quarta-feira, 13 de julho de 2016

RELAÇÃO DO INTESTINO COM SEU HUMOR


Cerca de 90% da serotonina (que é o neurotransmissor do humor) é produzido no intestino. Em pessoas com depressão a serotonina está baixa

A prisão de ventre também tem influencia no humor das pessoas, como podemos perceber, com o uso da palavra “Enfezada” (cheia de fezes), referindo-se a pessoas com mau-humor.

Existe relação direta entre a emoção integrada no hipotálamo e a motilidade do intestino.



Relação Intestino e o Cérebro

A ciência e as pesquisas médicas têm demonstrado através de estudos recentes a importância do sistema gastrointestinal e mais especificamente do intestino, para a manutenção da saúde e do bem estar. O intestino passou a ser reconhecido como um ”órgão inteligente” por sua capacidade de selecionar entre o que comemos, o que nos é ou não útil, e por ser o único órgão do corpo humano capaz de executar funções independentemente do Sistema Nervoso Central, chegando a ser recentemente denominado por especialistas como um ”segundo cérebro”.



Os intestinos possuem uma rica rede neuronal, cerca de 100 milhões de neurônios (semelhante à medula espinhal) que elaboram neurotransmissores. As últimas pesquisas demonstraram que quarenta hormônios e vinte neurotransmissores são secretados também pelo eixo-cérebro intestinal, ou seja, pelo cérebro e intestino simultaneamente, e que 80% do potencial imunológico esta presente neste órgão. Com isso ao regular todo o organismo os intestinos funcionam como órgãos inteligentes.



As principais funções do intestino grosso?

– eliminação das fezes;
– reabsorção de água e nutrientes;
– contribui com o sistema imunológico (80%). Em termos de células como por exemplo, de linfócitos, o sistema imunológico do intestino é o mais importante do organismo e produz certas substâncias que regulam as reações imunológicas.
– Hospeda a flora microbiana que exerce várias funções importantes. Essas bactérias digerem uma parte da celulose, sintetizam vitaminas (complexo B e K); e destroem micróbios e bactérias patogênicas.- limitar o papel do intestino à digestão seria reduzir consideravelmente a importância desse órgão. Ele é dotado de um sistema nervoso constituído por 100 milhões de neurônios (tanto quanto a medula espinhal), que elaboram cerca de vinte neurotransmissores, entre os quais a serotonina, reguladora do humor, que influi nos distúrbios depressivos. Os cientistas falam hoje do intestino como o “segundo cérebro” do corpo humano, capaz de enviar sinais ao cérebro.

O intestino ainda serve de barreira entre o exterior e o interior do organismo. A integridade dessa barreira é essencial para que a flora intestinal seja equilibrada. O intestino também produz a secreção de muco e substâncias capazes de melhorar esse efeito barreira.

Como deve funcionar o intestino?

As grandes refeições o 3, então evacuar de 2 a 3 vezes ao dia seria o ideal, de preferência após cada refeição como fazem os bebês que ao mamar em seguida evacuam, isso devido ao reflexo gastro-cólico.

Quando não acontece de 2 a 3 evacuações diárias pode-se acumular de 3 a 4 kilos de matérias não eliminadas. Assim, os detritos que deveriam ser eliminados permanecem no intestino grosso durante muito tempo e acabam sendo fermentados. Neste processo, produzem material tóxico que será novamente absorvido pelo organismo, produzindo uma “auto-intoxicação” ou também chamada toxemia. Dentre estas toxinas destacam-se a cadaverina e a amônia.

Sintomas e doenças que estas toxinas podem provocar

Além dos efeitos locais que a prisão de ventre pode causar como gases e cólicas, o acúmulo das matérias no cólon pode ser a causa de numerosas afecções. As toxinas produzidas pelas putrefações intestinais alcançam pela via sanguínea os órgãos vizinhos, intoxicando-os e degenerando-os , podendo contribuir para o aparecimento de problemas como: obesidade, fadiga, enxaquecas, celulites, alergias, problemas de pele e unhas, baixa das funções imunológicas, depressão, e outros….

Existe também uma correlação muito significativa entre a frequência crescente dos cânceres do cólon nas pessoas que tem os intestinos presos devido à alimentação pobre em fibras.

Funcionamento intestinal e obesidade:

São em torno de quarenta os hormônios secretados pelo eixo cérebro intestinal entre eles a colecistoquina que juntamente com a leptina, polipeptídio Y, são poderosos agentes de saciedade, consequentemente bloqueando a obesidade. A leptina é responsável pela magreza, promovendo menor ingestão alimentar e incrementando o metabolismo energético e regulando o metabolismo de glicose e de gorduras. A leptina também é formada no epitélio intestinal, isto poderia explicar porque as mulheres com problemas intestinais e diminuição da leptina, têm propensão ao ganho de peso.

Vale lembrar que o uso de constante de fibras solúveis e insolúveis, auxiliam os movimentos peristálticos, promovendo aumento do bolo fecal e mais evacuações. Portanto uma reeducação alimentar, maior consumo de água, e atividade física, com certeza favorecem um bom funcionamento intestinal e consequente qualidade de vida



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