quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Razão e Emoção na dose certa


De tudo o que já passei na vida,
e olha que não foi pouco, apesar da pouca idade.
Enfrentei cada situação com uma reação,
em alguns casos, com muita “razão”,
e em outros, excessiva emoção.
 Parece que só o tempo traz esse amadurecimento.
E até hoje, sigo buscando o equilíbrio,
entre o “adolescente” que vê tragédia em tudo,
e o “adulto” que se julga conhecedor do mundo.
Sempre tento trazer para a minha vida,
a criança que ainda existe dentro de mim,
e que se esconde de vergonha de se exibir.
 Somos assim, meio tolos, fingindo ser o que gostaríamos de ser,
vestindo sapatos apertados, joias horrorosas,
perfumes que estão na moda e entopem o nariz.
Moramos bem, mas sempre queremos um quarto a mais.
Se amamos, queremos declarações a todo o momento.
Se um relacionamento termina, achamos que é o fim do mundo.
Que “nunca mais” teremos alguém assim,
apesar de saber que essa última pessoa, nem era assim “uma Brastemp”.

E o tempo vai passando, a vida vai acertando os passos,
e os que conseguem vencer a barreira da idade,
buscam o sossego de um ombro amigo,
o encanto de palavras gentis,
amigos para um jogo de cartas, uma viagem.
Descobrimos a felicidade como ela é:
simples, sem muitos adereços, sem frescura.
 Se você quer seguir sem muitos sustos pela vida,
equilibre-se com a criança que habita em você,
deixando escapar de vez em quando o eterno adolescente que grita,
e colocando o adulto que você se transformou, como um observador.
E assim, usando a razão dosada com emoção,
possamos ser melhores do que fomos ontem,
neste dia que convida para a vida.
 Seja feliz!

"Deixa partir o que não te pertence mais, deixa seguir o que não poderá voltar, deixa morrer o que a vida já despediu... O que foi já não serve é passado, e o futuro ainda está do outro lado, e o presente é o presente que o tempo quer te entregar..." (Pe. Fábio de Melo)

Por Paulo Roberto Gaefke
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