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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Aos que passam pela nossa vida...

Não somos donos de nada e nem de ninguém, é tudo emprestado!


 Certo dia ouvi um depoimento de um pai que havia perdido seu filho há pouco tempo e comentou:

 


“Achamos que temos o controle das coisas e das pessoas. E, de repente, a vida passa tão rápida e nos deixa ver que tudo é passageiro e que temos como empréstimo tanto nossos relacionamentos mais íntimos como também nossos bens ou recursos financeiros. Quando chega a hora de cada um deixar este plano físico, não levamos nada, absolutamente nada de material. E temos que deixar que se vão e também nos desapegar do que temos.


Assim como nas relações temos que às vezes deixar ir... soltar para que possa renascer o novo.

O que acredito é que nosso amor verdadeiro é puro, não morre e é eterno”. 





Estas palavras tão profundas tocaram e abriram o meu coração para essas sábias verdades que às vezes não percebemos. Esse pai dizendo isso me pareceu ser um pai dedicado e que tentou fazer o melhor. Acalmar os corações nessas horas e encher de forças nossas vidas quando conseguimos fazer dessa passagem tão rápida e cheia de boas surpresas (e também acontecimentos inesperados) nos alertam a ficar atentos aos pequenos e simples detalhes que constroem a história de cada vida. Sermos mais livres, conscientes e inteiros é um desafio diário. 

Abaixo outra reflexão:


Aos que passam pela nossa vida
Cada um que passa em nossa vida passa sozinho...
Porque cada pessoa é única para nós, e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só...
Levam um pouco de nós mesmos e nos deixam um pouco de si mesmos.
Há os que levam muito, mas há os que não levam nada.
Há os que deixam muito, mas há os que não deixam nada.
Esta é a mais bela realidade da vida...
A prova tremenda de que cada um é importante e que ninguém se aproxima do outro por acaso... 
(Saint Exupéry).



Assim, na vida o que levamos é sem dúvida o que fizemos e o que somos de melhor. Com nossos erros e acertos vamos construindo nosso caminho espiritual na prática aqui na Terra.

Achamos que a nossa felicidade está só naquilo que desejamos e às vezes deixamos de amar o que temos. Acredito que temos muitas coisas a realizar e a cuidar também. 





Aproveitar essa oportunidade da vida agora para buscar mais ser do que ter, certamente não é fácil, mas é possível perceber o que importa, o quanto antes. Avançar sempre sem perder a essência.



por Berenice Palma Ribeiro

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Água de Sass - Conheça uma receita que promete reduzir a barriguinha

Água de limão, pepino e gengibre reduz peso e barriga em poucos dias


Esta receita é muito poderosa.



Ela foi desenvolvida por Cynthia Sass, diretora da Revista Prevention, a publicação americana mais popular sobre saúde e qualidade de vida.

É por isso que é conhecida como "água Sass".

Cynthia é formada em nutrição, com mestrado em saúde pública e especialização em dietas.




O gengibre, o limão e o pepino são os componentes da receita que garantem a redução de peso e do abdome em poucos dias.








E a hortelã entra para melhorar a saúde do aparelho digestivo.







A dica é tomar a água Sass durante o dia, especialmente meia hora antes das refeições.

Vamos aprender a receita?









INGREDIENTES

- 2 litros de água
- 1 colher (chá) de gengibre moído na hora
- 1 pepino médio descascado e cortado em fatias finas
- 1 limão médio cortado em fatias finas
- 12 folhas de hortelã


MODO DE PREPARO

Misture todos os ingredientes em uma jarra e leve à geladeira, à noite, para descansar de um dia para o outro.

Consuma toda a preparação ao longo do dia e não deixe de beber um copo meia hora antes das refeições.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Decepções Amorosas podem trazer grandes aprendizados!


“Uma mulher não precisa necessariamente de um homem para ser feliz. Mas ela precisa de amor para ser completa. Tem gente que vive bem cercado de bichos. Tem gente que vive bem cercado de livros. Tem gente que vive bem cercado de sapatos. Eu vivo bem cercada de amor.” (Clarissa Corrêa)


Entre uma decepção e outra, que tal uma pausa para aprender? 


Tem época na vida da gente que parece que os encontros 'amorosos' são mais uma provocação do que uma oportunidade de se sentir satisfeito e feliz... Assim, vamos contabilizando decepções e desacreditando na possibilidade de viver uma experiência positiva e motivadora.

Quando isso acontece, creio que o melhor seja parar. Uma pausa para aprender. Ou melhor, antes apreender. Perceber o que está acontecendo, quais são nossos verdadeiros desejos e quais tem sido nossas atitudes para torná-los concretos.

Muitas vezes, fazendo uma análise mais justa e desapegada, sem assumir nenhum papel, nem o de vítima das armadilhas da vida, nem da sacanagem dos outros e nem o de culpado, como se tudo o que fizéssemos estivesse definitivamente errado, terminamos descobrindo que há alguma incoerência nisso tudo.

Só que para isso precisamos de tempo... E principalmente de coragem para admitir limitações, assumir pensamentos negativos e confiar mais na sabedoria da vida e seu ritmo. O que acontece, no entanto, é que a maioria de nós não quer esperar, não quer refletir. Tem apenas um único pensamento que alimentamos o tempo todo: quero namorar, quero ter alguém!! (EU PRECISO DE UM COMPANHEIRO!) parafraseando "Paulinho do Pânico", com todo o respeito.

Será que estar com alguém é o mesmo que estar feliz?
Pode ser que sim, mas pode ser que não... e se por qualquer motivo você não tem ficado com quem deseja, talvez seja o momento ideal para um intervalo, tão útil entre uma decepção e outra... Tempo de se observar, de observar as pessoas e ouvir o que elas dizem. Tempo de aprender, crescer, ter uma nova conduta, desenvolver uma nova postura. Aguardar até que a vida lhe mostre qual é o melhor Caminho a seguir... Mas para ver, você precisa estar atento... Sem tanta ansiedade, sem tanto desespero para tentar fazer com que as coisas aconteçam do jeito e na hora que você quer...



E se nenhuma resposta vier, talvez signifique que você precisa ver e ouvir com o coração. Respeitar o silêncio. Aceitar a ausência de quem você tanto deseja encontrar ou mesmo que já encontrou, mas não está disponível para ser a sua metade da laranja... Talvez não haja uma resposta e nem haja uma explicação.

Às vezes, simplesmente não existem respostas nem explicação. Apenas a vida. Apenas as pessoas. Apenas o mundo. Apenas a dor e o amor. Apenas...



E se insistirmos em não aceitar, se insistimos em brigar, em nos rebelar, em nos revoltar... Conseguiremos tão somente mais dor... E menos amor. Aceite que você não tem o controle de algumas situações, que você não pode decidir sozinho, que o universo tem seu próprio ritmo. Faça o que está ao seu alcance; faça a sua parte... E bem feito; da melhor maneira que puder...Sem cobranças ou arrependimentos.



E o que não puder, entregue e espere... Porque embora diga sabiamente a música "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", tem ocasiões nesta vida em que quem sabe espera acontecer e respeita a hora de não fazer... Até que um dia, o amor de repente acontece... Porque seu coração estava exatamente onde deveria estar para ser encontrado e o mais importante, receptivo, vazio e disponível!

adaptado a partir do texto escrito por Rosana Braga





quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dar à luz, trazer à vida, dar vez ao outro, isso é Partejar!


A Arte de Partejar

"Precisamos ensinar à próxima geração de crianças, a partir do primeiro dia, que eles são responsáveis por suas vidas. A maior dádiva da espécie humana, e também sua maior desgraça, é que nós temos livre arbítrio. Podemos fazer nossas escolhas baseadas no amor ou no medo". (Elizabeth Kubler-Ross)

“Já é consenso o fato de que não há pai, mãe ou responsável que não queira o bem para o seu filho ou filha, bem como, de que todo o professor quer o melhor para seus alunos. Portanto, está entre as intenções do ‘adulto responsável’, aumentar as possibilidades de vida e de felicidade daqueles que se quer educar. 


Mas o que vem a ser ‘querer o bem’, ‘querer o melhor’ em relação ao outro? O verbo partejar, título deste artigo, traz em sua essência os indicativos para compor essa resposta. Significa dar à luz, trazer à vida, dar vez ao outro que, exatamente por ser diferente, ser ‘outro’, tem o direito, ao longo da sua história, de crescer e formar-se por meio das relações que ele estabelece com aqueles que convive. Tem o direito de projetar a sua energia particular, produzindo luz própria.



Enquanto se irradia a energia gerada pela vida, de forma recíproca, num processo de captação e transferência entre as pessoas, persegue-se um objetivo comum: ser feliz, o que, curiosamente, é um horizonte que não se consegue construir sozinho. Identifica-se, portanto, uma das principais características humanas: a interdependência, ou seja, a necessidade da presença do outro na vida de cada um. A origem latina da palavra feliz remete à fertilidade, à capacidade de despertar em si e no outro a vida fulgurada (reluz, brilha). Assim sendo, felicidade tem relação direta com o sentimento de vida fértil.

Quando falamos em ‘adulto responsável’, podemos tomar como exemplo aquele que vê em seu filho, ou aluno, o que o pintor e escultor Michelangelo enxergou em um pedaço de pedra, antes de esculpir sua célebre obra, Davi. A sua arte concentrou-se, apenas e tão somente, em retirar os excessos de pedra, para que todos pudessem apreciar a obra que estava contida em sua visão. Isso é trazer à luz, tornando real o que já existia potencialmente, pela energia de um “sopro” carregado de expectativa positiva. É acreditar, desde o início, na possibilidade vislumbrada pelo olhar atento e generoso, ajudando o outro, por quem se é responsável, a se realizar.


Para tanto, faz-se necessário refletir em torno de alguns questionamentos que ajudam a ampliar a consciência sobre as energias capazes de se transformarem no que podemos chamar de ‘sopro de vida’. As ações daquele que educa devem revelar algo muito próximo do conceito de ‘raiz’, que nutre a planta, a alimenta e revigora, ao contrário do conceito de ‘âncora’, que imobiliza e aprisiona, transformando-o em ídolo para o filho ou aluno. 

Os atos de quem educa devem se concentrar não apenas no que é possível, mas sim, no ‘tornar possível’ o que é necessário. Suas atitudes devem promover a fertilização, ao invés da esterilização do potencial humano daqueles com os quais se relaciona. Será que o filho, ou o aluno, tem ciência do ‘lugar de valor’ que ocupa na vida dos pais ou do professor, e das suas expectativas em relação ao seu potencial?
Pertencer ao projeto de vida de um educador é salutar e indispensável para o desenvolvimento das potencialidades da criança e do jovem. Esse sentimento de pertencer, uma vez existente, precisa ser cultivado pela ‘qualidade’ do tempo e da energia investidos em todas as oportunidades de relacionamento. 


Cada vez mais se constata que esse sentimento se apresenta como a base para a realização do projeto de vida dos filhos ou dos alunos, que quando assumidos com a devida importância em nossas vidas, são cativados e acabamos por nos tornar responsáveis por eles, como bem disse Saint-Exupéry, em O pequeno príncipe”. (baseado no texto de Acedriana Sandi).


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE e TESTE DE AVALIAÇÃO

 
LIVRO - Corações Descontrolados
(Ciúmes, Raiva, Impulsividade – O Jeito Borderline de Ser)

Livro inédito da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, Corações descontrolados revela e explica as características da personalidade borderline (TPB), relatando em detalhes os sintomas do transtorno e o sofrimento que ocasiona tanto para os portadores quanto aos familiares e às pessoas do convívio mais íntimo. Ao entrelaçar análise clínica elaborada para o leitor leigo e a descrição de casos reais, a autora mergulha num universo ainda pouco difundido, pautado pela instabilidade afetiva e de humor.

A pessoa border, de modo geral, pode ser reconhecida por suas ações autodestrutivas, que abrangem uso de drogas, sexo sem proteção, atitudes lesivas contra si mesmo e terceiros, levando em grande parte dos casos a tentativas de suicídio. Em geral, o que está por trás das explosões de raiva é o mais profundo medo de rejeição, a dependência afetiva e uma insegurança patológica.
“Quem sofre desse transtorno vive uma constante hemorragia emocional; vez por outra sangra a alma e, não raro, o próprio corpo”, explica Ana Beatriz. Segundo ela, não é por outra razão que a questão afetiva seja a causa central dos sintomas apresentados pelos pacientes, e também a mais difícil de ser resolvida.

A personalidade borderline é descrita por comportamentos extremos, fortes e persistentes. O próprio termo em inglês, que quer dizer fronteiriço, limítrofe, já assinala para o fato de estas pessoas viverem no limite de suas emoções. Dessa forma, deixam-se levar pela impulsividade, pela tristeza e pelo medo. Com frequência, sentem ciúmes avassaladores e tendem a achar que todos estão contra elas, apresentando sintomas de depressão, com a sensação de vazio, insatisfação pessoal e instabilidade emocional.


A autora chama atenção para uma série de sutilezas e sobreposição de sintomas que podem confundir o diagnóstico, uma vez que o comportamento disfuncional pode estar associado a uma série de outros transtornos psiquiátricos, tais como ansiedade patológica, depressão, bipolaridade, TDAH e até mesmo psicopatia. Os limites da mente border são tênues e frouxos. Muitas vezes, apresentam quadros depressivos e eufóricos de duração variável; no entanto, ambos tendem a ser precipitados por acontecimentos externos imediatos. As pessoas borders são dependentes desses referenciais de desempenho imediato, uma vez que possuem sérias dificuldades de se auto avaliarem”, explica a psiquiatra.


Estima-se que 2% da população mundial apresente em algum grau os sintomas que caracterizam a personalidade borderline. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Associação de Psiquiatria Americana (APA), o transtorno acomete em sua maioria mulheres, cerca de 75% dos casos. 


Mas os homens também sofrem do problema, assim como os adolescentes de ambos os gêneros, fase em que normalmente o problema é deflagrado e agravado pela instabilidade da própria idade e por vivenciarem as primeiras relações amorosas. A psiquiatra também analisa o sofrimento causado por pais borderlines a seus filhos, especialmente por mães, assim como o desenvolvimento do transtorno em crianças. 

A autora ainda se vale de personagens célebres reais e fictícios para exemplificar comportamentos típicos de um borderline. Recorda o papel interpretado por Winona Ryder em Garota interrompida, e a temperamental Maria Helena encarnada por Penélope Cruz em Vicky Cristina Barcelona. Na vida real, cita o comportamento autodestrutivo de Amy Winehouse e inclui Marylin Monroe, sempre envolta a relacionamentos conturbados, no hall das celebridades borderline.





Com sensibilidade, Ana Beatriz aproxima seus leitores do tema complexo ao relatar depoimentos carregados de emoção colhidos com pacientes que buscaram ajuda médica. “Sinto-me constantemente em uma corda bamba, como se a qualquer momento pudesse perder o equilíbrio e cair para um lado ou para outro. Estou sempre a um passo de perder o controle”, exemplifica a autora, no trecho da história contada por um paciente sobre sua instabilidade emocional.




Ana Beatriz Barbosa Silva é médica graduada pela UERJ com pós-graduação em psiquiatria pela UFRJ e referência nacional no tratamento de transtornos mentais. Professora honoris causa pela UniFMU (SP), é também diretora das clínicas Medicina do Comportamento no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde atende pacientes e supervisiona os médicos, psicólogos e terapeutas de sua equipe. Além de realizar palestras, conferências e consultorias em todo o país sobre variados temas do comportamento humano, ela também é autora dos livros Mentes perigosas — o psicopata mora ao lado, Bullying — mentes perigosas na escola, Mentes Inquietas — TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade, Mentes e manias – TOC: Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Mentes ansiosas – Medo e ansiedade além dos limites e Mundo singular – entenda o autismo, este último em coautoria com Mayra Bonifacio Gaiato e Leandro Thadeu Reveles, todos publicados pelo selo Fontanar, da Objetiva.


Transtorno de Personalidade Borderline – O que é?

O estudo, a pesquisa e tratamento das pessoas diagnosticadas como portadoras do transtorno borderline de personalidade (TBP) é um dos maiores desafios para os estudiosos de saúde mental. Os progressos foram muito grandes nos últimos 20 anos mas falta muito para atingirmos um conhecimento que torne possível melhores tratamentos para diminuir o sofrimento das pessoas acometidas, de seus familiares e da comunidade.

É muito importante o esforço de pesquisa nesta área e é com satisfação que observamos o aumento de trabalhos publicados sobre este tema. O conceito de personalidade borderline é o resultado inevitável do esforço para definir um limite entre o funcionamento mental neurótico e psicótico.

Transtorno de Personalidade Borderline (Limítrofe) é uma condição que começa na infância, mas geralmente não é demonstrada até o início da maioridade (entre 20-25 anos). "É uma desordem comum que atinge cerca de 10 a 14% da população", fala o médico Richard J. Corelli de Stanford, EUA.

A causa dessa desordem não é compreendida por completo, mas algumas autoridades acreditam que seja o resultado de um desequilíbrio químico no cérebro. Esses químicos (neurotransmissores) ajudam a equilibrar o humor e influências genéticas e ambientais. Essa desordem mental é mais comum entre pessoas cujos pais também sofrem com a doença. Aparenta haver uma relação entre essa doença e um grande trauma na infância.
O trauma pode ser físico, sexual, abuso emocional, rejeição ou talvez uma separação estressante e traumática de um dos pais.

Transtorno de Personalidade Borderline – Quais os sintomas?
Pessoas que sofrem com essa doença demonstram os seguintes sintomas: emoções instáveis, impulsividade, autoimagem oscilante, dificuldade de controlar a ira, intenso sentimento de rejeição e abandono, além de muitas vezes serem auto-mutilantes. Também têm que lidar com emoções de depressão, desordem alimentar e/ou abuso de substâncias. Essas vítimas frequentemente cortam ou queimam o próprio corpo. Muitas, principalmente nos primeiros anos, têm pensamentos constante de suicídio, seguidos de várias tentativas.

Seus comportamentos irregulares resultam em relacionamentos instáveis com outras pessoas. Isso apenas intensifica seus sentimentos de vazio, raiva e desespero cheios de culpa. Podem também passar por certos períodos quando suspeitam de outras pessoas, mesmo se elas não fizeram nada (paranóia). Outras características comuns são explosões de raiva e confrontos físicos.

Um relato do Centro de Pacientes que sofrem com essa desordem cita uma vítima dizendo: 
"Sofrer com essa desordem parece um inferno. Nada menos do que isso. Dor, raiva, confusão, sofrimento, sem nunca saber como estarei me sentindo de um minuto para o outro. Sofrimento porque eu machuco aqueles a quem amo. Sentindo que ninguém me entende. Analisando tudo. Nada me dá alegria. De vez em quando eu fico 'muito feliz' e então fico ansioso por causa disso. Viro-me então para o álcool. Então eu me machuco fisicamente. Então me sinto culpado por causa disso.Vergonha. Querendo morrer sem poder me matar porque eu sentiria muita culpa por machucar os que me amam, então fico cheio de raiva e por causa disso eu me corto para poder me livrar desses sentimentos. Estresse!"

Transtorno de Personalidade Borderline – Como é tratada?
O tratamento dessa desordem pode ser difícil, mas certos medicamentos podem ser usados para reduzir alguns dos sintomas. Às vezes uma combinação de certos remédios pode ajudar. Os remédios mais comuns são antidepressivos e estabilizadores emocionais. Além disso, antipsicóticos podem ajudar a reduzir comportamentos perigosos e impulsivos. É importante destacar que cerca de 10 anos depois do início do tratamento, cerca de metade dos que foram diagnosticados não mais apresentam sintomas dessa desordem.

A grande maioria dos que apresentam essa desordem tornam-se gradualmente mais estáveis em suas emoções, relacionamentos e empregos quando alcançam a idade entre 30 e 40 anos. Se você acha que tem essa desordem, procure atenção médica e suporte emocional. Tente não diagnosticar tudo sozinho e, ao invés disso, procure a ajuda de profissionais experientes em lidar com essa doença.

Após tomar conhecimento de alguns sinais e sintomas do TPB (Transtorno de Personalidade Borderline), segue abaixo um TESTE que ajudará a avaliar, se existe a possibilidade de haver um "núcleo border" de personalidade e/ou, se o transtorno já está instalado.


Obs: O teste sugerido não é uma ferramenta de diagnóstico! E Não cabe como único instrumento de avaliação de personalidade borderline. Por favor, consulte um profissional de saúde mental, se você sente que precisa de mais assistência

Teste de personalidade borderline

Avalie sua personalidade e faça um teste de personalidade borderline

Instruções: Este teste de personalidade foi concebido para ajudar você a entender se você pode ter Transtorno da Personalidade Borderline. Para cada item, indicar quanto você concorda ou discorda da afirmação na frase.

Procure responder este teste de personalidade com a verdade para o resultados mais preciso.
1. Eu quase sempre me sinto “vazio”.
a) discordo totalmente         
b) discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo          
e) concordo totalmente

2. Acho que muitas vezes faço um ou mais dos seguintes procedimentos: dirigir de forma imprudente,  praticar sexo inseguro, abusar de álcool ou drogas, comer compulsivamente, jogar compulsivamente, gastar dinheiro sem controle.
a) discordo totalmente         
b) discordo           
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

3. Às vezes, quando estou estressada(o) – especialmente quando sinto que alguém está me rejeitando eu fico muito paranoica(o).
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

4. Eu muitas vezes espero demais das pessoas, especialmente quando eu desejo compartilhar detalhes mais íntimos com estas pessoas. Mas muitas vezes eu sinto que estas mesmas pessoas não se importam o suficiente comigo.
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

5. Às vezes, fico muito irada(o), extremamente sarcástica(o) e amarga(o), e sinto que tenho muita dificuldade em controlar essa raiva.
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

6. Eu já tive comportamentos de automutilação, autoagressão, ou pensamentos suicida, ou ainda com gestos ou ameaças contra minha pessoa.
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

7. Muitas vezes experimentei súbitas mudanças na maneira como eu olho para mim e para minha vida, a ponto de querer mudar completamente meus objetivos, valores e foco na carreira.
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

8. Estou muitas vezes com medo que os outros vão me abandonar ou me deixar, então eu faço esforços frenéticos para evitar esse abandono (mesmo quando não é real).
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

9. Meu humor pode alternar entre períodos de extrema ansiedade, depressão ou irritabilidade em apenas algumas horas ou dias.
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

10. Meu ponto de vista sobre os outros – especialmente aqueles que me importam – pode mudar dramaticamente sem qualquer aviso.
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

11. Eu diria que a maioria dos meus relacionamentos amorosos têm sido muito intensos, mas não muito estável.
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

12. Atualmente estou enfrentando problemas suficientes na minha vida, que está impactando negativamente a minha capacidade de ir à escola, trabalho, estar com amigos ou família, ou ter um relacionamento romântico.
a) discordo totalmente         
b)discordo          
c) nem concordo nem discordo 
d) concordo            
e) concordo totalmente

Resultados de seu Teste de Personalidade Borderline
Para cada resposta com a letra a) some 0 ponto
Para cada resposta com a letra b) some 1 ponto
Para cada resposta com a letra c) some 2 pontos
Para cada resposta com a letra d) some 3 pontos
Para cada resposta coma letra e) some 4 pontos

Resultados de seu Teste de Personalidade Borderline

ESCORE
Se você marcou acima de 34 pontos, você apresenta sérios indícios do transtorno
Se você marcou de 28 a 33 pontos, você apresenta alguns indícios do transtorno borderline com pouco controle sobre seus impulsos.
Se você marcou entre 21 e 27 pontos, você é pouco impulsivo, mas em alguns momentos se sente com pouco controle.
Se você marcou entre 15 e 20 pontos, você consegue manter controle sobre seus impulsos e consegue fazer valer sua vontade e opinião.
Se você marcou menos de 15 pontos, você pode muitas vezes deixar de se colocar, com receio de ser mal compreendido, ou pertence a um círculo de relacionamentos no qual se sente bem e com grande compartilhamento de opiniões.

Obs: Esta não é uma ferramenta de diagnóstico! E Não cabe como único instrumento de avaliação de personalidade borderline. Por favor, consulte um profissional de saúde mental, se você sente que precisa de mais assistência.

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