sábado, 27 de fevereiro de 2016

Ejaculação Feminina


Entenda como a Ejaculação Feminina Pode Acontecer!

Para muitas pessoas, a tal da ejaculação feminina não passa de lenda urbana. Mas a ciência resolveu entrar em cena para dizer de uma vez por todas do que realmente se trata esse misterioso e controverso fenômeno.

O que é a ejaculação feminina?
Algumas mulheres têm produção de um líquido em sua uretra durante o clímax de relações sexuais. Às vezes, trata-se de uma pequena quantidade de líquido branco leitoso – isso, tecnicamente, é a ejaculação feminina. Mas outras mulheres dizem “esguichar” uma quantidade muito maior de líquido – o suficiente para fazer com que pareça que elas fizeram xixi na cama.

O que é esse líquido?
Alguns pequenos estudos têm sugerido que o orgasmo feminino vem das glândulas Skeneestruturas minúsculas que “desaguam” na uretra. Alguns na comunidade médica acreditam que essas glândulas são semelhantes à próstata masculina, apesar de seu tamanho e forma serem muitos diferentes e sua função exata permanecer desconhecida.

Orgasmo no laboratório
Para investigar a natureza e as origens do fluido da ejaculação feminina, Samuel Salama, um ginecologista de um hospital francês e seus colegas recrutaram sete mulheres que relatam a produção de grandes quantidades de líquido – algo em torno de um copo de água – no momento do orgasmo.

Em primeiro lugar, essas mulheres foram convidadas a fornecer uma amostra de urina. Tipo de convite irrecusável, não? Em seguida, elas passaram por uma ultrassonografia, para que os pesquisadores tivessem certeza de que cada uma delas estava com a bexiga completamente vazia.

As mulheres, então, ficaram se masturbandoou contaram com a ajuda de um parceiro – até que chegassem perto de ter um orgasmo (o que durou entre 25 e 60 minutos). Nesse momento, pouco antes das mulheres chegarem ao clímax, elas foram submetidas a uma segunda ultrassonografia. Pensa na situação.

Não para, não para, não para!!
Feito o segundo ultrassom, as mulheres voltaram para o caminho do orgasmo. E quando elas finalmente chegaram lá, o fluido esguichado foi coletado em uma bolsa e uma última ultrassonografia foi realizada. Lembra que todas elas esvaziaram a bexiga antes de começar a estimulação? Pois então. O segundo exame, realizado pouco antes do clímax, mostrou que as bexigas delas já estavam completamente recarregadas.

E, pasmem: o ultrassom final de cada mulher mostrou bexiga vazia. Ou seja, o líquido do orgasmo quase certamente se originou a partir da bexiga.

Mulheres que ejaculam estão na verdade fazendo xixi?
Uma análise química foi realizada em todas as amostras de fluido recolhidas. Duas mulheres não mostraram diferença entre as substâncias químicas presentes na urina e o produto do orgasmo. Mas outras cinco mulheres tinham uma pequena quantidade de antígeno prostático específico (PSA) em seus orgasmos – uma enzima não detectada na amostra de urina inicial, mas que faz parte da “verdadeira” ejaculação feminina.

A enzima PSA, produzida em homens pela próstata, é mais comumente associada com ejaculação masculina, onde a sua presença ajuda o esperma a nadar. Nas mulheres, a enzima PSA é produzida principalmente pelas glândulas Skene – também chamadas de “próstata feminina”.

De acordo com Barry Komisaruk, neurofisiologista da Universidade de Rutgers, em Newark, New Jersey (Estados Unidos), este estudo apresenta evidências convincentes de que o tal esguicho da ejaculação feminina é quimicamente similar à urina, e também contém pequenas quantidades de PSA – que está presente na verdadeira ejaculação tanto do homem quanto da mulher.

“Este estudo ajuda a conciliar a controvérsia sobre os fluidos que muitas mulheres relatam terem sido lançados no orgasmo”, acrescenta. “Há, evidentemente, dois fluidos diferentes, com duas fontes diferentes”.

Florian Wimpissinger, do Hospital Rudolfstiftung, em Viena, na Áustria, sugere que a presença ou não da enzima PSA na ejaculação de algumas mulheres pode ser causada porque as secreções provenientes das glândulas Skene poderiam ir para a bexiga no momento do orgasmo. Pode também ter algo a ver com a conhecida variação de forma e tamanho das glândulas. Ou simplesmente porque algumas mulheres não produzem PSA mesmo.

Ejaculação feminina: toda mulher é capaz
Por que algumas mulheres experimentam estes diferentes tipos de ejaculação e outras não, ainda não está totalmente claro, mas o ginecologista Samuel Salama acredita que toda mulher é capaz de performar o tal esguicho desde que “seu parceiro saiba o que está fazendo”.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Raiva, aprenda a lidar com a sua!


 
Um comportamento guiado pela raiva pode causar prejuízos desproporcionais e até mesmo irreparáveis que poderiam ser perfeitamente evitáveis caso a pessoa afetada entendesse melhor o que se esconde por detrás da violência dos gritos e destruição de objetos. Esse sentimento tão presente na vida moderna incomoda e é fonte de culpa.



A raiva é um sentimento perfeitamente natural, mas manifestações inadequadas podem ocorrer em quaisquer ambientes, sendo mais comum quando influenciadas pelas relações de poder, com os subordinados, no trabalho, ou no círculo mais íntimo do ambiente familiar. É um sentimento tão intenso que fica difícil estar ao lado da pessoa sem se sentir afetado.

Invariavelmente temos a chance de vislumbrar no outro a sua maneira particular de demonstrar contrariedade ao sofrer ou ter a expectativa de sofrer uma agressão, real ou imaginária, seja quando passeamos em um shopping e encontramos pais aflitos acompanhando uma criança fazendo birra ou quando surpreendemos um casal discutindo.

A pessoa dominada pela raiva, por óbvio, não age ou decide da forma mais acertada que poderia. Relembrar experiências pessoais dolorosas, analisar o início da contrariedade até a explosão destrutiva e os aspectos importantes e os irrelevantes da situação também fazem parte do processo de compreensão da raiva.

Quando a raiva vai embora, sobra a vergonha, o mal-estar, relacionamentos desfeitos, e alguns objetos quebrados, sem esquecer o arrependimento.
 
A psicoterapia é eficaz em investigar a origem da raiva, as tensões, frustrações e reações que causamos sobre as pessoas. 

A raiva acumulada se torna mais poderosa e o acúmulo dela a torna explosiva e perigosa, pois o sentimento de impotência frente a falha em controlar uma pessoa ou uma determinada situação  gera tensão e afasta as pessoas que estão próximas.

Dar novos passos nesse aprendizado é crucial para encontrar respostas emocionais e satisfazer o desejo de se expressar adequadamente, aceitando o sentimento, avaliando o momento em que aparece, sem descontar em coisas ou pessoas e o mais importante, sem culpa.

http://dasplus.com.br/compreendendo-a-raiva/



“Muito mais dolorosas são as consequências da raiva do que suas causas”. (Marco Aurélio)


“Se eu pudesse eu pegava a dor. Colocava dentro de um envelope e devolvia ao remetente!” (Mário Quintana)


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Deus me livre de ser normal!

NORMOSE - A Doença de Ser Normal

Alguém às vezes já se pegou perguntando se é mesmo normal? Se o mundo é normal? Afinal, o que é ser normal? É seguir todas as regras? Fazer tudo que se espera de nós? Por mais que essa pergunta pareça uma dúvida sem sentido, descobri , ao ler uma matéria sobre a “doença de ser normal”, que a pergunta não é tão sem propósito. E esse mal leva o nome de Normose, uma obsessão doentia por ser normal. Às vezes a normalidade nos assombra quando a olhamos de uma certa distância.

A Normose é definida como um conceito de filosofia para se referir a normas, crenças e valores sociais que causam angústias e podem ser fatais. Em outras palavras "comportamentos normais de uma sociedade, que causam sofrimento e morte". Dessa forma os indivíduos que estão em perfeito acordo com a normalidade e fazem aquilo que é socialmente esperado acabam sofrendo, ficando doentes ou morrendo por conta das normoses.

O conceito surgiu com o encontro do psicólogo e antropólogo brasileiro Roberto Crema, do filósofo, psicólogo e teólogo francês Jean-Ives Leloup, e também de outro psicólogo francês, Pierre Weil, na década de 1980. Do encontro dos três nasceu uma parceria e o livro Normose: A Patologia da Normalidade.


O texto abaixo, do Professor Hermógenes, traduz a realidade do fanatismo em querer ser “normal” para ser aceito no grupo de convívio e na sociedade.

Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. 



A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento


A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem

Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. 


A normose não é brincadeira.
Ela estimula a inveja, a auto depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.
Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. 

Um pouco de autoestima basta

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. 


O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. 


Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.
Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.
E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Prof. Hermógenes em "Normose"

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