terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Distimia ou Transtorno Distímico


DISTIMIA

Distimia é um tipo de depressão crônica, de moderada intensidade. Diferentemente da depressão que se instala de repente, a distimia não tem essa marca brusca de ruptura. O mau humor é constante. Os portadores do transtorno são pessoas de difícil relacionamento, com baixa auto-estima e elevado senso de autocrítica. Estão sempre irritados, reclamando de tudo e só enxergam o lado negativo das coisas. Na maior parte das vezes, tudo fica por conta de sua personalidade e temperamento complicado.

Sintomas

O principal sintoma é a irritabilidade, mas existem outros:

  • Mau humor;
  • Baixa auto-estima;
  • Desânimo e tristeza;
  • Predominância de pensamentos negativos;
  • Alterações do apetite e do sono;
  • Falta de energia para agir;
  • Isolamento social;
  • Tendência ao uso de drogas lícitas, ilícitas e de tranquilizantes.

Diagnóstico

 O diagnóstico é eminentemente clínico. O dado mais importante a  considerar é a manifestação dos sintomas durante pelo menos  dois anos consecutivos.

 Via de regra, os portadores de distimia desenvolvem  concomitantemente episódios de depressão grave. Quando se  recuperam, porém, retornam a um patamar de humor que está  sempre abaixo do nível normal. A maior dificuldade é que  raramente se dão conta do próprio problema. Acham que o mau  humor, a falta de prazer e interesse pelas coisas e a tristeza que não dá  trégua fazem parte de sua personalidade e do seu jeito de ver o mundo, e quase nunca procuram ajuda.

Diagnosticar o transtorno precocemente e introduzir o tratamento adequado é de extrema importância, uma vez que por volta de 15% a 20% dos pacientes tentam o suicídio.

Prevalência

A distimia pode aparecer na infância ou numa fase mais tardia da vida. O mais comum, porém, é que surja na adolescência. Há evidências de que muitos idosos já tinham manifestado sinais do transtorno na adolescência.

 Na infância, acomete igualmente meninos e meninas. Depois, é mais  prevalente nas mulheres do que nos homens.

 Tratamento

 A associação de medicamentos antidepressivos com psicoterapia  tem apresentado bons resultados no tratamento da distimia.  Isoladamente, um e outro não funcionam a contento. Embora os  antidepressivos corrijam o distúrbio biológico, o paciente precisa  aprender novas possibilidades de reagir e estabelecer relações  inter-pessoais.

A psicoterapia sem respaldo farmacológico é contraproducente (não produz resultado), porque cobra uma mudança de comportamento que a pessoa é incapaz de atingir por causa de sua limitação orgânica.

Recomendações
  • Se você conhece alguém sempre de mau humor, irritado, pessimista, considere a possibilidade de que seja portador distimia, um distúrbio do humor para o qual existe tratamento, e tente convencê-lo a procurar ajuda de um especialista;
  • Fique atento: a distimia, assim como a depressão clássica, pode acometer crianças e adolescentes. Às vezes, esses transtornos estão camuflados atrás do baixo rendimento escolar, do comportamento anti-social e do temperamento agressivo que não conseguem controlar;
  • Se, nos últimos dois anos pelo menos, seus amigos e parentes têm comentando que você anda de cara amarrada, irritado, descontente com tudo e com todos, esteja certo de que isso não é normal, procure um médico;
  • Não subestime os sintomas da distimia. Para aliviar os sintomas, é comum o paciente recorrer ao uso de drogas e de tranqüilizantes. Em 15% a 20% dos casos, surge ideação suicida;
  • Não se engane: não atribua ao envelhecimento, a casmurrice, o mau humor e as queixas do idoso que só reclama e não quer sair de casa. A distimia pode acometer pessoas na terceira idade;
  • Mantenha a adesão ao tratamento farmacológico e à psicoterapia. Os medicamentos ajudam a corrigir o problema físico e a  psicoterapia, a aprender novas formas de relacionamento.
      DISTIMIA  (Poema)










EU NÃO QUERO MAIS TE VER!
NÃO VENHA ME TOCAR!
NÃO QUERO NEM SABER!
SE TUDO VAI MUDAR!
HOJE TUDO SE FOI!
AMANHÃ NÃO HÁ MAIS!
NÃO VENHA ME DIZER, COMO ME COMPORTAR!








NÃO QUERO MAIS ME VER!
NÃO QUERO ME TOCAR!
TUDO O QUE SEI FAZER É REZAR E CHORAR!
UM CANTO ESCURO EU SEI!
ESSE MEU MAL ESTAR!
NÃO ME IMPORTA FAZER, ALGO PRA ME CURAR!


"Todos pedem um pouco de silêncio, todos sempre a se alegrar, meus sonhos são pesadelos, lugar nenhum para se estar". (Marcos Henrique)


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