quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ROMPIMENTOS - Escolher algo é romper com outro algo!

A vida é um eterno exercício de rompimentos e mesmo assim não nos acostumamos com eles.



Voluntários ou involuntários eles nos sufocam e nos oprimem. 
São pungentes e na maioria das vezes doem muito.

 





Quando paladinos de nossa vontade, deixam a alma leve, mas reservam, guardado no fundo de nosso íntimo, um fio de incerteza incômoda.

 

Rompemos o tempo todo com alguma coisa.

 

Escolher algo é romper com outro algo, porque temos que deixar para trás alguma coisa.
 

Rompimentos geram inquietações, geram dúvidas, geram confusões.





Dilaceram, despedaçam e violam os nossos sentimentos estabelecendo-se em nossas almas, com ou sem o nosso consentimento.

  


Rompimento pode ser o fim de uma história, um fim de linha ou ainda, uma elipse de um momento para se parar e pensar.



De qualquer forma, romper é quebrar uma sequência. É tocar uma nota desafinada de uma melodia.  
Ou quem sabe, seja a pausa para o descanso.

 

Rompimentos são necessários e obrigatórios e sem eles a vida teria um único rumo, uma única direção e seria muito chata e sem emoção. 

     



Então, vamos caminhando, chorando e sorrindo com os rompimentos contínuos, alimentando a esperança de que esses rompimentos sejam como o romper da aurora, o surgimento de um novo dia, um novo tempo, uma nova oportunidade.
 


Por Rosa Berg

A hora do encontro é também despedida a plataforma desta estação, é a vida..."
(Milton Nascimento e Fernando Brant)

 





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