quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Entenda o que é Autoestima e como você pode agir para mantê-la em alta!


Em Psicologia,  autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003). A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes, como por exemplo, "Eu sou competente/incompetente" ou, "Eu sou benquisto/malquisto", e emoções autossignificantes associadas, por exemplo, triunfo/desespero, orgulho/vergonha. Também encontra expressão no comportamento, exemplo: assertividade/temeridade, confiança/cautela.

Em acréscimo, a autoestima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de autoestima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de autoestima). Finalmente, a autoestima pode ser específica de uma dimensão particular, como por exemplo, "Acredito que sou um bom escritor e estou muito orgulhoso disso", ou de extensão global: "Acredito que sou uma boa pessoa, e sinto-me orgulhoso quanto a mim no geral".

Em outras palavras, é a capacidade que uma pessoa tem de amar e confiar em si própria, de se sentir produtiva e forte o bastante para poder enfrentar os desafios da vida, bem como expressar com clareza, suas necessidades e desejos, defender seus direitos, fazer suas escolhas, opinar, sugerir,  e se colocar, de forma adequada e sem medo de ser julgada, criticada ou mal interpretada.

Em suma, é saber que você tem o direito e merece mesmo ser feliz, e para ser feliz, sua autoestima deve estar num bom nível, quanto alto, melhor. A baixa autoestima gera ansiedade, medo, depressão, fobias, entre outros problemas! 

As pessoas costumam confundir autoestima com egoísmo, o que é um equívoco, pois uma pessoa com autoestima em equilíbrio, nunca poderá ser egoísta...Ao contrário! Aquele que ama a si próprio respeita-se e, automaticamente, respeita os outros e jamais desejará prejudicá-los.
 
A pessoa egoísta possui o hábito ou a atitude de colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona, ou seja, ela pensa em si próprio, sem se importar com o outro.

E quais as características  e traços das pessoas com baixa autoestima?

ü      Em sua grande maioria, são pessoas que possuem tendências perfeccionistas e que precisam se sentir no controle de tudo o que acontece a sua volta, o que provoca altos níveis de estresse.
ü      Geralmente, culpam os outros pelos seus fracassos e problemas, se colocando como vitimas da situação.
ü      Tendem a ser reticentes e reativos a qualquer pessoa que represente uma ameaça.
ü      São sempre muito temerosos e evitam correr riscos e enfrentar desafios.
ü      Têm dificuldade de olhar nos olhos das pessoas, quando falam, desviando o olhar para outro foco.
ü      Dificuldade de manter a concentração e a atenção por muito tempo.
ü      Pouca habilidade para traças metas e objetivos bem definidos.
ü      Não conseguem planejar, nem mesmo como será o seu dia
ü      São geralmente pessimistas e negativos diante da vida
ü      São pessoas que freqüentemente estão infelizes em seus relacionamentos
ü      Estão geralmente em conflito com sua forma física (ganhando ou perdendo peso)
ü      Preocupam-se demasiadamente com as críticas e comentários dos outros a seu respeito.

ü      Preocuparem-se demasiadamente com o que o outro pensa em relação a si própria, temendo ser julgada e mal compreendida. 

ü      Evitam se expor, emitir suas opiniões, gostos, valores, pensamentos e sentimentos e emoções, fechando-se como uma ostra.
Na intenção de mostrar que é forte, segura e bem resolvida, “mente para si mesma”, escondendo suas fraquezas e conflitos.

E qual motivo, levaria uma pessoa a manter tais comportamentos e viver num estado de baixa autoestima?

Não existe comportamento sem uma motivação ou objetivo: todo comportamento tem um propósito. Pode ser um modo de chamar a atenção para nós mesmos, ou dar a si mesmo(a) uma desculpa para o seu próprio fracasso, por exemplo.
 
E se você quer parar de sofrer, está na hora de começar a mudar...Nunca é tarde para isso!
 
E por onde você vai começar?

Primeiro, comece com você, não importa se será de dentro para fora ou de fora para dentro, o que importa é que você deve reconstruir sua vida e construir o seu amor-próprio.
 
Se você acha que essa atitude é difícil ou mesmo “impossível”, de ser colocada em prática, sozinho, busque ajuda profissional adequada!
 
Quanto mais cedo iniciar o processo de mudança, mais rápido você irá perceber a transformação e adquirir confiança em si próprio.

Procure ser verdadeiro com você , pare de se sabotar, de se auto-flagelar e lute para melhorar seu auto conceito, auto aceitação, auto conhecimento e sua auto-estima.

Conceito de autoestima
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