sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Ficar sozinho não é o mesmo que ser solitário!


Medo da Solidão?!

A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão. (Massimo Bontempelli)

Seria a solidão apenas o isolamento físico ou um estado mental?!
Podemos estar casados, ter uma família numerosa ou estar no meio de uma multidão e, ainda assim, sentirmo-nos sozinhos. A solidão é uma condição psicológica caracterizada por uma profunda sensação de vazio.

Alguns estudos afirmam que a solidão tem um forte componente genético. Assim, a solidão seria 50% hereditária e 50% circunstancial. Essa componente genética determinaria o quão dolorida pode ser a sensação de estar só. Esse aspecto pode ser umas das razões pela qual algumas pessoas são excessivamente apegadas e fazem tudo para manter um grupo enquanto outras são mais atiradas e têm coragem de explorar novos ambientes.

A base da nossa felicidade são nossos relacionamentos. Isso não significa que solidão é ser solteiro ao invés de casado, ou que o tímido se tornou introvertido por se sentir só. Existem pessoas que estão casadas e se sentem sós – situação infinitamente pior que a dos solteiros, que têm mais oportunidades de sair e de se relacionar com os outros, além de ter relações muito mais autênticas que o casado infeliz.

E quanto ao tímido! Ser introvertido não significa ser mais solitário. Nesse caso, a pessoa apenas precisa de menos pessoas para se sentir completa. Para manter um bom contato com as outras pessoas é necessário se distanciar delas de vez em quando. É importante ter um tempo para si e sentir que você se dá bem com você mesmo. Ficar sozinho não é o mesmo que ser solitário.

A solidão quando ignorada pode comprometer a capacidade do indivíduo de se relacionar, pois tende ao egocentrismo. Quando uma pessoa se sente sozinha, ela tende a se preocupar mais consigo mesma, como forma de proteção. 

Quando, no entanto, o estado de isolamento dura muito tempo, o sujeito fica tão focado em si e em suas necessidades que compromete sua capacidade de estabelecer contato. Ou seja, mesmo que ele interaja com outras pessoas, sempre pensará mais em si próprio que nos outros.

Observa-se esse tipo de conduta em pessoas que moram sozinhas, outras que são excessivamente independentes ou narcisas. Esse comportamento contribui ainda mais para o isolamento e para relacionamentos artificiais. Afinal de contas, quem suporta conviver com uma pessoa autocentrada?

Se você está se sentindo só, pare de procurar companhia e proporcione você companhia para alguém. Não supervalorize os momentos ruins nem subvalorize os aspectos bons de seus relacionamentos. 

O bem-estar de ter companheiros, amigos, parceiros é imensurável. Assim, como a dor de se sentir solitário, mas para ter relações verdadeiras é necessário se doar, contribuir e proporcionar. Ajudar as pessoas em vez de se preocupar apenas com você mesmo abre portas para uma vida equilibrada e feliz!



Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só. (Amir Klink)


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