as pessoas em peças, na realidade, brinquedos, coisas no seu jogo. A senhora do destino faz a pessoa acreditar que ela é sua (melhor) ou única amiga e que está sinceramente interessada na construção do futuro dela. Depois que passa a ser vista como alguém acima de qualquer suspeita, tem seu caminho completamente livre para manipular e conseguir qualquer coisa que quiser, usando a pessoa como moeda de troca ou ficha no jogo social. Na maior parte das vezes, contudo, ele manipula de forma sutil, alcançando o que quer, por saber sugestionar a vontade e as emoções da pessoa que está sob sua influência.

Fazem parte do seu repertório de recursos a mentira, as distorções da verdade, a mescla de verdade com mentira, dissimulação, a insinuação, a sedução, a teatralização, o eterno jogo de fazer coincidir tudo no jogo social, a televisão o rádio, os jornais a produção de falsas provas e o perfeito manejo de palavras e frases, uma perfeita construção de um mundo virtual onde a pessoa se sente acolhida, de tal forma que as vítimas, sem perceberem, dizem, entregam e fazem tudo o que ela deseja, de mão beijada e com toda a satisfação. Uma vampira!
  
Contudo, se não obtém sucesso em suas tentativas de construção de uma realidade “harmoniosa”, a manipuladora pode lançar mão de artifícios menos sutis, como a chantagem, a intimidação, a ameaça e a violência.


Quando aos poucos, sua máscara começa a cair, tanto porque algumas mentiras começam a ser descobertas, quanto por causa dos seus inúmeros defeitos de caráter, que, cedo ou tarde, começam a ser percebidos, ou quando a pessoa dominada começa a “juntar as peças do quebra-cabeças” e se dar conta de que alguma coisa está errada, ela deixa ver a sua face escura, o lado negro da lua. A pessoa descobre que aquela não é a amiga, irmã, ou mãe perfeita que ela tanto achava. Com o transcorrer do tempo, quando o seu valor de troca vai caindo no mercado, a pessoa é deixada de lado, em “stand by”, até que num próximo momento ela possa ser usada. 

A Mentira patológica

A senhora do destino é um(a) mentiroso(a) patológico e é normalmente definido como alguém que aprendeu a mentir para sair-se bem, de situações constrangedoras da vida quando os outros lhe pegaram “com a boca na botija” mentindo descaradamente. Com o decorrer do tempo ela passou a mentir incessantemente, mas não mais para safar-se, porém a agora, antecipando, para evitar situações inoportunas, passou a mentir sem a menor preocupação com os outros. A mentira patológica é geralmente vista como um mecanismo desenvolvido bem cedo na infância para lidar com o mundo, estando frequentemente associada com algum outro tipo de desordem mental, que gera um transtorno na personalidade. 


Um indivíduo adulto mentiroso patológico frequentemente sabe onde quer chegar (ou seja, suas mentiras têm um propósito). Esses indivíduos têm pouca consideração ou respeito pelos direitos e sentimentos alheios, muito menos pelos direitos humanos. Eles são vistos como manipuladores autocentrados e espertalhões. Suas emoções são rasas, mas seu teatro e sua boa conversa são capazes de ludibriar qualquer um. Essas insectas malignas (aranhas) podem simular qualquer coisa para atingir o que querem: elas são mentirosas patológicas! Se sua empatia é dissimulada, será que eles conseguem ter simpatia por alguém!?

O mentiroso patológico tem consciência de que, a curto prazo, a mentira faz mal para a pessoa do qual está se narrando, ou imputando alguma mentira aprisionando-a na sua teia de intrigas e fofocas, ainda mais com a ajuda de outros mentirosos oportunista como ela. No jogo social estas pessoas, só não sabem, que alongo prazo esta energia que ela gastou para fazer o mal a outra, volta para si numa intensidade muito maior, mais ai ela nem lembra mais, pois faz tanto tempo, e foram tantas mentiras que ela nem estabelece mais a relação lógica entre um fato e outro. Mentir para uma pessoa ou sobre uma pessoa é ruim, para um grupo, é ainda pior. Quando o indivíduo mente para uma sociedade inteira, ele deve estar preparado para o pior.

Quando o mentiroso patológico pensa que está enganando todo mundo o inconsciente coletivo dá o troco.


A senhora do destino demonstra uma marcante desconsideração pela verdade e não deveria ser levada em consideração nunca, quando faz relatos sobre o passado, promessas sobre o futuro ou fala de suas intenções presentes. Mesmo por que ela usa a ideia de que não existe verdade objetiva, tudo é uma questão de subjetividade, de ponto de vista e de interpretação, não seria de se assustar ouvir uma delas dizer que Moisés chegou à Terra Prometida, como se fosse a dona da verdade. Isto é muito paradoxal nelas, elas não acreditam na verdade objetiva, mas o que elas dizem e proferem deve ser tomado, por seus “inferiores”, como verdade absoluta.

Ela faz promessas solenes, firma acordos e pactos e se esquiva de acusações de não cumpri-los, com uma naturalidade muito grande, sejam elas graves ou banais. Em seus mais solenes perjúrios, não tem a mínima dificuldade em olhar tranquilamente nos olhos das outras pessoas: transparência e confiabilidade parecem fazer parte delas.  
Algumas vezes, para parecer normal, a senhora do destino reconhece os seus próprios erros (especialmente quando eles estão para serem descobertos) e aparenta encarar as consequências deles com singular honestidade e coragem. É realmente difícil expressar quão completamente honesto e normal a senhora do destino pode parecer ser. Manipuladores conseguem ludibriar não somente aqueles que não estão familiarizados com esse perfil do seu comportamento, mas frequentemente também os que já conhecem bem sua capacidade de aparentar honestidade. Depois de serem pegas em graves e embaraçosas falsidades, depois de violarem repetidamente seus mais solenes juramentos, mesmo porque a maioria delas, melhor dizendo sua totalidade, não têm palavra, não cumprem os acordos estabelecidos, principalmente com amigos, se assim o são com os filhos e familiares, quando elas percebem que o acordo ou o pacto as deixará em situação de inferioridade, eles não fazem cerimônia, para simplesmente fingirem não lembram de pacto nenhum.

A senhora do destino facilmente fala da honradez de suas palavras e de seu caráter, demonstrando surpresa e vexame quando se diz o contrário sobre eles. É uma estratégia muito recorrente, quando os filhos e amigos, não caem mais nas suas jogadas, fazer parecer que mentir é comum, que todo mundo menti. Tudo segue o mesmo roteiro: “não minta que mentir é feio, que Deus castiga”, depois passa a outro período quando as mentiras não convencem mais as pessoas: “um mentirinha atoa não faz mal a ninguém, só não pode mentir todo dia, principalmente para o papai e para a mamãe”, quando o descaramento chega a um nível insustentável, ai chega num situação em que o problema afeta a sociedade como um todo, a senhora do destino passa a introjetar na cabeça dos seus manipulados o seu comportamento: “afinal de contas todo mundo menti”, é quando a pessoa manipulada se torna um manipulador dominador em potencial.

O uso da linguagem como instrumento de manipulação

A manipulação corresponde, em geral, à vontade de dominar pessoas e grupos em algum aspecto da vida e dirigir sua conduta. Que arma o manipulador usa para dominar!?
Essa arma é a linguagem. A linguagem é o maior dom que o homem possui, mas também, o mais arriscado. É ambivalente: a linguagem pode ser terna ou cruel, amável ou displicente, difusora da verdade ou propagadora da mentira. A linguagem oferece possibilidades para, em comum, descobrir a verdade, e proporciona recursos para deformar as coisas e semear a discórdia e o conflito. Basta conhecer tais recursos e manejá-los habilmente, e uma pessoa pouco preparada mas astuta pode dominar facilmente as pessoas e povos inteiros se estes não estiverem de sobreaviso.
  
O abuso verbal é uma das armas utilizadas pelos manipuladores para vulnerabilizar suas vítimas. Essas cicatrizes emocionais, com frequência, são mais profundas que cicatrizes de agressões físicas. O abuso verbal torna as pessoas inseguras, com a autoestima lá em baixo e por vezes com sérias dificuldades para enfrentar os desafios da vida, isso se reflete fundamentalmente na escola, nos estudos, e é muito fácil de se perceber, no jogo social. A vítima tende a dizer que ela não tem mais tempo para nada, mesmo sendo um adolescente, o que ele quer dizer na realidade, inconscientemente, é que ela se sente sugada por todos, pois ela não consegue admitir que o “vampiro” é a sua mãe, irmã ou a pessoa que cuida.
Boa parte das pessoas não percebe que está sofrendo abuso verbal. Isso ocorre principalmente quando ele vem de alguém que a vítima pensa que gosta dela ou de alguém em posição de autoridade, como uma genitora, tia, madrasta, avó ou um irmão ou irmã mais velha.

Na maioria das vezes o abuso é seletivo, isto é, tem endereço certo. O abusador(a) se encarregará de esconder a agressão das pessoas ao redor o quanto puder. Dessa forma, ela garante que ninguém vai dar crédito à vítima se esta resolver denunciá-la. Mesmo por que estes outros adultos que agridem e exploram, o fazem com a conivência de outro manipulador, que como já especifiquei antes o/a manipuladora dominadora leva uma vida dupla: mantém uma aparência e atividades cotidianas normais, mas essa imagem não corresponde à sua realidade íntima, anormal, doentia, que só é revelada a suas vítimas, quando elas “explodem”. No trabalho elas são uma coisa, pessoas liberais, em casa são ditadores...

Incapacidade de assumir os próprios erros

As manipuladoras têm enorme dificuldade de assumir a responsabilidade por seus atos. Falta nelas, em maior ou menor grau, o senso de responsabilidade. Pelo contrário, elas rejeitam as irresponsabilidades e criam desculpas muito bem elaboradas, com vistas a manipular as pessoas e levá-las a acreditar que elas não são as responsáveis pelos erros cometidos, e eventualmente a sentir pena delas. Normalmente elas têm dificuldade de assumir suas dívidas e muito menos de pagá-las.
E muito além de meros discursos evasivos, elas são extremamente hábeis em despistar as pessoas, fazendo de tudo para impedi-las de identificar e por conseguinte denunciar suas falhas de comportamento. Agem sempre de maneira sofisticada, sutil e esperta, dando sempre o salto da aranha armadeira, sempre pegando a todos de surpresa, injetando seu veneno deixando as vítimas, paralisadas e prontas para serem sugadas, vampiras. Quando um grupo de indivíduos não caem mais em suas jogadas elas passam a outros grupos de influencias, pois elas sabem que com o tempo e o distanciamento social, elas irão reconstruir a farsa desmontada. 
Isto é o sentido patológico, elas nunca voltam para desfazer o mal que fizeram, elas, sempre, estão criando uma nova mentira uma nova jogada, se pegas, criam, de novo uma nova mentira uma nova jogada, até que as pessoas esqueçam e baixem a guarda, quando elas tentam retomar de novo a narrativa “mitológica” desconstruída. Entre no jogo com elas, mergulhe com elas, assuma um mito, que você verá o mundo delas é por dentro.


Não é muito fácil pegá-las, como nas novelas é necessário juntar um
grupo de pessoas, use o jogo do mito, pois assim elas se sentiram forte, importantes, é lá no mundo dos mitos e das lendas que elas se refugiam, dentro de si mesmas, para enganarem a si mesmo, e esperarem uma nova oportunidade para agirem, para pegarem novas vítimas. Muitas delas conseguem, inacreditavelmente, dissimular doenças, que chegam até a aceitar cirurgias, como forma de despistar, confundindo até os psicólogos e psiquiatras, que confunde psicopatia leve com histeria.

Psicopatas leves

"Quem não conhece um "leve" psicopata? Depois de ter lido o livro "Mentes Perigosas", da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, você vai ver que conhece, e muitos! Eles são narcisistas, egocêntricos. Pensam muito e sentem pouco. Tomam decisões a partir de como podem ser beneficiados com prazer, auto-satisfação, poder, status e diversão. Além de terem o prazer no "errado", isto é, de nadar contra a corrente, facilmente se ofendem e tornam-se violentos, pois não suportam contrariedades. São sempre vítimas. Trecho de Bel César (terapeuta)
Intolerantes ao tédio ou a situações rotineiras, as psicopatas buscam situações que possam mantê-las em um estado permanente de alta excitação. Por isso, evitam atividades que demandam grande concentração por longos períodos. Compromissos e obrigações nada significam para elas. Naturalmente, pessoas assim não são confiáveis. Elas mentem, manipulam e chantageiam sem a menor dificuldade.

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